Parque Estadual Marinho Laje de Santos

PEMLS

Histórico

O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS) foi criado em 27 de setembro de 1993, através do Decreto Estadual nº 37.537. O PEMLS é o primeiro parque marinho dentre as Unidades de Conservação do Estado de São Paulo e tem como objetivo a proteção do ambiente marinho.

Sobre o Parque

O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (primeiro e único parque marinho dentre as UCs do Estado de São Paulo) é um local de grande interesse para a conservação da diversidade biológica na costa do Estado de São Paulo, uma vez que a ausência de outras formações rochosas ou ilhas em áreas próximas acarreta grande concentração de peixes de passagem e recifais na área.

O PEMLS inclui não apenas a Laje de Santos, mas também os Parcéis (formações rochosas submersas) como o Parcél do Bandolim, das Âncoras, Brilhante, do Sul e Novo, além dos Rochedos conhecidos como Calhaus.

O Parque é um dos principais pontos de mergulho e fotografia submarina do País, devido a grande visibilidade que pode alcançar até 35 m de profundidade nos melhores dias.

O Parque é aberto para visitação e constitui um local de desenvolvimento de atividades de educação ambiental e científicas, proporcionando contato direto com os diferentes ecossistemas que ainda podem ser conhecidos e compreendidos.

Sobre a Região

A Laje de Santos, com 33 metros de altitude, 550 metros de comprimento e 185 metros de largura máxima, tem a forma que lembra uma baleia. A declividade é mais acentuada no seu lado mais exposto às ondas (sul-sudeste) e mais suave no lado norte-nordeste, seu lado abrigado.

Principais pontos

Portinho – Costa abrigada com mergulhos de até 20m profundidade. Corais cérebro chegam a ser vistos aos 7m. Frades, budiões buquelos (vinho), budiões rufos (roxos), e peixes de passagem marcam presença no local. Em toda a laje, podem ser vistas as arraias-manteiga, prego e chita, mas neste ponto o mergulhador têm mais chance de ver as arraias jamanta. Tartarugas-marinhas circulam com mais frequência, principalmente à noite.

Moréia – Naufrágio em um banco de areia, aos 21m de profundidade e inclinado à boreste, no paralelo às formações rochosas. Com boa conservação. A entrada é feita pelo porão. No interior são vistas grandes poliquetas, esponjas, anêmonas e peixes territoriais como a garoupa, o badejo e a salema. Uma grande formação de gorgônias avermelhadas se estende a bombordo e garantem um belo espetáculo para quem faz mergulho noturno.

Caixaria – É local onde ficam os restos do pesqueiro São Judas Tadeu. Neste ponto, o visitante poderá ver o motor, eixo e o hélice aos 3m de profundidade. A meia água, um cilindro de acetileno usado para soldas e os tanques de óleo diesel aos 20m já no areião.

Parcel das Âncoras – Âncoras de vários tamanhos e tipos são encontradas entre as rochas submersas, pois os antigos pesqueiros tinham de cerrar seus cabos quando não conseguiam trazê-las à embarcação. Peixes-cirurgiões e animais bentônicos, como o delicado cerianto, são algumas das atrações deste local. O mergulho começa aos 24m e pode chegar aos 40m.

Paredão (ou Laje de Fora) – Parede vertical que desce até os 40m. Muita vida marinha e grandes cardumes de peixes de passagem. Presença de bonitos, olhetes, olhos-de-boi, xaréis, xareletes, barracudas, trombetas e anchovas

Rampa do Norte – Ponto para mergulhadores mais experientes, pois se estende por 40m da ponta da Laje. Há correntes fortes que levam para alto-mar. Grandes caranhas e meros passam pela rampa, mas a formação rochosa é também um ótimo lugar para se observar pequenos organismos marinhos, como as anêmonas brancas.

Como Chegar

Em se tratando de uma Unidade de Conservação as diretrizes para visitação devem ser observadas.

Informações pelos telefones: (13) 3261-3445 / 3261-7154, ou na sede administrativa na Avenida  Bartolomeu de Gusmão, 192 – Ponta da Praia.

 

 

 

Sistema Ambiental Paulista

 

 

 

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