Estações de bicicletas públicas começam a ser instaladas

As estruturas para a implantação do sistema de locação gratuita de bicicletas em Santos, conhecido como ‘bicicleta pública’, começaram a ser instaladas no último final de semana. A cidade contará com 300 bikes, a serem disponibilizadas gratuitamente à população em 30 estações. A medida integra um conjunto de ações da prefeitura com o objetivo de incentivar o uso de bicicletas no município, entre as quais a construção de uma rede de ciclovias interligadas.

A empresa Serttel Ltda, vencedora do chamamento público realizado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), está instalando as estações em cinco pontos da orla que receberão o sistema: emissário submarino, canal 2, canal 3/Concha Acústica, Aquário e Ferry-boat.

O projeto, denominado ‘Bike Santos’, terá um número de bicicletas e estações maior que o projetado. Ao invés de 100 bicicletas, agora serão 300; e as dez estações para retirada ou devolução dos veículos foram aumentadas para 30. A ampliação representa grande benefício para o usuário do sistema, que poderá utilizar a bicicleta para um deslocamento maior. Isso porque os locais onde as estações serão implantadas não se limitarão à orla e aos centros comerciais do Gonzaga e Aparecida, como previsto anteriormente.

Até o próximo dia 25, já estarão instaladas 15 estações e 150 bicicletas serão oferecidas para uso comunitário. Os outros locais contemplados: orla x canal 4/praça Santo Antônio do Embaré, rua Francisco Hayden (próximo ao Clube Internacional de Regatas), av. Pinheiro Machado x rua Moura Ribeiro, av. Francisco Glicério x canal 2, av. Ana Costa x av. Francisco Glicério (Estação da Cidadania), Sesc/rua Vergueiro Steidel, rua Lobo Viana (em frente à Universidade Santa Cecília), praça Rebouças e rua Othon Feliciano. Outras 15 estações serão disponibilizadas após dois meses. O cadastramento dos interessados será iniciado com alguns dias de antecedência.

Funcionamento
O projeto consiste em compartilhar o uso de bicicletas de forma gratuita, desde que o usuário esteja previamente cadastrado através de um site. A operação do sistema será diária, das 6h às 22h, para retirada da bicicleta, e até as 24h, para devolução. A utilização da bike será permitida pelo tempo máximo contínuo de 30 minutos e sua devolução poderá ser feita em qualquer uma das estações. Após 15 minutos, o usuário poderá novamente retirar outra bicicleta, seguindo as mesmas normas. Não haverá custos para a prefeitura e CET, assim como para os usuários que respeitarem as regras.

Malha cicloviária
Santos tem condições de adotar a novidade, pois a administração municipal vem investindo na ampliação da malha cicloviária. Hoje, a cidade conta com 30,4 km de pistas exclusivas para ciclistas, que interligam as zonas leste e noroeste, chegando em breve a 35 quilômetros. No momento, está em obras a ciclovia da av. Nossa Senhora de Fátima, que fará a conexão entre a av. Martins Fontes até a divisa com São Vicente, e a do novo trajeto da orla, entre a divisa com São Vicente e o emissário submarino. A pista da rua João Pessoa está em licitação.

Benefícios
A prefeitura incentiva a utilização das bicicletas por serem veículos econômicos, não poluentes, que propiciam ao condutor exercício físico, além de apresentar baixo custo de manutenção. A bicicleta possibilita a redução do uso do automóvel nos deslocamentos de curta distância, ocupando pouco espaço no sistema viário. Algumas cidades, como Paris, Barcelona e Toronto, possuem há algum tempo sistemas de bicicletas públicas. No Brasil, Rio de Janeiro, Sorocaba, São Paulo e Porto Alegre implantaram com êxito sistemas semelhantes, sendo que a empresa que gerencia os projetos nestes municípios é a mesma que administrará o sistema em Santos.

Cuidados ao alugar imóvel para temporada

O número de imóveis disponíveis para locação na região não supre a procura dos turistas nos períodos de temporada, apontam dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) da Baixada Santista. Além de julho, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro são o que registram maior procura pelas locações de curto período.

Ainda de acordo com o órgão, Santos, Praia Grande, Guarujá e São Vicente são as cidades mais requisitadas pelos turistas em julho. Segundo o subdelegado do Creci, Emídio Fernandes, comparado a 2011, a procura por imóveis de temporada neste mês ainda não registrou crescimento. “A procura deve se intensificar a partir do dia 15.”

Segundo Bruno Ferreira, diretor-comercial da C. Ferreira Imóveis, o mês de julho é uma das épocas do ano em que há
maior procura por imóveis de temporada, mas que independentemente da época do ano, Santos registra procura e crescimento todos os meses. “O mercado imobiliário para locação tem boa procura sempre. Falta oferta de imóveis principalmente para o fim do ano, Carnaval e férias de julho.”

Mais procurados

Entre os tipos de imóvel mais alugados estão os apartamentos pequenos, salas living ou que possuem apenas quarto e sala, localizados em Santos e próximos à praia. “Apartamentos maiores possuem valor superior, o que faz com que o turista de temporada acabe preferindo se hospedar em flats”, diz Fernandes.

Pesquisa Ibope  aponta que entre as cidades com maior índice de verticalização, Santos lidera a lista com 63%, seguida por capitais como Balneário Camboriú, com 57%, e Porto Alegre, com 47%. “Por esse perfil da cidade, a maioria dos imóveis procurados e oferecidos para aluguel em Santos são apartamentos, diferentemente de Praia Grande, onde há mais casas”, aponta Ferreira.

Proximidade com a orla e centro comerciais nas redondezas faz com que alguns bairros estejam mais valorizados que outros.
Os bairros mais tradicionais de Santos, como Gonzaga e Boqueirão são os mais procurados por estarem mais próximos aos centros comerciais. “O bairro Pompéia tem registrado crescimento na procura por estar colado ao Gonzaga, e, ao mesmo tempo, ser um pouco mais tranquilo e estar, no máximo, a três quadras de distância da praia. O bairro Aparecida também apresentou valorização, em função do Shopping Praiamar”, diz Ferreira.

Santos está entre as cidades do litoral sul de São Paulo que registraram aumento nos valores de locação, diferente dos outros municípios da região que sofreram desvalorização. Balanço do Creci-SP referente ao feriado de Corpus Christi, comparado a igual período do ano passado, aponta aumento de 24% nos valores de locação de casas em Santos. Os apartamentos de dois quartos apresentaram valores 45% mais caros.

Segundo Ferreira, a pouca oferta e grande procura acarretam em preços mais altos. “O que tem acaba valorizando. Por isso o preço sobe.”

Com relação ao perfil dos turistas, residentes do Estado de São Paulo são os que mais visitam as cidades da região. “Santos, Praia Grande e Guarujá recebem mais turistas do interior. Já Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe recebem mais o público de cidades do ABCD.”

Fechando o negócio

Um documento para oficializar o aluguel do imóvel é indispensável, mesmo que a locação dure uma semana. Contrato de temporada não exige período mínimo para estadia, mas nem por isso a preocupação e zelo do proprietário e de quem está alugando deve ser menor.

No documento devem constar as datas de entrada e saída do inquilino, o valor, a forma de pagamento, eventuais multas para os casos de atraso ou depredação e até o número de pessoas que vão ficar no imóvel.

O contrato também deve trazer o número de copos, talheres, pratos, panelas e outros utensílios que estejam à disposição do inquilino na casa ou apartamento. Na data da entrada do inquilino no imóvel, deve-se verificar se tudo está de acordo com o especificado no contrato, repetindo-se o procedimento na saída.

“O contrato é uma garantia tanto para o inquilino, quanto para o proprietário do local. Cláusulas bem elaboradas oferecem segurança para ambas as partes”, diz Ferreira.

Cautela na hora de pagar o valor acordado também é necessário. As formas de pagamento do aluguel podem ser livremente combinadas entre proprietário e inquilino, mas, para evitar dor de cabeça, é recomendável não pagar tudo de uma só vez. “O ideal é que metade do valor seja entregue no ato da contratação e a outra metade no final”, aconselha o profissional.

Procurar uma imobiliária facilita o processo de locação, tanto o proprietário quanto o inquilino, uma vez que todas as burocracias e procedimentos necessários são realizados pelo corretor. Desta forma, as chances de ocorrer algum inconveniente são minimizadas. A lista de profissionais credenciados pelo Creci I pode ser acessada no site do órgão.

O administrador de empresas Márcio Araújo resolveu fazer tudo por conta própria e não teve um final feliz nas férias de dezembro do ano passado. Os dias de tranquilidade se transformaram em dor de cabeça quando ele percebeu que a casa que havia alugado, no Litoral Norte, era praticamente outra.

“O número de quartos e localização do imóvel estavam certos, mas parecia que tinha passado um furacão na casa. As fotos que o proprietário me enviou deveriam ser de anos atrás. Os móveis estavam caindo aos pedaços e havia muita umidade e infiltrações. Como minha filha tem asma tive que voltar para casa”, conta Araújo.

Ele, que fez toda transação pela internet, conseguiu reaver apenas parte do dinheiro e diz ter aprendido a lição. “Dei  60% do valor de entrada e consegui de volta apenas metade do dinheiro. Mas aprendi. Em março saí de férias e não tive problemas. Contratei um corretor, que salvou meu descanso.”

O diretor presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC), José Geraldo Tardin, alerta aos locatários de imóveis sobre os cuidados básicos na hora de alugar um imóvel de temporada. Abaixo, confira os principais cuidados a tomar.

Cuidados ao alugar imóvel para temporada

– Conhecer o imóvel antes de alugar;

– Avaliar a facilidade de acesso e infraestrutura;

– Quem quer descanso deve levar em conta a proximidade de bares, restaurantes e avenidas ruidosas;

– Se o imóvel for localizado em um condomínio ou tiver caseiro, deve-se combinar com o proprietário quem paga essa despesa;

– Faça uma vistoria no imóvel antes de entrar. Se houver aparelhos eletrônicos, ligue para ver se funcionam;

– Verifique os estado dos utensílios. Sofás (manchados, rasgados, riscados) e objetos de decoração;

– Anote a quantidade de utensílios nos armários e gavetas de cozinha;

– Confira o estado de conservação dos colchões e móveis;

– Exija um contrato e que nele conste: localiza& ccedil;ão do imóvel, nome do proprietário, dia de entrada e saída, valor da locação, local de retirada, entrega das chaves e forma de pagamento;

– O pagamento deve ser feito preferencialmente com cheque nominal ao proprietário, exigindo-se recibo;

– Se receber o imóvel em condições diferentes do combinado, rescinda imediatamente o contrato e tome as medidas judiciais cabíveis ou reveja o acordo com o locatário para adequar o valor com a real situação do imóvel;

– Junte toda publicidade referente ao imóvel.

A Tribuna

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Aluguel para Carnaval em Santos e Guarujá está até 40% menor

As praias dos litorais central e norte do Estado de São Paulo ainda são as mais salgadas para o bolso de quem pretende alugar um imóvel no Carnaval, mas o preço médio da diária caiu consideravelmente na comparação com 2011. Já as locações no litoral sul, apesar de ainda mais baratas, continuam em forte escalada de preços.

As conclusões são da pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) em 66 imobiliárias de 12 cidades litorâneas.

Segundo o levantamento, o preço do aluguel diário em cidades do litoral central, como Santos e Guarujá, caiu até 40,78%, como é o caso de residências de três dormitórios, cujo valor médio passou de R$ 959,09 para R$ 568 em um ano. No litoral norte – Ubatuba e Caraguatatuba – ocorre situação semelhante. Na região, apenas um entre seis de tipos de imóveis registrou aumento de preços entre o Carnaval de 2011 e o deste ano – a diária de casas de 1 dormitório aumentou 137,5%, de R$ 133,33 para R$ 316,67.

Já em cidades como Peruíbe, Praia Grande e Itanhaém, do litoral sul, o valor do aluguel de temporada continua a subir. O maior aumento, de 71,05%, foi observado entre casas de um dormitório, cujo preço passou de R$ 190 para R$ 325. Além deste tipo de imóvel, as diárias subiram em outras seis configurações pesquisadas. Assim, o posto de aluguel mais barato do litoral, que tradicionalmente pertencia à região, mudou de lugar.

A pesquisa encontrou no litoral central a diária mais barata para a temporada de Carnaval – R$150,00 por casas de 1 dormitório, valor 33,33% menor que os R$ 225 cobrados um ano antes. Já o aluguel mais caro para o Carnaval 2012 é o de casas de 4 dormitórios situadas em cidades do Litoral Norte, que estão cotadas a R$1.056 a diária. Mesmo assim, a cifra é 7,37% menor que os R$ 1.140 de 2011.

Segundo o Creci, esse movimento não chega a surpreender. “O encarecimento do Litoral Sul era esperado e certamente vai continuar por causa dos investimentos feitos na melhoria da infraestrutura urbana das cidades, da decisão de incorporadores e construtoras lançarem novos empreendimentos e da busca pelas famílias de alternativas às praias saturadas da baixada santista e do litoral norte”, afirma, em comunicado, o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto.

 

Agência Estado

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