Santos vira atrativo cinematográfico com maior média de pessoas por sessão

Nesta quarta-feira (3), a TV Tribuna, em parceria com o Cine Roxy, realizou avant-première da comédia “Até que a Sorte nos Separe”. A sessão, para convidados, teve a presença de Leandro Hassum, figura conhecida da telinha, de programas como “Zorra Total” e “Os Caras de Pau”. A realização do evento e a vinda do ator à cidade ratificam Santos como ponto obrigatório para a divulgação do cinema nacional. Só no último ano, o público santista teve a chance de conferir, antecipadamente, “2 Coelhos”, “Raul Seixas – O Início, O Fim e o Meio”, “E Aí, Comeu?” e “Corações Sujos”, sempre na presença de membros do elenco, do diretor ou produtores.

A predileção das distribuidoras em realizar pré-estreias numa cidade que não é capital se dá por alguns motivos. Santos é uma das cidades brasileiras com a maior média de pessoas por sessão.

Possui, também, tradição cinematográfica: desde os tempos do Clube de Cinema comandado por Maurice Legeard décadas atrás, cujos cartazes eram feitos por Argemiro Antunes, o Miro, há um público faminto pela sétima arte, interessado nas novidades e que prestigia a produção do nosso país.

O fato das premières acontecerem em um cinema tradicional da região, o Cine Roxy, que tem quase 80 anos de existência, dá um charme especial na atração de atores, atrizes, diretores. Na pré do filme “E Aí, Comeu?”, por exemplo, foi montada uma “miniquadra” de tamboréu, onde o ator Emílio Orciollo Netto disputou uma partida: ali, frente à Avenida Ana Costa e à população.

Não à toa, o produtor Denis Feijão, na sessão para convidados de “Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio”, ficou emocionado ao ver a sala lotada, o envolvimento do público, e disparou: “Por isso que essas pré-estreias em Santos são f…”.

Resultado igualmente positivo teve a pré de “2 Coelhos”: segundo os produtores do longa, a sessão em Santos foi a segunda melhor para o filme no Brasil, perdendo apenas para a do Rio de Janeiro. Detalhe: as demais cidades foram São Paulo e Salvador, capitais.

Com o burburinho causado pelo pré-sal, a região se desenvolve economicamente e a cultura segue junto. O Curta Santos deixou de exibir apenas curtas e virou Festival de Cinema de Santos. Vem por aí outro festival bacana: o CINEME-SE, no Sesc.

A Baixada é menina dos olhos de vários setores: e o cinema não se difere. A première de “Até que a Sorte nos Separe” tem tudo para ser um sucesso, tal qual a carreira do filme na região.

 

A tribuna

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