Centro Português de Santos

No Brasil, seu estilo neomanoelino só encontra um similar no Rio e outro em Recife. Caracteriza-se por portas e janelas em arcos redondos, entre colunas esguias em forma de troncos. Estas têm como ornamentos cruzes de Malta e escudos reais, ao lado de motivos náuticos como cordas, estrelas e esferas armilares, que são instrumentos com anéis metálicos, representando círculos da esfera celeste. Alusões às navegações portuguesas reaparecem no escrínio sobre a mesa do Salão Cardeal Cerejeira. Desde 1947, esse pequeno cofre com tampo de vidro guarda pedras do Promontório de Sagres, onde D. Henrique fundou sua escola de estudos náuticos, além de terra extraída do Castelo de Guimarães – berço da nacionalidade portuguesa.
Abriga ainda um exemplar de ‘Os Lusíadas’, obra épica dos argonautas lusitanos. Internamente, portas com desenhos jateados nos vidros, importados de Portugal, abrem-se para o Salão Camoniano. Os sete painéis a óleo do teto, emoldurados por entalhes de madeira e pintados pelo espanhol Antonio Fernandez, representam episódios de ‘Os Lusíadas’.
 
Coube a outro espanhol, João Bernils, a execução das pinturas das paredes, que imitam tecido adamascado, e os adornos com medalhões de nobreza e armas de cidades e vilas de Portugal. Entre mesas e cadeiras da diretoria, destaque para a poltrona que serviria de trono ao Rei D. Carlos I, em visita que faria ao Brasil e que acabou não acontecendo porque o monarca foi assassinado. A peça tem estilo imperial e, em 1994, participou da exposição em Portugal sobre os 500 anos do descobrimento. A criação do Centro Português está ligada à agitação da fase de consolidação da república. Sem representação diplomática nem consular, a colônia portuguesa começou a sofrer represálias.
Em 1º de dezembro de 1895, no antigo Teatro Guarani, deu-se a fundação solene. A primeira sede foi na Praça da República e a atual foi inaugurada em 1º de dezembro de 1913. Em 1985, ela recebeu salão de 800 m2, onde se realizam festas tradicionais portuguesas e atividades culturais.
Entrada do Salão Camoniano.
Salão Camoniano.
Salão Camoniano.

Salão Cerejeira é usado como sala de reuniões
Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões, com dedicatória a Dom Pedro II pelo editor Emílio Biel. Tipografia Giesecke e Devrient, Leipzing, 1880, guardado em caixa de metal com as insígnias do Real Centro Português de Santos.
O escrínio, pequeno cofre de aço com as relíquias: pedras do Promontório de Sagres, onde D. Henrique fundou sua escola de estudos náuticos, além de terra extraída do Castelo de Guimarães berço da nacionalidade portuguesa.
Sede Cultural : Rua Amador Bueno nº 188 – CEP : 11013-150 – Santos/SP / Telefone : (13) 3219 – 3079
Sede Social : Av. Ana Costa nº 290 / 294 – CEP : 11060-000 – Santos/SP / Telefone : (13) 3234 – 6503
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