Deck ficou mais concorrido após captura de polvos

Ficou mais difícil garantir um espaço no Deck do Pescador, na Ponta da Praia, em Santos, após a captura de pelo menos oito polvos na semana passada. O fato, considerado pouco comum, atraiu pescadores até de fora da região, que ontem se espremiam na plataforma em busca de repetir o feito.

“Vamos ver se a gente também consegue levar um para casa”, comentava a advogada Olga Tanabi, de 55 anos, que veio de São Bernardo do Campo acompanhada do filho, do cunhado e do sobrinho só para passar o dia no local. “Foi uma indicação de um amigo, que também pesca. Quem sabe a gente dá sorte, né?”, dizia, otimista.

Créditos: Vanessa Rodrigues

Mesmo objetivo tinha o pescador João Roberto dos Anjos, de 60 anos, que chegou a presenciar uma dessas capturas, dias atrás, e queria garantir a sua também. Mas sua experiência na atividade indicava que não seria dessa vez.

“Pelo visto, hoje só vai dar corvina”, comentou, explicando que polvos geralmente surgem quando o mar está calmo – sobretudo em lua nas fases minguante e crescente. “É quando saem em busca de alimento”.

A ausência deles ontem, porém, era compensada pelas histórias daqueles que tiveram o privilégio de fisgá-los. O pescador Marcos Belelli, por exemplo, relatava aos colegas o que tinha feito com os três moluscos que capturou na semana passada. “Fiz um monte de polvo à vinagrete. Uma delícia!”.

Com mais de 35 anos de experiência no ramo, ele conta que o momento é bom para quem gosta desse tipo de pescado. “É época de procriação, o que facilita bastante a pesca”.

Mas é preciso um pouquinho de técnica: “A isca, por exemplo, tem que ser de camarão ou de sardinha”. Outra dica fundamental, segundo Marcos, é ter bastante paciência. “Não é como um peixe que se vê em abundância. Por isso, não pode ter pressa para pescá-lo”.

De resto, é ter sorte – o que nunca é demais. “Todo pescador, aliás, precisa de um pouco”. Porém, mesmo que não tenha, ele diz ser raro alguém voltar com as mãos vazias. “Se não pega polvo, pega corvina, pega robalo, cioba… O que não falta é peixe”.

Comércio ganha

E, se os pescadores estão satisfeitos, mais ainda os comerciantes que atuam nas imediações. Um exemplo é Vânia Magalhães, de 42 anos, que mantém uma lanchonete no local. “No que depender de mim, quero que apareçam muito mais peixes, sejam polvos, corvinas, ou até de outras espécies. O movimento sempre melhora nessas ocasiões, principalmente nos finais de semana”.

Os ambulantes também gostam. Pelo menos dois aproveitavam a aglomeração de pessoas para incrementar suas vendas. “Onde tem gente, tem dinheiro”, resumiu um deles, bastante satisfeito.

A Tribuna
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