Piratas e outras histórias na Fortaleza da Barra Grande

Guarujá está desde este sábado convidando moradores da região e turistas a fazerem um mergulho no passado e conviverem no mesmo local onde, no início da história do Brasil, a antiga povoação de Santos resistiu a invasões de piratas. O cenário é uma construção de nome comprido: a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, também conhecida como Fortaleza de São Miguel, Fortaleza da Praia Grande ou Fortaleza da Barra Grande.

A pequena fortaleza pintada de branco e vista desde a Ponta da Praia, em Santos, foi erguida nesse morro de Guarujá após o ataque do corsário inglês Edward Fenton.

É verdade que a fortificação militar não conseguiu resistir ao ataque de outro corsário, o inglês Thomas Cavendish. Mas rechaçou a tentativa de reabastecimento do almirante Joris van Spielbergen, e à tentativa de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc.

Agora é, além de uma peça de decoração na bela paisagem da entrada do canal do Porto de Santos, um monumento que merece ser visitado por adultos e, principalmente, crianças.

É também o mais importante monumento histórico-militar do Estado, por uma característica: foi o único forte construído no período em que Portugal, e por extensão o Brasil (sua então colônia), era dominado pela Espanha. Isso entre 1580 e 1640. O uso militar do local foi desativado em 1905.

O tombamento como monumento histórico ocorreu em 1967, mas ficou abandonado e em ruínas até 1993, quando o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e a Universidade Católica de Santos (UniSantos) fizeram um convênio do qual participou a Prefeitura de Guarujá. A universidade conduziu a restauração e o uso para fins educacionais, de preservação, treinamento de jovens e para estimular as visitações públicas ao local.

A reinauguração teve lugar em 21 de abril de 1997. No último dia 10, por provocação da universidade, segundo o reitor Marcos Medina Leite, foi firmado um novo convênio entre o Iphan e a Prefeitura de Guarujá para concluir a recuperação do imóvel, e o repasse da responsabilidade administrativa da área ao governo municipal. A universidade continuará a desenvolver projetos de atividades de curso até novembro.

Segundo o coordenador da Unidade de Presença Política de Guarujá, Averaldo Menezes de Almeida, o projeto está sendo agora tocado somente sob a responsabilidade direta do Município. E embora conte com a participação da UniSantos, “está aberto à participação de todas as universidades da região”, assinala Averaldo.

As atividades contam com a participação direta dos moradores de Santa Cruz dos Navegantes, bairro situado na praia do Góes, em Guarujá.

Além do treinamento dos guias mirins, o projeto incluiu a criação de uma cantina comunitária para servir aos visitantes. O espaço é administrado pela Sorriso & Sabores e a Padaria Comunitária. A antiga sede náutica do Saldanha da Gama será anexada ao projeto em parceria com o clube e com autorização da Secretaria de Patrimônio da União. Ali serão feitos escola, centro comunitário e a entrada de acesso à fortaleza.

 

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A Tribuna

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