Santos é bem mais do que apenas um local de embarque

Nos momentos de pico, quando no porto de Santos, a 72 km de São Paulo, embarcam e desembarcam até 22 mil passageiros em até seis transatlânticos, ficar esperto é preciso.

Quem desce a serra do Mar num ônibus fretado deve comprar antecipadamente a condução de volta, a ser usada ao fim do cruzeiro, para subir o sistema Anchieta-Imigrantes. No desembarque, a confusão reina e, sem o bilhete pré-adquirido, há burocracia para conseguir condução rumo à capital paulista.

Junto ao cais, as filas do táxi costumam ser enormes na área do terminal Giusfredo Santini, quando, de uma só vez, aportam os transatlânticos gigantescos.

Mas, além de local de embarque e desembarque, o megaporto de Santos é uma cidade vibrante, com bons shoppings, repleta de museus e passeios históricos.

Quem tiver tempo, vindo do interior e chegando de véspera a Santos, por exemplo, pode aproveitar para caminhar pelos 5,3 km de orla ajardinada que tem início na Ponta da Praia, que fica próxima ao canal 7. Para descobrir os detalhes, convém navegar pelo site www.santos.sp.gov.br.

Vista da praia de Santos diante da praça das Bandeiras ao anoitecer
Vista da praia de Santos diante da praça das Bandeiras ao anoitecer

Desde logo, perto do cais do porto, o passeio típico inclui a visita da Bolsa e do Museu do Café, na rua 15 de Novembro, 95. Até a Ponta da Praia, o melhor é pegar um táxi, pois o trânsito até lá é pesado e as calçadas são precárias.

Chegando à avenida costeira, uma visita interessante é o Museu da Pesca, instalado num prédio de 1908, na rua Bartolomeu de Gusmão, 192. O mesmo local já foi uma fortaleza que, desde 1753, defendeu a cidade e o porto.

Esse museu exibe uma ossada de baleia de 23 m e 7 toneladas, tem um móvel antigo onde há amostras de areia de cada uma das praias do Brasil e exibe tubarões e lulas gigantescas que foram empalhados.

Também na rua Bartolomeu de Gusmão, à beira-mar, o Aquário Municipal foi restaurado e faz a alegria das crianças.

VISTA SANTISTA
Entre as excursões normalmente oferecidas a bordo, o monte Serrat, uma montanha ao fundo da cidade que é servida por escadaria e por bondinho tipo plano inclinado é, desde 1909, objeto de peregrinação turística e religiosa.

O acesso para subir e avistar, nos dias claros, toda a Baixada Santista é feito pela praça Correia de Melo, 33.

Outras atrações para quem vê em Santos uma parada turística (e não apenas como local de embarque) são os restaurantes populares para comer peixe. Mas fique atento, chegar cedo e não perder o horário de embarque é fundamental.

 

Folha de São Paulo

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