Pompeia completa 14 anos aliando tradição e modernidade

Um lugar onde a tradição e a modernidade caminham juntas, sem parecer se importar com o tique-taque do relógio. Andar pela Pompeia, em Santos, é um convite a uma viagem ao passado e uma aula sobre a nova fase que chega à Cidade. Os casarões, antes imponentes na paisagem, hoje, dividem a atenção com os grandes espigões que chegam num ritmo cada vez mais intenso. Sem perder, no entanto (e por enquanto), a tranquilidade.

E é essa Pompeia, tradicional, que faz aniversário neste domingo (25). Para surpresa de muitos são (apenas) 14 anos de vida. O nome refere-se à Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, que fica no coração do local e tem 85 anos. Ela chama a atenção pela imponência e sempre foi uma referência para os moradores e comerciantes da região.

O local foi reconhecido oficialmente como mais um núcleo santista em 1998, com a alteração na ocasião do Plano Diretor da Cidade. Os moradores pleiteavam esse reconhecimento há décadas e a alteração na lei trouxe o reconhecimento. Antes, toda a área da qual compreende o bairro pertencia ao José Menino. Atualmente, 11.333 pessoas tem o prazer de viver em um local que reúne comércio, serviços, tranquilidade e mar próximo, tudo em uma área de 0,53km².

Avenidas importantes de Santos passam por lá: Pinheiro Machado, Bernardino de Campos, Francisco Glicério e a Av. Presidente Wilson. As divisas são com o José Menino, Gonzaga e o Campo Grande.

Praticidade – Quem mora ou trabalha na Pompeia destaca os pontos positivos do bairro. Rogério Nascimento tem 70 anos e mora há 16 anos. Veio de São Vicente buscando um local que reunisse tudo que precisava de forma rápida e prática. “Tudo é próximo, a variedade é grande”, destaca. Depois que conseguiu a aposentadoria, resolveu abrir uma sapataria na garagem de sua residência. E tem clientela garantida.

“A maioria (dos clientes) são moradores daqui mesmo. Mas sempre atendo pessoas de outros lugares, do Gonzaga e José Menino. O movimento é garantido. Sou aposentado e vou quebrando o galho por aqui”, diverte-se. A única preocupação dele é com os grandes empreendimentos que estão dominando a visão dos moradores. “Os casarões antigos estão desaparecendo”, lamenta-se.

Mesmo assim, o sapateiro destaca o carinho que tem pela Pompéia. “Não troco o bairro por nada. Quero terminar meus dias por aqui”, frisou, com um simples sorriso no rosto, demonstrando a satisfação de quem encontrou o seu lugar.

Já Maria do Socorro, de 53 anos, trabalha na loja de artigos religiosos da paróquia há quase 20 anos. “É um bairro cômodo, tem tudo pertinho, além da praia, sempre maravilhosa”, ressalta, apontando o templo religioso como o maior símbolo do local. “Vejo muita gente vir aqui para dar grandes demonstrações de fé. É lindo. Ela é um marco mesmo para quem vive ou vem até aqui”, finaliza.

 

Boqnews

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