Nesta sexta-feira, em Santos, há homenagem ao compositor santista Gilberto Mendes

Nesta sexta-feira, em Santos, o compositor santista Gilberto Mendes vai conferir de perto parte das homenagens prestadas pelos seus 90 anos de vida. As programações, que contam com apresentações ao longo dos próximos dois meses, estarão percorrendo diversas cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

O projeto ‘Uma dança para Gilberto Mendes’ é realizada pelo grupo de Dança grupo Athos, que pretende seguir o trabalho de pesquisa do corpo santista na dança, produzido em outros espetáculos realizados pela Companhia, que desde 2002 atua na região. A prioridade é desenvolver as apresentações por meio do movimento inusitado e de interação com a plateia, sempre vista como um membro ativo da encenação, tornando-se um cocriador.

A bailarina Míriam Carbonaro é quem assina a direção do espetáculo. “Ficamos muito contentes com a aceitação e, principalmente, a aprovação do maestro. Queremos que todos possam ter acesso à qualidade de música que ele compõe e compôs”, explica. “Desta vez, é claro, por meio da dança”. A coreografia foi preparada por Alexandre Almeida, que mesmo com poucos anos de carreira, acumula prêmios dentro e fora do Brasil. A produção é do produtor cultural Junior Brassalotti.

Agenda

As apresentações ocorrem em 10 Cidades da região. Nesta sexta-feira, dia 30, o elenco estará na Praça Mauá (Centro), às 12h30. Sábado, dia 31, na Praça Guadalaraja (Morro da Nova Cintra), às 17 horas.

Em abril, o grupo percorre as Cidades de Peruíbe (07), Mongaguá (07), Pedro de Toledo (09), Cubatão (13), Bertioga (13), Ilhabela (15), Praia Grande (20), Guarujá (21) e São Vicente (22).

Gilberto Mendes

É um dos pioneiros da música experimental aleatória e do teatro musical no Brasil. Gilberto Ambrósio Garcia Mendes nasce em Santos e adota, no início da carreira, o nacionalismo musical, utilizando o folclore como base para o trabalho de composição. Mais tarde se dedica apenas à pesquisa musical de vanguarda. Viaja nos anos 50 para a Alemanha, onde estuda composição. Tem aulas com Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen.

De volta ao Brasil, realiza o Festival Música Nova. Em 1980 passa a ser professor do departamento de música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Entre suas peças se destacam Nasce-Morre, música aleatória feita com texto de poesia concreta de Haroldo de Campos, Beba Coca-Cola, música para coral com texto de poesia concreta de Décio Pignatari, e Ulisses em Copacabana.

 

A Tribuna

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