Igreja Santa Josefina Bakhita

Dia 04 de fevereiro de 2006 foi inaugurada a Igreja Santa Josefina Bakhita, a primeira em homenagem à santa, no Estado.

O local escolhido para abrigar o templo é a Rua República Portuguesa, 20, Bairro da Vila Mathias. A cerimônia de inauguração será presidida pelo bispo diocesano dom Jacyr Francisco Braido.

Santa Bakhita, que tem milhares de devotos no Município, era africana, foi escrava e morreu em 8 de fevereiro de 1947, no Instituto Canossiano, na Itália. Ela foi canonizada pelo então papa João Paulo II em 1º de outubro de 2000.

Para que fosse declarada santa, era preciso a comprovação de um milagre e ele aconteceu aqui na Cidade, tanto que a Catedral tem um altar para Santa Bakhita.

O milagre foi a cura de Eva da Costa Onishi, que tinha diabetes. Vinte e quatro horas após invocar a santa e esfregar a imagem (santinho) nas feridas que tinha nas pernas, elas voltaram ao normal, curadas.
O episódio aconteceu em 27 de maio de 1992. As zonas das chagas permaneceram pigmentadas, como que para comprovar tal milagre. “A santa é tão querida que merecia uma igreja em sua homenagem aqui em Santos e é a primeira igreja para ela no Estado. Já são três anos de luta para construirmos”, declarou o padre José Paulo, da Catedral.

A Igreja Santa Josefina Bakhita é uma das comunidades da Catedral e faz parte do projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Queremos Ver Jesus – Caminho, Verdade e Vida. “O objetivo é trazer comunidades pobres para a igreja. Aqui ela está próxima da Vila Nova, Mercado e Paquetá e trará as pessoas para cá”, prevê o padre.

As missas na igreja serão celebradas pelo padre José Paulo aos sábados, às 18 horas. O templo tem capacidade para 200 fiéis sentados.

Todos os dias acontecerão atividades com pessoas da paróquia (Catedral) e com as irmãs canossianas, que atuam desde 1948 na Paróquia da Catedral de Santos.

Centro Comunitário – A obra teve início em 10 de dezembro de 2004, com investimento de aproximadamente R$ 280 mil, que foi custeado pela Catedral e pelos santistas, conforme padre José Paulo.

A área total do local é de 494 metros quadrados, com corpo da igreja, banheiros femininos e masculinos, além da sacristia e Centro Comunitário, na Rua Henrique Ablas, 8 (atrás da igreja).

A comunidade das imediações poderá participar de atividades no local, com espaço destinado para a Pastoral da Criança, banheiros, cozinha, sala de catequese, salão de festas para as crianças e copa.

História de Santa Josephina Bakhita

Uma santa não só para as irmãs Canossianas e para o povo de Schio, mas para a Igreja toda. Uma filha da África elevada às honras do altar, protetora dos pobres e os abandonados, no alvorecer do novo século.

A aventura de Bakhita é uma provocação para nos colocar em confronto entre o “ser” e o “não ser”, entre a justiça e a injustiça. Entre o colocar-se no centro do próprio mundo, como se fosse seu dono, e deixar espaço ao outro, qualquer que seja ele, sem distinção. Entre o amor e o não amor que faz definhar a vida de tantas pessoas.

Sudão – um povo pacífico, os dajiús, negros puros. Ao longe do povoado de Olgossa, na região ocidental de Darfur, avista-se o vulcão agora calmo e, mais perto, a árvore sagrada rodeada de cabanas e a de seus antepassados. Os rebanhos têm bom pasto, mas vem a seca e o povoado se transfere para Nayala. As famílias grandes se reúnem. É lá que a menina vive.

Chegam os salteadores e levam a filha mais velha, uma bela negra. Dois anos depois, no dia fatídico, a pequena menina é capturada por dois desconhecidos. Suplica que a deixem ir, mas, violentos, ameaçam-na com o chicote e perguntam: “Qual é o teu nome?” Diz o outro rindo, “Ela não tem nome” então vamos chamá-la “Bakhita”.

Começa aí a tortura da menina; no vilarejo é trancafiada numa cabana. De povoado em povoado, o grupo de escravos aumenta e muitos são mortos, outros vendidos. Bakhita tem uma companheira e, juntas, conseguem fugir, porém cairão novamente em mãos do mercador. São chicoteadas por qualquer deslize ou mesmo para descarregar a raiva, até as meninas serem reduzidas a dois montes de carne sangrenta.

Passa o tempo até que a mandam procurar o cônsul italiano. Bakhita, resignada, vai, recebe alimento e dorme, não acreditando que sua vida mudara. As tropas rebeldes se aproximam de Cartum e o cônsul vai voltar para a Itália. Bakhita suplica para ir junto, e ele cede.

Dezembro de 1884. Na Itália o cônsul Calisto Legnani compra a escrava Bakhita do cruel general turco. Bakhita se afeiçoa ao cônsul Calisto. Mas Augusto Michiele e esposa devem voltar à África. Bakhita cuida da filha deles, chamada Mimina, e fica em Veneza, no Instituto dos Catecúmenos, com as freiras canossianas. Aí começa a sua instrução religiosa.

Bakhita gostaria de ser cristã? Sim, irmã, gostaria muito.”Quando vejo o sol, a lua e as belezas da natureza, eu me pergunto: quem fez todas estas coisas? E sinto uma vontade de conhecê-lo, de vê-lo…”

Bakhita se recusa a acompanhar Maria Turina e Mimina de volta à África. A senhora se revolta e a chama de escrava ingrata, mas Bakhita persiste e diz que não deixará a casa do Senhor. O cardeal de Veneza, Domenico Agostini, interveio na questão, contestando o procurador do Rei. Disse ele: “Nós estamos na Itália e aqui não há escravidão, portanto, aqui Bakhita é livre”.

Numa reunião extraordinária no Instituto dos Catecúmenos, estando o cardeal, o procurador do Rei, a senhora Maria Turina, acompanhada de uma amiga e de um advogado, o procurador diz: “Senhora, desde que Bakhita está na Itália, é uma mulher livre. Pode fazer o que quer”.

A senhora se retira dizendo à filha: “Vamos, Mimina, Bakhita não merece teu afeto”.

Era 29 de novembro de 1889. Para Bakhita começava uma nova vida. Ela se prepara para o batismo. Já tem 18 anos.

O próprio cardeal de Veneza administra-lhe os três sacramentos de iniciação cristã: batismo, crisma e eucaristia.

Quatro anos se passaram, felizes e frutuosos. Bakhita não fica inativa. “Gostaria de me tornar irmã…” E a madre escreve para a superiora-geral. A madre vem e, no dia 7 de setembro de 1893, ela ingressa no noviciado naquele mesmo instituto.

Em 8 de dezembro de 1896, em Verona, Bakhita emite os votos de pobreza, castidade e obediência, na mesma casa onde vivera a fundadora das Filhas da Caridade, Santa Madalena de Canossa. E, então, ela foi transferida para Schio, cuja edificação aparece à direita de Santa Bakhita no quadro pintado por mim e doado ao povo de Santos, na pessoa de seu bispo diocesano dom Jacyr Braido.

O bispo de Trento queria conhecê-la e ela, numa reverência, escorrega e cai por terra. E ele diz: “Obrigado, irmã, uma saudação verdadeiramente original”. Em 1933, uma irmã recém-chegada da China tem uma idéia: por que não fazer com que nossas comunidades conheçam a irmã Bakhita?

Ela não é mais jovem, porém durante dois anos participa de encontros em muitos lugares da Itália. Sua história dramática, às vezes trágica, impressionava. É apresentada a uma escritora.

Chega outra guerra, que enfrenta tranqüila. Mas os anos pesam e ela sofre de bronquite asmática, artrite e arteriosclerose.

Sofre muito. As pernas enfraquecem e precisa de cadeira de rodas. Pede para ir diante de El Paron e reza, dizendo a Deus: “Eu não tenho nada para Lhe dar…” Olha a imagem de Jesus: “Obrigada por tudo que me destes, eu vou indo devagarzinho rumo à eternidade”…

Oração a Santa Josephina Bakhita

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós.
Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social.
Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência.
Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido).
Amém.

 

 

 

 

Fonte Catedral de Santos

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10 thoughts on “Igreja Santa Josefina Bakhita

  1. Assisti o Filme Bakhita em uma emissora de Tv Catolica, fiquei em uma emoção profunda, a istória dessa santa eh realmente triste, foi uma vida dedicada a pobreza,humilhações e muita fé.
    aqui em santa catarina não tem nenhuma igreja dedicada a essa Santa, eu realmente gostaria de conhecer um Local que ah estivesse sendo homenageada.

    Marcelo Martinelli

    Florianopolis sc

    • Olá Marcelo, realmente é uma história muito bonita. É um marco importante para os católicos santistas que a primeira igreja dedicada a Santa Bakhita esteja em nossa cidade.Quando puder faça-nos uma visita e conheça a igreja que fica na rua República Portuguesa, 18, bairro da Vila Mathias. Com certeza você será muito bem recebido. Obrigado por visitar a nossa página.

  2. Gratidão! Hoje conheci uma vidente que me contou que minha santa protetora é a Santa Bakhita! Senti uma paz e um amor profundo! Pretendo visitar este santuário em breve!
    Mauro
    São Paulo

  3. Gostaria que vocês da comunidade Santa Bakhita postassem fotos do altar da igreja, da imagem que tem da Santa Bakhita dentro da igreja para conhecimento de todos e divulgação da Fé!

  4. Gostaria de receber orientações de como chegar a Paróquia de Santa Bakhita e se possível também da Comunidade de Santa Bakhita que fica na Paria Grande, Arquidiocese de Santos. Obrigada.

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