Simbolo da cidade completa 11 anos como principal atração do Centro Histórico

Cidade sobre os trilhos

Desde sua volta em 23 de setembro de 2000, com um carro circulando pelas ruas do bairro, são mais de 1.029 milhão de passageiros conduzidos em passeio único e rico em história e cultura. É como se cada um dos 419.400 mil habitantes de Santos tivesse feito a viagem duas vezes.

“Cada viagem é diferente. Conheço pessoas de vários lugares. É um trabalho especial, o melhor de todos que já tive”, diz o condutor Jorge de Sousa Santos.

Antônio de Almeida Soares, um dos proprietários e gerente do Café Carioca, também é grato ao bonde. “Ele melhorou o turismo na região. Para nós, pessoalmente, foi muito bom, porque os turistas saem do passeio e vêm nos visitar”.

Para mantê-lo atrativo nos últimos 11 anos, as novidades não param. Nos dias de folia, o veículo surge decorado a caráter no Carnabonde abrindo oficialmente o Carnaval santista e levando milhares de foliões ao Centro Histórico.

Em 2009, a prefeitura ampliou a linha turística aumentando o trajeto de 1,7 km em mais 1,2 km. No final do mesmo ano, o anel viário do bonde foi completado com mais 2,1 km. O passeio atual tem cerca de 5 km e circula por ruas, praças e avenidas do Centro Histórico e do Valongo.

Em julho deste ano, o bonde transformou-se no ‘Baleião’, para homenagear o tricampeonato do Santos FC na Libertadores da América. O ‘personagem’ principal do Centro tem até um dia todo seu: 23 de setembro, instituído em 2008 pela lei 2.551 como Dia do Bonde Turístico.

Passeio agrada santistas e visitantes

O bonde é uma unanimidade entre santistas e turistas. Sempre circula com os lugares ocupados, agradando de crianças a idosos.

Durante a semana, recebe alunos de escolas públicas e particulares e grupos agendados na Setur (Secretaria de Turismo). Nos finais de semana e feriados, atrai os visitantes em geral, que formam longas filas à sua espera nas temporadas de verão e de inverno.

Desde o embarque na Estação Buck Jones (Praça Mauá), o passageiro mergulha em uma viagem no tempo pelas ruas antigas da cidade. Com monitoria de guia de turismo, o bonde percorre prédios, igrejas, monumentos e praças que retratam importantes capítulos da história do Brasil e de Santos.

O Outeiro de Santa Catarina remete a 1546 e à fundação da Vila de Santos, povoação nascida às margens do porto, que se tornou o maior da América Latina.

De 1922, a Bolsa Oficial de Café revive o período áureo da economia do café no país. No Pantheon dos Andradas, descobre-se a importância do santista José Bonifácio de Andrada e Silva na Independência do Brasil. No Valongo, tem-se uma projeção da cidade nos próximos anos com as futuras instalações do Museu Pelé e da sede da Petrobras, ao lado da Estação Ferroviária.

Ao todo, o bonde passa por 40 pontos de interesse turístico e faz paradas no Outeiro de Santa Catarina e no Palácio Saturnino de Brito, sede da Sabesp. Circula de terça-feira a domingo, das 11h às 17h, com embarque na Praça Mauá. O bilhete custa R$ 5,00. Agendamento para grupos no telefone 3201-8000.

Museu tem 12 veículos

Santos tem no Museu Vivo de Bondes 12 veículos: seis em circulação e o restante em restauro. São modelos brasileiros, portugueses, italianos, escoceses e norte-americanos doados pelos vários países e instituições nacionais e restaurados por profissionais especializados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O acervo em operação na linha turística conta com dois carros portugueses da cidade do Porto, um italiano, o ‘Baleião’, o reboque fabricado em Santos e o escocês de nº 38 doado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Outro escocês está na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, servindo como posto de informações turísticas.

O escocês aberto nº 32 está em fase final de restauro. Aguardam o mesmo processo mais um modelo italiano de Turim; o bonde Gilda, de Nova York; o Votorantim, que circulou no interior do Estado; e outro português do Porto.

Para manter a rede santista de bondes em funcionamento, a CET formou duas equipes especializadas em restauro e manutenção dos carros. “Hoje, esses profissionais são referência no assunto. Conseguimos aliar materiais de última geração às características originais dos bondes para garantir a eficiência e a segurança”, diz o engenheiro Marcos Rogério Nascimento, responsável pela manutenção.

Trajetória de sucesso

2000 –No dia 23 de setembro, a prefeitura inaugura uma linha turística no Centro Histórico, com o bonde escocês prefixo 32. Em outubro, o veículo ganha um reboque.

2002 –Bonde fechado (camarão) começa a circular em janeiro.

2005 –Em setembro, chegam a Santos três bondes portugueses doados pela cidade do Porto.

2006 –Entra em circulação o primeiro bonde português restaurado.

2007 –Chega a Santos o bonde norte-americano doado pelo Sesc Bertioga.

2008 –Em setembro, mais um veículo português entra para a linha turística. Prefeitura também fecha acordo com a Memória Votorantim para doação de modelo americano.

2009 –O acervo ganha mais dois veículos de Turim (Itália). E a cidade comemora o centenário do bonde elétrico com ampliação da linha turística para 2,9 km. No final do ano, percurso chega a 5 km.

2010 – Aniversário de 10 anos é comemorado com entrega de veículo italiano.

2011 –Em maio, a linha turística atinge a marca de 1 milhão de passageiros com cortejo de bondes pelo Centro Histórico.

 

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Prefeitura de Santos

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