Linha Turística do Bonde completa 12 anos e mais de 1 milhão de passageiros

Cercado de glamour, o bonde turístico que circula no Centro Histórico, que domingo (23) completa 12 anos, caiu no gosto de santistas e visitantes. Presente no imaginário dos mais antigos que o utilizavam como meio de transporte, hoje o veículo elétrico faz parte do cotidiano de crianças, adultos e idosos.

Domingo, também se comemora o Dia do Bonde, conforme a lei municipal 2551/2008. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), desde sua inauguração, em 23 de setembro de 2000, até agosto deste ano, a linha criada pela prefeitura já transportou mais de 1 milhão de passageiros.

O casal santista Amilcar e Guiomar Almeida guarda boas recordações dos modais. “Somos do tempo em que o bonde era o principal meio de transporte coletivo na cidade. Era uma época romântica e tranquila. Depois, eles foram desativados. O retorno como linha turística foi maravilhoso. Acho que deveria ser ampliada até a praia”, disse Amilcar.

As jovens gaúchas Keila dos Reis (jornalista) e Denise Prado (advogada) vieram a Santos para um casamento e decidiram passear no bonde. “É um passeio incrível e diferente. Os guias são bem treinados e nos levam a locais interessantes. Santos não é só praia e porto. A cidade tem muita história e beleza”, afirmou Keila. A guia de turismo da Setur Ana Cristina Berrettini aponta o “fascínio” que o bonde exerce nos turistas. “Acompanho visitantes de todos lugares e eles adoram. O bonde é como um museu vivo, pois transporta os turistas para diversos pontos históricos”.

O retorno dos veículos elétricos tem um significado especial, já que Santos tornou-se pioneira no país na recuperação de sistemas originais de funcionamento deste tipo de modal. A implantação do serviço representou grande desafio técnico, pois os bondes deixaram de circular na cidade em 1971. As informações elétricas e mecânicas, bem como a recuperação de documentos, fotos e plantas, foram necessárias para o desenvolvimento do projeto.

Museu Vivo
Hoje, Santos tem o Museu Vivo de Bondes, com 12 veículos procedentes de vários países. Seis estão em circulação: três escoceses, dois portugueses, além de outro escocês que serve de posto de informações turísticas no Gonzaga. Ainda esta semana, a CET colocou em operação o bonde aberto escocês que circulou de 1911 a 1971. Ele foi restaurado, com a preservação das características originais, pela equipe técnica da empresa.

Na garagem da CET estão alguns exemplares de Portugal, Itália e Estados Unidos à espera de restauração. A prefeitura mantém contato com cidades de outros países para a ampliação do acervo. Em agosto, Nagasaki (Japão) doou um bonde para cidade, que deve ser entregue em até dois anos.

Passeio
Passear de bonde pelas ruas do Centro Histórico é como voltar a um passado de nostalgia e romantismo. A saída é da Estação Buck Jones (Praça Mauá). O trajeto tem cinco km e leva 45 minutos acompanhado de guia bílingue, que conta a história da cidade e dos locais.

O roteiro envolve 40 pontos turísticos, históricos e culturais, como a Estação do Valongo, Catedral, Teatro Coliseu, Pantheon dos Andradas, Palácio Saturnino de Brito (Sabesp), Bolsa do Café e Monte Serrat, entre outros. O bonde circula de terça a domingo, das 11h às 17h. O ingresso custa R$ 5,00.

A Setur (Secretaria de Turismo) também agenda passeios para grupos de escolas, associações, entidades, empresas e idosos. Mas é preciso agregar, no mínimo, 10 pessoas por viagem (o bonde tem capacidade para 45 passageiros). Contatos pelo telefone 3201-8000.

A importância da linha turística do bonde é tanta que transcende as fronteiras. Visitantes de todo o Brasil e de outros países participam dos passeios pelo Centro Histórico. O bonde agregou mais importância turística à cidade, que tem servido de cenários para filmes, documentários e minisséries. Conjuntos musicais (chorinho, jazz e MPB) já embalaram turistas nos passeios.

Os atrativos não param por aí. Em fevereiro, os modais surgem decorados no ‘Carnabonde’, festa que abre oficialmente o Carnaval em Santos, reunindo milhares de foliões na área central. O livro “Santos e seu Museu Vivo de Bondes”, de 2011, realizado pela Secom (Secretaria de Comunicação Social), contém informações, depoimentos e fotos sobre a história dos veículos na cidade.

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