Feira reúne artesanato de diversos países em Santos

Perfumes da Tunísia, tapetes do Paquistão, acessórios do Peru ou pedras da África. É possível encontrar diversos artigos de diversos lugares do mundo na “Art Mundi” – Feira Mundial de Artesanato, que acontece em Santos, no litoral de São Paulo. A feira aposta na diversidade de objetos para atrair o público. São aproximadamente 160 estandes, de 20 países e 15 estados brasileiros, expondo produtos típicos de cada região.

É possível encontrar peças como tapetes, vasos, objetos decorativos, semi-jóias, sabonetes, essências, além dos tradicionais artesanatos, feitos de palha, madeira, jornais e outros materiais recicláveis. A organizadora do evento, Maria de Lourdes Makowiecky, ressalta as principais atrações da feira. “Além de artesanatos e acessórios, é possível encontrar pérolas cultivadas no Senegal, lustres da Turquia e bordados típicos de Minas Gerais. Os preços aqui são bem mais acessíveis”, diz a organizadora.

A feira reúne desde a simplicidade de artesanatos confeccionados manualmente e, confeccionados com materiais simples, até a suntuosidade de peças típicas do Oriente Médio, como tapetes, quadros, esculturas e vasos. Entre os países, há expositores do Peru, Equador, Índia, Paquistão, Indonésia, África do Sul, Tunísia, Marrocos, entre outros. A cultura brasileira também está presente, representada por estados como Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Artesões locais apresentam objetos feitos de palha de milho, jornal, toalhas de renda, cobertas feitas de fuchico, bordados, além de doces caseiros, muitos provenientes das determinadas regiões.

Na ocasião, é possível degustar quitutes ou sentir o aroma de alguns dos muitos perfume da Tunísia, que são armazenados em vidros coloridos e modelados para virarem peças decorativas. A aposentada Helena Mirré, de 61 anos, aproveitou a ocasião para visitar os diversos estandes. ” Estou encantada com a variedade de coisas, e como há coisas lindas, nem sei o que levar, gostaria de comprar algo típico de cada região”, diz Helena. Já o comerciante Augusto Chaves afirma ter comprado alguns objetos para decorar a casa nova. ” Tem muitos artigos de vários países aqui, gostei das peças da Indonésia e comprei uma mesa de centro para o novo apartamento”, afirma Augusto.

Além da exposição de artigos, há praça de alimentação no local. A feira prossegue até o próximo dia 9, e acontece de segunda a sábado das 14h às 22h e aos domingos das 14h às 21h. O evento é realizado no Mendes Convention Center, que fica na avenida Francisco Glicério, 206. A entrada custa entre R$ 10 (inteira) e R$ 5 (crianças e idosos).

 

Página oficial do evento http://www.artesanatodiretriz.com.br/

G1

Orquidário promove Caminho das Árvores para crianças e adultos

Neste sábado (1º), em todos finais de semana e feriados deste mês, o Orquidário promove a atividade ‘Caminho das Árvores’, voltada para crianças e adultos. A iniciativa, às 15h, inicia as comemorações do Dia da Árvore (21), segundo a bióloga Cibele Coelho Augusto, chefe da UEA (Unidade de Educação Ambiental) do parque.

Com saída da Fonte da Ninfa Náiade, os visitantes circularão, durante meia hora, por um trecho onde há árvores com características especiais, a serem destacadas por um monitor da UEA.

Dentre os exemplares do roteiro está o guapuruvu, da mata atlântica, que tem crescimento rápido e cujo tronco é próprio para a confecção de canoas. “Já a suinã tem flores que atraem cambacicas e beija-flores”, diz Cibele Augusto.

Lupa
Às 16h, crianças e adultos poderão observar com lupa as flores do jardim sensorial. “O objetivo é destacar a importância das flores para os vegetais, pois são responsáveis pela reprodução das espécies”, afirma a bióloga. Na sequência, as crianças poderão confeccionar, em vários materiais, peças para anotação de recados, a serem penduradas em maçanetas.

 

Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h
Venda de ingressos até às 17h

Praça Washington, s/nº, José Menino.

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Orquestra KlangVerwaltung De Munique no Sesc

A orquestra KlangVerwaltung foi fundada em 1997 pelos violinistas Andreas Reiner e Josef Kröner.

O objetivo principal da orquestra era e ainda é a concretização dos conceitos musicais do regente titular Enoch zu Guttenberg. Com um nome incomum (KlangVerwaltung significa literalmente administração do som), a orquestra atua como responsável servidora das grandes obras-primas e seus criadores,compositores do início do período Barroco até o século XX.

Para cada projeto, uma base constante de músicos se reúne com o intuito de revisar seu considerável repertório, além de trabalhar em novas partituras. Seu estilo de ensaio lembra a um workshop, que permite ao regente e aos músicos estarem igualmente envolvidos num processo de revitalização da composição musical, garantindo uma experiência diferenciada, tornando uma experiência musical única, devido à qualidade do grupo.

Orquestra KlangVerwaltung De Munique

Dia 29/09
Sábado, às 20h

Livre para todos os públicos

R$ 30,00 [inteira]
R$ 15,00 [usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 7,50 [trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no SESC e dependentes]

Teatro do Sesc

Rua Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida

Informações:(13) 3278-9800

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Um palácio de 90 anos

Construído para centralizar, organizar e controlar as operações do mercado cafeeeiro, o edifício da Bolsa do Café de Santos completa 90 anos na sexta-feira (7). A data da inauguração do majestoso edifício da rua XV de Novembro, no Centro Histórico, não foi aleatória: 1922, Centenário da Independência do Brasil e nada mais emblemático quanto homenagear um produto que até então representava a principal fonte de riqueza do país. Na época, Santos era a maior praça cafeeira do mundo.

A crise econômica mundial iniciada com a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929 atingiu de forma contundente a cafeicultura nacional. O último pregão aconteceu na década de 1950, quando os negócios do café foram transferidos para a cidade de São Paulo. O prédio foi reaberto em 1998 e tombado como patrimônio artístico e cultural nas três esferas de governo.

Hoje, não se negocia mais café na Bolsa, que se transformou em um dos cartões-postais de Santos, atração turística e cenário de novelas, filmes, comerciais e fotos de casamento. Em seu interior, funciona o Museu do Café, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, que preparou uma programação especial gratuita para comemorar o aniversário.

Ontem e hoje

Se no passado era frenético o movimento de corretores com latinhas de amostras na mão, compradores e exportadores pela rua XV de Novembro, hoje impera a calmaria na via histórica do centro da cidade. As novas tecnologias modificaram a forma de negociar, como conta Michael Timm, presidente da Associação Comercial de Santos e diretor-geral da Stockler Brasil, empresa produtora e exportadora de café.

“A tecnologia substituiu muita gente. A internet, o telefone, tirou a presença física. Hoje, o corretor traz a amostra para degustação e a compra é efetuada a distância. O café adquirido vai para o armazém, quase todos localizados no interior paulista, onde é processado e chega a Santos em contêineres, pronto para embarque. A Bolsa tornou-se, na verdade, um ponto de encontro”, comenta Michael. Dos 30 armazéns gerais que existiam em Santos para atender este mercado, atualmente resta apenas um.

A figura do corretor, entretanto, ainda é fundamental para os negócios, no entendimento do empresário. “É ele que apresenta as amostras para os prováveis compradores, procura quem vai pagar o melhor preço. Isso dá liquidez para o produtor e transparência para o mercado”.

O Brasil é o maior produto mundial (com uma produção quase três vezes maior do que o segundo colocado, o Vietnâ) e também o maior exportador. Os Estados Unidos lideram como o maior mercado consumidor da bebida. E se no passado o Brasil viveu a chamada dobradinha do café com leite, que revezava a política do país entre São Paulo e Minas Gerais. Minas hoje detém o café e o leite. O Estado produz 50% do café do Brasil, seguido do Espírito Santo.

Expressão de riqueza e prosperidade

O majestoso edifício plantado no Centro Histórico de Santos, com suas cúpulas, vitrais, mosaicos de mármore, entre outros detalhes, reflete com precisão o período de riqueza e prosperidade que o ciclo cafeeiro representou para o país. A construção em estilo eclético é marcada, entre outras coisas, pela diversidade de origem do material de construção: cimento e ferros da Inglaterra, telhas e pisos da França, mármores da Itália, Espanha e Grécia e ladrilhos da Alemanha.

No interior do edifício, cristais belgas e bronzes franceses, tudo devidamente espalhado em cerca de 6 mil metros de área construída, com mais de 200 portas e janelas. A sala dos pregões tem no teto o vitral “A visão de Anhanguera”, de Benedicto Calixto, que assina três enormes painéis que enfeitam a parede do fundo. A elevada torre do relógio, com mais de 40 metros de altura, se impõe, à frente do porto, como importante referência paisagística e temporal da cidade.

Fruto Poderoso

“Café bom é aquele que você gosta”, sentencia Michael Timm, discordando da crença que o café de melhor qualidade no Brasil é destinado à exportação. “Isso foi no passado. Hoje, temos muita variedade no mercado, redes de cafeterias com cafés especiais”, explica.
Bebida apreciada em quase todo o mundo, o café contraria a lógica, já que é degustado fumegante mesmo em dias de extremo calor. A cafeína – presente no café e em algumas bebidas largamente consumidas, como chá, guaraná e refrigerantes à base de cola – induz à dependência por reduzir a sensação de fadiga. Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância.

Uma das lendas em torno da descoberta do efeito estimulante do café é a do pastor Kaldi. Ao ver a agitação das cabras de seu rebanho, após a ingestão de alguns frutos do cafeeiro, Kaldi provou os frutinhos avermelhados, comprovando seu poder excitante. Isso teria ocorrido no ano 850. Outras fontes, entretanto, contam ter sido um monge árabe o primeiro a preparar uma infusão com sementes de café, a fim de livrar-se do sono que o impedia de realizar suas orações noturnas.

O café transforma o país

As primeiras mudas de café chegaram ao Brasil em 1712 pelas mãos de Francisco Mello Palheta, após uma estada nas Guianas Francesas, onde o produto já era cultivado. O solo e o clima do Brasil mostraram-se favoráveis à cultura da planta e, em pouco tempo, o café revelou-se uma fonte de riqueza para o país. No século XIX, as plantações espalharam-se pelo interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Na segunda metade desse século, o café tornou-se o principal produto de exportação brasileiro, sendo também muito consumido no mercado interno.

O ciclo econômico do café teve forte impacto no desenvolvimento urbano e industrial da Região Sudeste. Boa parte dos lucros do café foi investido na indústria, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro, favorecendo o desenvolvimento deste setor e a industrialização do país. Ferrovias foram construídas para escoar a produção de café do interior paulista para o Porto de Santos. A primeira foi a Santos-Jundiaí, inaugurada em 1867. Os fazendeiros, principalmente paulistas, fizeram fortuna com o comércio do produto, como bem refletiam as mansões da avenida Paulista, na Capital. E foi o café que atraiu muitos imigrantes europeus, principalmente italianos, para reforçar a mão de obra nas lavouras de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

Dia 7


16h  – Performance de Paulo von Poser, que pintará, com a técnica de acrílico sobre tela, a fachada do edifício em um painel com mais de dois metros de altura.
18h – Apresentação do Coro da OSESP.
19h30 – Abertura da exposição “Presente do indicativo – 90 anos da Bolsa Oficial de Café”. São painéis, fotografias, esculturas, grafites e instalações interativas que proporcionam um olhar contemporâneo sobre o tema.

Dia 8
17h – Espetáculo “Ópera & Café – Cantata do Café de Bach”.
Durante o mês de setembro serão realizadas visitações monitoradas especialmente voltadas ao edifício, além de ações educativas, oficinas e palestras. A programação completa está em http://www.museudocafe.org.br. A Bolsa do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos.

 

 

Jornal da Orla

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