O Bairro do Gonzaga

Com sua existência desde 1889, o bairro deve seu nome a um bar pertencente a Luís Antônio Gonzaga, o Bar do Gonzaga, situado na avenida da praia. O local era ponto de referência para os bondes que ligavam as praias ao centro. O bar tornou-se ponto para os passageiros. E assim o bairro ganhou esse nome.

Uma importante referencia ao bairro se da ao Parque Balneário, que no inicio do seculo XX era usado para festas, cassino, shows e recepções da alta sociedade santista, até ser demolido na década de 70 para reaproveitamento da área num complexo com prédios residenciais, o primeiro Shopping da cidade e um edifício hoteleiro moderno

Nos anos 80 foi construído o segundo shopping do bairro chamado Miramar, que também comporta hotel 3 e 5 estrelas. Em 2010 foi construído o Patio Iporanga, com lojas, cinemas e escritórios comerciais que fizeram quadruplicar o número de lojas com produtos e serviços diversificados que contribuem na transformação do Gonzaga em polo comercial e turístico.

O bairro do Gonzaga também é conhecido como um local onde as pessoas buscam boa comida, cultura, entretenimento, moda e diversão.

Com avenidas movimentadas, shoppings, hotéis, cinemas, praia e as famosas Praca da Independência e Praca das Bandeiras que fazem parte do cotidiano da cidade, o Gonzaga representa o cartão-postal de Santos. Uma paisagem que contagia quem passa pelo calçadão, com um toque histórico do bonde.

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Bairro do Embaré completa 138 anos de tradição e modernidade

Embaré

Nesta segunda-feira o bairro do Embaré completa 138 anos. Fundado em 16 de setembro de 1875 possui hoje uma população de 37.807 habitantes.

Bairro da Orla, é delimitado por uma área de 1,5 Km², faz divisa com o bairro do Boqueirão pela Avenida Siqueira Campos (canal 4) e com o Bairro da Aparecida pela Avenida Almirante Cóchrane (canal 5). Sua extensão vai da Avenida Afonso Pena até a orla da praia.

Seu nome origina-se do tupi-guarani MBARAA-HÉ, que significa águas que curam e possui uma das mais belas arquiteturas da cidade a Igreja de Santo Antônio do Embaré, construída em 1875.

No decorrer do tempo, a origem do bairro mudou. Atualmente, a boemia dos bares se mistura com o sossego de um lugar que preserva características residenciais.

Misturando o tradicional e o moderno o bairro é atualmente um grande canteiro de obras. Um exemplo é a rua Castro Alves que em décadas passadas era em sua maioria composta por casas,  hoje possui em construção, um novo empreendimento em cada esquina.

Já na rua São José podemos encontrar um dos poucos lugares que resistem firme e mantém a tradição do lugar. Um chalé azul  que abriga um atelier de confecção de bonecas de pano.

O tradicional C.P.E, quiosques da orla da praia,  foi recentemente reformado para receber melhor moradores e turistas.

 

 

Vila mais famosa do mundo chega aos 103 anos

Conhecido no mundo todo por abrigar o Santos Futebol Clube, o bairro Vila Belmiro completa nesta quinta-feira (14) 103 anos. Mesmo com o agito dos jogos do Peixe, mantém o sossego das cidades do interior, com muitos sobrados, prédios e casarios charmosos das décadas de 30 e 40.

O nome é uma homenagem a Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva – segundo prefeito eleito na cidade pelo voto popular, de 1911 a 1914. Pouco mais de 8.600 pessoas vivem no bairro, delimitado pela av. Senador Pinheiro Machado, rua Joaquim Távora, av. Ana Costa e rua Carvalho de Mendonça.

Aos moradores, proporciona acesso rápido ao Pronto Socorro Central, a dois hospitais e abriga a escola municipal Professora Maria Emília Reis, que atende 570 alunos. Na Vila, a prefeitura atendeu reivindicações de moradores e reurbanizou recentemente a praça Paulo Fernandes Gasgon, situada à Avenida Pinheiro Machado. Recuperou o recanto, na confluência do canal 2 com ruas Guararapes e Carvalho de Mendonça, e nesta última também fez obras de pavimentação e drenagem.

Didi o barbeiro de Pelá

Didi, barbeiro de Pelé

Na Vila, há mais de 50 anos, também está uma figura ilustre cheia de história para contar. É o Didi, vulgo cabeleireiro do Rei Pelé desde sua juventude. A barbearia fica instalada perto da rua Princesa Isabel, o endereço oficial do estádio, e mais parece uma loja de souvenires, de tão enfeitada que é com artigos do time do coração. São mais de 60 quadros, com fotos dos jogadores, do Pelé, flâmulas, toalha, almofada, camisetas e outros badulaques do peixe.

“Ser barbeiro do Rei Pelé na vila mais famosa do mundo é motivo de muito orgulho para mim. Qualquer barbeiro queria estar no meu lugar”, contou Didi, que criou o topete do jogador usado até hoje. “Esse bairro é especial para mim. Passo mais tempo aqui do que em casa. É onde ganho meu pão, os vizinhos são muito acolhedores e aqui é muito sossegado, tirando os dias de jogo que viram uma festa”.

Embaré celebra 137 anos

Um verdadeiro paradoxo. Enquanto em algumas vias  surgem prédios enormes, que assustam qualquer um, o trânsito é complicado, o som das buzinas dita o ritmo; em outras, é possível contemplar a beleza de antigas residências da Santos de antigamente, ouvir o som dos bem-te-vis nas árvores que tomam conta do cenário e conversar, tranquilamente, com a cadeira na calçada, com o vizinho ao lado, seja sobre a novela, ou qualquer outro tema que pode ser tão agradável como aquele precioso momento em meio à cidade em franca expansão.

Assim pode ser resumido o Embaré, o mais populoso bairro da cidade. Segundo o IBGE, 37.807 pessoas têm a oportunidade de morar em um núcleo que mistura a história e o crescimento nas suas vias, que abriga a imponente basílica do Embaré e a simples bomboniére que atende, há dezenas de anos, os alunos do colégio Cidade de Santos. O Embaré de tantos vultos, como Pedro Lessa, Senador Dantas, de Benjamin Constant e Castro Alves.

O bairro sintetiza o grande dilema, o paradoxo vivido atualmente pelo santista: ver, caminhando juntos, o desenvolvimento e a modernidade dos empreendimentos que saltam aos olhos, sem tirar o pé do passado e das tradições da vida caiçara que outrora ditavam o ritmo daqueles que escolheram o bairro para viver e não querem mais sair.

É esse Embaré que completa, neste domingo (16), 137 anos de boas histórias. A região começou a crescer no ano de 1875 e as primeiras habitações surgiram das mãos do Visconde do Embaré, que tinha diversas terras nesta região e começou a compartilhá-las. Primeiro foram construídas escolas e hospitais.

Depois, uma pequena capela, que hoje dá lugar à imponente Basílica. Com certeza, o pontapé para o crescimento da área. A praia hoje é uma das mais famosas da cidade, procurada por esportistas e banhistas.

De lá pra cá, o desenvolvimento é a marca do bairro, que mescla as áreas de serviço, comércio e a residencial com harmonia. Prédios começam a surgir, mas o que têm aparecido com muita frequência no lugar dos antigos chalés são as casas sobrepostas. Mas o que os moradores querem é que o futuro não deixe aquele ar do passado de lado.

Ponto Turístico

Igreja do Embaré

A arquitetura neogótica da Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré manifesta-se em arcos ogivais, vitrais e rosácea, embora esta possua a esfinge do padroeiro, quando o gótico exigiria representações de Cristo e Nossa Sra.

Embora a decoração não seja gótica, os relevos de leões, dragões e outros animais híbridos, próprios do gótico arcaico usado na Alemanha, são creditados à ascendência do artesão. Conta-se que o altar-mor saiu maior que a encomenda e precisou ser cortado, para caber no abside. Ladeado por dois anjos esculpidos em madeira, o magnífico órgão conta com cerca de 3.800 tubos.

A igreja originou-se de uma capela erguida em 1875, pelo Barão do Embaré. Foi entregue em 1913 aos frades franciscanos, que iniciaram a nova edificação em 1930. Inaugurada em 1945, em 1952 foi elevada à categoria de basílica pelo Papa Pio XII.

Jornal da Orla