Milhares de turistas devem descer a serra no feriadão

Cerca de 87 mil turistas devem curtir o feriado da Independência em Santos, segundo estimativa da Setur (Secretaria de Turismo), com base em dados da Ecovias. A concessionária prevê que cerca de 29 mil veículos passar pelo pedágio no Sistema Anchieta-Imigrantes e acionará esquema especial para a descida, entre 9h e 13h – sete faixas estão destinadas à Baixada Santista e três, para a subida. 

Para a região, a Ecovias calcula o deslocamento de 80 mil a 115 mil carros, transportando entre 240 mil a 345 mil pessoas.

O presidente do SinHoRes (Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares) estima a ocupação na rede hoteleira em torno de 40%. “O feriado é no meio da semana e, até o momento, a maioria dos turistas não adiantou interesse em estender a estadia até o final de semana”, disse José Lopez Rodriguez.

Além dos seis PITs (postos de informações turísticas), a Setur mantém o Disk Tour 0800-173887, diariamente, das 8h às 20h.

Feriado em Santos é sinônimo de lazer e cultura

Em todos os cantos da cidade não faltam opções de lazer nesse feriado prolongado, muitas delas de graça. E só montar a programação e ir para as ruas, onde há entretenimento para crianças, centros de compras, exposições, passeios e visitas monitorados. Um dos destaques é a 24ª Feira de Orquídeas, que acontece no Jardim Botânico (Rua João Fraccaroli s/nº, Bom Retiro), que por si só já é uma atração com 90 mil m², com muito verde, alamedas, playground e lagos.

As novidades da mostra podem ser conferidas na sala de exposições do parque. As orquídeas são vendidas a partir de R$ 5,00. Para essa edição, serão apresentadas a orquídea ‘Freira-velada’, cujo formato lembra o capuz de freira, e a Renanthera, de cor vermelha, além das tradicionais.

Os visitantes poderão aproveitar para tirar dúvidas sobre o plantio e comprar vasos plásticos, adubo químico e orgânico, caixeta e substrato para orquídeas.

No Centro Histórico, pode-se começar pelo Pantheon dos Andradas (Praça Barão do Rio Branco s/nº), onde estão os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência do Brasil, e de seus irmãos Antonio Carlos, Martim Francisco e padre Patrício Manuel.

A Linha Turística do Bonde (Praça Mauá) promove um passeio de 5km, passando por 40 pontos de interesse turístico e histórico, com acompanhamento de guia de turismo.

Outra alternativa é a visita monitorada ao Palácio José Bonifácio, sede da prefeitura, que inclui os lustres de cristal da Bohêmia; salão nobre decorado em estilo Luís XVI; e a Sala Princesa Isabel, com seus quatro vitrais.

Do outro lado da cidade, na orla, a diversão também é garantida nos 7 km de praias, que atendem banhistas e esportistas; e a ciclovia margeando o jardim – considerado o maior de orla marítima segundo o Guinness Book (livro dos recordes). Ali ficam diversas atrações. A mais visitada é o Aquário (Praça Luiz La Scala s/nº, Ponta da Praia), com espécies raras de diversas partes do mundo.

As exposições tradicionais ‘Concha das Artes’ (em frente aa Concha Acústica, Gonzaga) e ‘Jardim das Artes’ (em frente ao Aquário, na Ponta da Praia) apresentam as novidades dos artistas da região. E a Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Posto 5) também faz parte do rol de atrativos da orla e oferece 15 mil gibis, mangás e livros dos cartunistas Angeli e Glauco, além de Maurício de Sousa.

Já quem quer partir para as compras encontra na cidade uma boa variedade de centros comerciais: três shoppings, galerias e ruas praticamente dedicadas ao comércio e à gastronomia, a maior parte concentrada no bairro do Gonzaga.

 

santos.sp.gov.br/

Revista de arquitetura e construção dedica nove páginas a Santos

‘Por que Santos?’ Sob esse título, a Revista Arquitetura e Construção, da Editora Abril, publica texto em nove páginas sobre a cidade, destacando sua história, atrativos turísticos, revitalização da economia em função do pré-sal e crescimento imobiliário. A revista tem tiragem de 200 mil exemplares, distribuídos em todo o país.

A matéria, assinada pela jornalista Keila Bis e o fotógrafo Alexandre Rezende, mostra os jardins da orla, bonde turístico, Teatro Guarany, Pinacoteca Benedicto Calixto e Museu do Café, entre outros pontos turísticos.

Entrevistado, Ricardo Stella, diretor comercial da construtora e incorporadora Trisul, diz que “com economia crescente, Santos está entre as 20 cidades mais ricas do Brasil”.

Para a gerente de pesquisa de mercado da consultoria imobiliária global Cushman & Wakefield, Mariana Hanania, o espaço destinado a salas comerciais em construção até o próximo ano aumentará 44%, chegando a 101m².

A diretora de incorporações da construtora Cyrela, Rosane Ferreira, identificou o interesse de 50 novas empresas em se instalar em Santos. Além disso, segundo estudo do Secovi, em agosto de 2005 havia no município 3.716 apartamentos à venda e hoje são 10.781.

A matéria destaca ainda o Projeto Alegra Centro, que oferece isenções fiscais para quem investe em imóveis na área histórica, e a construção do Museu Pelé, que deve terminar no próximo ano. São entrevistados o prefeito João Paulo Tavares Papa e secretários municipais, além da professora Luiza Tavares que há 10 anos, após se aposentar, mudou-se para Santos em busca de qualidade de vida.

Keila Bis esteve em Santos nos dias 1º e 7 de julho Durante sua estada, foi acompanhada pelo guia de turismo Mário Rodrigues Jr., da Setur.

 

 

santos.sp.gov.b

Santos cresce com nova sede da Petrobras e expansão de seu porto

Investimentos, que devem superar 5 bilhões de reais até 2014, já se refletem em valorização imobiliária, edifícios históricos revitalizados e muito mais

Giovana Romani

Prédios em construção na Ponta da Praia: o valor do metro quadrado subiu 50% em três anosPrédios em construção na Ponta da Praia: o valor do metro quadrado subiu 50% em três anosMario Rodrigues

O mar está para peixe na cidade de Santos. E não apenas por causa da excelente fase dos meninos da Vila Belmiro, campeões paulistas de 2010. Orgulhosos de Neymar, Robinho e Ganso, os santistas vivem um período de efervescência que vai muito além das quatro linhas dos campos de futebol. Chega aos domínios do porto, o maior da América Latina, em obras de expansão para absorver o volume de movimentações de carga, que deve triplicar até 2024. Atinge um ponto ainda mais distante e profundo: os campos de exploração da camada pré-sal, a exemplo de Tupi, a 300 quilômetros da costa. Impulsionada pela antiga vocação portuária e pela recente atividade petrolífera, com investimento total que ultrapassa a casa dos 5 bilhões de reais, a cidade litorânea vem revertendo o quadro de estagnação econômica no qual esteve imersa por quase três décadas. “É um momento histórico”, acredita o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB), em segundo mandato. “Voltamos a ter boas perspectivas.”

Mario Rodrigues

Expansão do porto: o terminal de contêineres Santos Brasil acaba de ser ampliado

Expansão do porto: o terminal de contêineres Santos Brasil acaba de ser ampliado

Melhoras infraestruturais, revitalização de prédios históricos e dezenas de novos empreendimentos imobiliários transformaram Santos em um canteiro de obras. Bom para seus 430 000 habitantes e para os paulistanos que podem desfrutar o vizinho hospitaleiro, a 80 quilômetros de distância, repleto de bares, restaurantes e passeios turísticos à beira-mar. Ainda mais após a inauguração do trecho sul do Rodoanel, que facilitou o acesso às rodovias Imigrantes e Anchieta. Entre dezembro e fevereiro deste ano, segundo dados da Ecovias, o balneário recebeu 5 milhões de visitantes, a maioria procedente de São Paulo. Há ainda quem chegue por mar. Nesta temporada, passaram pelo terminal de passageiros do Porto de Santos 970 000 pessoas, 27% a mais do que no mesmo período do ano anterior. “Essencialmente comercial, o porto precisou se adaptar aos cruzeiros”, afirma José Roberto Serra, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). “Agora, é imprescindível viabilizar uma estrutura oficial.” A ideia, em fase de projeto, é criar um cais exclusivo para esse tipo de embarcação e atender ao provável aumento de público causado pela Copa de 2014, no Brasil.

Mario Rodrigues

Expansão do porto: a Avenida Perimetral está em obras para facilitar o acesso de caminhões

Expansão do porto: a Avenida Perimetral está em obras para facilitar o acesso de caminhões

Outros quatro terminais privados estão sendo construídos e um está em ampliação. Duas dragas importadas da China já trabalham no aprofundamento de todo o canal de navegação para 15 metros (atualmente, são 12,40 metros). Assim, o porto ficará apto a receber navios de grande porte e se tornará mais competitivo no cenário internacional. Mudanças maiores estão por vir. Feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em parceria com a Secretaria Especial de Portos, o estudo de expansão previu a demanda dos próximos quinze anos em três cenários — otimista, pessimista e neutro. “Com a estrutura atual, não atenderemos ao desenvolvimento futuro nem nas condições menos favoráveis, sob pena de prejudicar a economia do país”, avalia José Roberto Serra. Áreas portuárias subutilizadas receberão novos terminais de contêineres e de granéis sólidos e líquidos. Eclético, o Porto de Santos tem como característica exportar e importar de automóvel a soja, passando por suco de laranja. No ano passado, o porto escoou 26,7% de toda a produção brasileira — movimentou 83,1 milhões de toneladas de carga (2,6% a mais que em 2008).

Anderson Bianchi

Plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino: parque com projeto de Ruy Ohtake inaugurado há um ano

Plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino: parque com projeto de Ruy Ohtake inaugurado há um ano

Paralelamente às obras internas, há a necessidade de melhorar o acesso ao porto. Outra pesquisa, conduzida por Codesp e USP, identificou os maiores gargalos atuais e os que se apresentarão em breve. Com um trecho liberado para o tráfego, a Avenida Perimetral foi criada para facilitar a chegada dos caminhões aos terminais. Mas a prioridade é transferir a matriz de transporte, essencialmente rodoviária, para a ferrovia. Apesar de importante, o porto já não brilha sozinho em território santista. Há quatro anos, desde a abertura da Unidade de Negócios da Bacia de Santos pela Petrobras, ele passou a dividir espaço com a produção de petróleo e gás. A empresa desembarcou por lá timidamente, com apenas um prédio alugado, ainda antes do burburinho causado pelo anúncio das descobertas do pré-sal. Agora obtém novo status: em 2009, foi anunciada a construção da sede das operações da companhia na área.

José Luis da Conceição/AE

Ilustração da futura ponte entre Santos e Guarujá: 4,6 quilômetros de extensão

Ilustração da futura ponte entre Santos e Guarujá: 4,6 quilômetros de extensão

Por 15 milhões de reais, a Petrobras comprou o terreno de 25 000 metros quadrados onde instalará seu complexo de três torres, no bairro do Valongo. A primeira delas deve ficar pronta em dois anos. Juntos, os edifícios comportarão 6 000 funcionários — atualmente, existem 900 empregados atuando na cidade. No comando das operações está o santista José Luiz Marcusso, funcionário da petrolífera há 27 anos. Ele, que já morou no Rio de Janeiro e na Bahia, retornou à sua terra natal para assumir a gerência geral da unidade. O desembarque da Petrobras no Valongo ajudará a promover a revitalização de um trecho degradado da região central. Nos próximos anos, armazéns caindo aos pedaços devem ser substituídos por empresas do setor de tecnologia. Também nas redondezas, o futuro Museu Pelé ocupará o esqueleto abandonado do imóvel onde já funcionou a prefeitura. A revitalização do prédio é uma das âncoras do programa Alegra Centro, criado sete anos atrás pela prefeitura. De lá para cá, 297 restaurações e reformas foram realizadas em casarões históricos. Em um passeio pela Praça Visconde de Mauá nota-se a convivência harmoniosa de passado e presente: o zum-zum-zum de trabalhadores e os modernos restaurantes contrastam com o bonde escocês de 1910 e com a bonita arquitetura da Bolsa de Café. Cenários diferentes também aparecem na orla. A plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino, ganhou em janeiro de 2009 um parque de 43 000 metros quadrados projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake. Belos pontos como esse dividem a atenção dos olhares com os prédios em construção por toda parte. Betoneiras e pedreiros anunciam a chegada de novos empreendimentos em diversos bairros. A Ponta da Praia, próxima à balsa que leva ao Guarujá, é onde há o maior volume de obras em andamento. Ali, o preço do metro quadrado fica em torno de 4 000 reais. “Daqui a seis meses, o bairro terá outra cara”, acredita Paulo Pinheiro, diretor responsável pelos negócios da imobiliária Lopes na Baixada.

Antes fora da lista de prioridades de grandes construtoras e incorporadoras não locais, Santos passou a contar com investimentos de empresas como Helbor, Gafisa, Agre e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. “Abrimos um escritório na região em abril”, conta Rubens Júnior, diretor da Rossi. “A cidade atende a todos os quesitos de desejo de moradia: qualidade de vida, economia dinâmica, clima agradável…” Tarefa difícil agora é encontrar terrenos disponíveis. Por isso mesmo, o empresário português Armênio Mendes, do Grupo Mendes, espécie de magnata da região, não se vê ameaçado pela concorrência externa. Dono de construtoras, shoppings e hotéis, ele garante ter nas mãos os melhores terrenos. “São quarenta anos de atuação nesse mercado”, diz. Pertence ao grupo o Prime Plaza Residence, condomínio de luxo em construção na orla do Gonzaga. Com preços a partir de 2 milhões de reais, apenas 40% das 54 unidades ainda estão disponíveis. Por 12 milhões de reais, a cobertura com vista para o mar foi vendida há três meses. “A região pedia um investimento desse porte”, afirma a corretora Desireé Dias.

Francisco Arrais/Tadeu Nascimento

Criado há sete anos, o programa Alegra Centro promoveu a revitalização de 297 imóveis históricos por meio de isenções fiscais e recursos da prefeitura, do estado e do governo federal. O Teatro Guarany (em 2002 na foto da esquerda e em 2008 na da direita) foi inaugurado em 1882 e acabou parcialmente destruído por um incêndio um século depois. Abandonado desde então, voltou a funcionar de cara nova em dezembro de 2008

Criado há sete anos, o programa Alegra Centro promoveu a revitalização de 297 imóveis históricos por meio de isenções fiscais e recursos da prefeitura, do estado e do governo federal. O Teatro Guarany (em 2002 na foto da esquerda e em 2008 na da direita) foi inaugurado em 1882 e acabou parcialmente destruído por um incêndio um século depois. Abandonado desde então, voltou a funcionar de cara nova em dezembro de 2008

Vila Rica e Gonzaga são os bairros mais valorizados de Santos. Em ambos, o preço do metro quadrado subiu até 50% nos últimos três anos — por volta de 5 000 reais, equivalente a Brooklin, Pinheiros e Perdizes na capital. Reivindicações antigas da população começam a sair do papel. Anunciada em março pelo então governador José Serra, a ponte entre Santos e Guarujá custará 700 milhões de reais e desafogará o fluxo da balsa, por onde circulam 24 000 veículos diariamente. “Com tantas mudanças em andamento, nosso grande desafio é ter agilidade, inteligência e eficiência na qualificação de mão de obra”, avalia o prefeito Papa. “É importante que nossos jovens aproveitem as oportunidades.” Se as britadeiras continuarem a todo o vapor, quando os meninos da Vila crescerem poderão desfrutar uma cidade completamente diferente.

CIFRAS DA BOA ONDA

– 160 milhões de reais é quanto vai custar o novo cais para navios de cruzeiro do Porto de Santos, planejado para atender os turistas da Copa de 2014

– 529 milhões de reais serão investidos na Avenida Perimetral, que facilita o acesso ao porto nas duas margens

– 346 milhões de reais é quanto o processo de dragagem para aprofundamento do canal de navegação consumirá

– 2,9 bilhões de reais estão sendo aplicados na construção de mais quatro terminais de carga no porto

– 15 milhões de reais é quanto custará a implantação do sistema de radares para o controle da navegação na região portuária

– 15 milhões de reais também foi o preço pago pela Petrobras no terreno de 25 000 metros quadrados onde construirá sua central de operações

– 450 milhões de reais é a verba destinada ao programa Santos Novos Tempos, voltado para a população de baixa renda

– 20 milhões de reais serão destinados às obras do Museu Pelé

– 700 milhões de reais é quanto vai custar a Ponte Santos-Guarujá, ainda em projeto

– 136,6 milhões de reais foi o valor que o programa Alegra Centro, para revitalização de prédios históricos, recebeu nos últimos sete anos

Fonte: Revista Veja

Enhanced by Zemanta