O Bairro do Gonzaga

Com sua existência desde 1889, o bairro deve seu nome a um bar pertencente a Luís Antônio Gonzaga, o Bar do Gonzaga, situado na avenida da praia. O local era ponto de referência para os bondes que ligavam as praias ao centro. O bar tornou-se ponto para os passageiros. E assim o bairro ganhou esse nome.

Uma importante referencia ao bairro se da ao Parque Balneário, que no inicio do seculo XX era usado para festas, cassino, shows e recepções da alta sociedade santista, até ser demolido na década de 70 para reaproveitamento da área num complexo com prédios residenciais, o primeiro Shopping da cidade e um edifício hoteleiro moderno

Nos anos 80 foi construído o segundo shopping do bairro chamado Miramar, que também comporta hotel 3 e 5 estrelas. Em 2010 foi construído o Patio Iporanga, com lojas, cinemas e escritórios comerciais que fizeram quadruplicar o número de lojas com produtos e serviços diversificados que contribuem na transformação do Gonzaga em polo comercial e turístico.

O bairro do Gonzaga também é conhecido como um local onde as pessoas buscam boa comida, cultura, entretenimento, moda e diversão.

Com avenidas movimentadas, shoppings, hotéis, cinemas, praia e as famosas Praca da Independência e Praca das Bandeiras que fazem parte do cotidiano da cidade, o Gonzaga representa o cartão-postal de Santos. Uma paisagem que contagia quem passa pelo calçadão, com um toque histórico do bonde.

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Vila mais famosa do mundo chega aos 103 anos

Conhecido no mundo todo por abrigar o Santos Futebol Clube, o bairro Vila Belmiro completa nesta quinta-feira (14) 103 anos. Mesmo com o agito dos jogos do Peixe, mantém o sossego das cidades do interior, com muitos sobrados, prédios e casarios charmosos das décadas de 30 e 40.

O nome é uma homenagem a Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva – segundo prefeito eleito na cidade pelo voto popular, de 1911 a 1914. Pouco mais de 8.600 pessoas vivem no bairro, delimitado pela av. Senador Pinheiro Machado, rua Joaquim Távora, av. Ana Costa e rua Carvalho de Mendonça.

Aos moradores, proporciona acesso rápido ao Pronto Socorro Central, a dois hospitais e abriga a escola municipal Professora Maria Emília Reis, que atende 570 alunos. Na Vila, a prefeitura atendeu reivindicações de moradores e reurbanizou recentemente a praça Paulo Fernandes Gasgon, situada à Avenida Pinheiro Machado. Recuperou o recanto, na confluência do canal 2 com ruas Guararapes e Carvalho de Mendonça, e nesta última também fez obras de pavimentação e drenagem.

Didi o barbeiro de Pelá

Didi, barbeiro de Pelé

Na Vila, há mais de 50 anos, também está uma figura ilustre cheia de história para contar. É o Didi, vulgo cabeleireiro do Rei Pelé desde sua juventude. A barbearia fica instalada perto da rua Princesa Isabel, o endereço oficial do estádio, e mais parece uma loja de souvenires, de tão enfeitada que é com artigos do time do coração. São mais de 60 quadros, com fotos dos jogadores, do Pelé, flâmulas, toalha, almofada, camisetas e outros badulaques do peixe.

“Ser barbeiro do Rei Pelé na vila mais famosa do mundo é motivo de muito orgulho para mim. Qualquer barbeiro queria estar no meu lugar”, contou Didi, que criou o topete do jogador usado até hoje. “Esse bairro é especial para mim. Passo mais tempo aqui do que em casa. É onde ganho meu pão, os vizinhos são muito acolhedores e aqui é muito sossegado, tirando os dias de jogo que viram uma festa”.

Pompeia completa 14 anos aliando tradição e modernidade

Um lugar onde a tradição e a modernidade caminham juntas, sem parecer se importar com o tique-taque do relógio. Andar pela Pompeia, em Santos, é um convite a uma viagem ao passado e uma aula sobre a nova fase que chega à Cidade. Os casarões, antes imponentes na paisagem, hoje, dividem a atenção com os grandes espigões que chegam num ritmo cada vez mais intenso. Sem perder, no entanto (e por enquanto), a tranquilidade.

E é essa Pompeia, tradicional, que faz aniversário neste domingo (25). Para surpresa de muitos são (apenas) 14 anos de vida. O nome refere-se à Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, que fica no coração do local e tem 85 anos. Ela chama a atenção pela imponência e sempre foi uma referência para os moradores e comerciantes da região.

O local foi reconhecido oficialmente como mais um núcleo santista em 1998, com a alteração na ocasião do Plano Diretor da Cidade. Os moradores pleiteavam esse reconhecimento há décadas e a alteração na lei trouxe o reconhecimento. Antes, toda a área da qual compreende o bairro pertencia ao José Menino. Atualmente, 11.333 pessoas tem o prazer de viver em um local que reúne comércio, serviços, tranquilidade e mar próximo, tudo em uma área de 0,53km².

Avenidas importantes de Santos passam por lá: Pinheiro Machado, Bernardino de Campos, Francisco Glicério e a Av. Presidente Wilson. As divisas são com o José Menino, Gonzaga e o Campo Grande.

Praticidade – Quem mora ou trabalha na Pompeia destaca os pontos positivos do bairro. Rogério Nascimento tem 70 anos e mora há 16 anos. Veio de São Vicente buscando um local que reunisse tudo que precisava de forma rápida e prática. “Tudo é próximo, a variedade é grande”, destaca. Depois que conseguiu a aposentadoria, resolveu abrir uma sapataria na garagem de sua residência. E tem clientela garantida.

“A maioria (dos clientes) são moradores daqui mesmo. Mas sempre atendo pessoas de outros lugares, do Gonzaga e José Menino. O movimento é garantido. Sou aposentado e vou quebrando o galho por aqui”, diverte-se. A única preocupação dele é com os grandes empreendimentos que estão dominando a visão dos moradores. “Os casarões antigos estão desaparecendo”, lamenta-se.

Mesmo assim, o sapateiro destaca o carinho que tem pela Pompéia. “Não troco o bairro por nada. Quero terminar meus dias por aqui”, frisou, com um simples sorriso no rosto, demonstrando a satisfação de quem encontrou o seu lugar.

Já Maria do Socorro, de 53 anos, trabalha na loja de artigos religiosos da paróquia há quase 20 anos. “É um bairro cômodo, tem tudo pertinho, além da praia, sempre maravilhosa”, ressalta, apontando o templo religioso como o maior símbolo do local. “Vejo muita gente vir aqui para dar grandes demonstrações de fé. É lindo. Ela é um marco mesmo para quem vive ou vem até aqui”, finaliza.

 

Boqnews

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Boqueirão, um bairro pioneiro

Um bairro que dispensa apresentação, o Boqueirão está completando mais um aniversário. Sem dúvida, um dos bairros mais agradáveis e bem assistidos em termos de serviços para se viver em Santos. A característica residencial harmoniza com seu lado comercial. O bairro tem de tudo um pouco: supermercados, bancos, escolas, hospitais, faculdades, lojas diversas, prestadores de serviços, consultórios, restaurantes, bares …

É lá que fica o primeiro grande centro de compras da cidade: o Supercentro Boqueirão, que ainda hoje mantém um público fiel e atrai consumidores de todas as idades. Só falta um cinema, mas já existiu até alguns anos. Era o Cine-Teatro Caiçara, com quase 1.800 lugares, na av. Conselheiro Nébias a menos de meia quadra da praia. Além de filmes, servia de palco para shows de artistas consagrados.

O Boqueirão é também um dos bairros que mais vêm sentindo o impacto da mudança visual provocada pelo boom imobiliário na cidade. Torres de apartamentos que parecem sumir nas alturas vêm surgindo em lugares antes ocupados por confortáveis sobrados, levando o paredão de concreto (que estava restrito à beira-mar) bairro adentro. Ainda assim vários imóveis ainda resistem à especulação (até quando não se sabe), mantendo o aspecto tranquilo nas ruas arborizadas.

A transformação, porém, não é novidade no bairro. No passado, no lugar das casas havia chácaras, a maior delas era o Parque Indígena, de Júlio Conceição, localizada na esquina da praia, de onde originou o acervo de orquídeas do Orquidário Municipal. Quando se configurou um novo conceito de bem morar e as famílias ricas começaram a transferir residência para a orla da praia, o Boqueirão atraiu muitas delas justamente por causa do Recreio Miramar, centro de lazer muito frequentado pela elite e pelos turistas.

O Boqueirão foi pioneiro em Santos no uso do mar para banho e turismo. Antes de a população descobrir o prazer de um banho de mar, o mato era tanto que até cobria parte da areia branca e cheia de conchas cor-de-rosa. Não havia ruas abertas e quando chovia muitas áreas se transformavam num verdadeiro charco.

A primeira abertura para a praia

Em meados do século 19 havia uma única saída grande para a Barra, chamada de boqueirão ou abertura. Essa saída era o trecho final do Caminho Velho ou Caminho Velho da Barra, que começava na atual Rua Braz Cubas, proximidade da Vila Matias, seguia o traçado da Rua Luís de Camões, atravessando a rua Otaviana (hoje Avenida Conselheiro Nébias) para formar a conhecida Encruzilhada, na esquina da avenida Rodrigues Alves. Seguia então por dentro, percorrendo, mais ou menos, o atual traçado da rua Oswaldo Cruz até a praia. O bairro conta hoje com uma grande população de idosos, provavelmente pelas comodidades que oferece, com a praia ao lado e tudo à mão. Sua área é limitada pelos canais 4 e 3 e se estende da praia até as avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena.

 

Jornal da Orla

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Embaré celebra 137 anos

Um verdadeiro paradoxo. Enquanto em algumas vias  surgem prédios enormes, que assustam qualquer um, o trânsito é complicado, o som das buzinas dita o ritmo; em outras, é possível contemplar a beleza de antigas residências da Santos de antigamente, ouvir o som dos bem-te-vis nas árvores que tomam conta do cenário e conversar, tranquilamente, com a cadeira na calçada, com o vizinho ao lado, seja sobre a novela, ou qualquer outro tema que pode ser tão agradável como aquele precioso momento em meio à cidade em franca expansão.

Assim pode ser resumido o Embaré, o mais populoso bairro da cidade. Segundo o IBGE, 37.807 pessoas têm a oportunidade de morar em um núcleo que mistura a história e o crescimento nas suas vias, que abriga a imponente basílica do Embaré e a simples bomboniére que atende, há dezenas de anos, os alunos do colégio Cidade de Santos. O Embaré de tantos vultos, como Pedro Lessa, Senador Dantas, de Benjamin Constant e Castro Alves.

O bairro sintetiza o grande dilema, o paradoxo vivido atualmente pelo santista: ver, caminhando juntos, o desenvolvimento e a modernidade dos empreendimentos que saltam aos olhos, sem tirar o pé do passado e das tradições da vida caiçara que outrora ditavam o ritmo daqueles que escolheram o bairro para viver e não querem mais sair.

É esse Embaré que completa, neste domingo (16), 137 anos de boas histórias. A região começou a crescer no ano de 1875 e as primeiras habitações surgiram das mãos do Visconde do Embaré, que tinha diversas terras nesta região e começou a compartilhá-las. Primeiro foram construídas escolas e hospitais.

Depois, uma pequena capela, que hoje dá lugar à imponente Basílica. Com certeza, o pontapé para o crescimento da área. A praia hoje é uma das mais famosas da cidade, procurada por esportistas e banhistas.

De lá pra cá, o desenvolvimento é a marca do bairro, que mescla as áreas de serviço, comércio e a residencial com harmonia. Prédios começam a surgir, mas o que têm aparecido com muita frequência no lugar dos antigos chalés são as casas sobrepostas. Mas o que os moradores querem é que o futuro não deixe aquele ar do passado de lado.

Ponto Turístico

Igreja do Embaré

A arquitetura neogótica da Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré manifesta-se em arcos ogivais, vitrais e rosácea, embora esta possua a esfinge do padroeiro, quando o gótico exigiria representações de Cristo e Nossa Sra.

Embora a decoração não seja gótica, os relevos de leões, dragões e outros animais híbridos, próprios do gótico arcaico usado na Alemanha, são creditados à ascendência do artesão. Conta-se que o altar-mor saiu maior que a encomenda e precisou ser cortado, para caber no abside. Ladeado por dois anjos esculpidos em madeira, o magnífico órgão conta com cerca de 3.800 tubos.

A igreja originou-se de uma capela erguida em 1875, pelo Barão do Embaré. Foi entregue em 1913 aos frades franciscanos, que iniciaram a nova edificação em 1930. Inaugurada em 1945, em 1952 foi elevada à categoria de basílica pelo Papa Pio XII.

Jornal da Orla