Patrimônio histórico da cidade, Cadeia Velha de Santos será restaurada

Em visita ao município, governador Geraldo Alckmin ainda entregou 25 viaturas para a polícia civil da região

 Vagner Campos

Um dos mais importantes patrimônios culturais de Santos receberá investimento de R$ 7,5 milhões para obras de restauro, anunciou o governador Geraldo Alckmin nesse sábado, 29, durante visita à cidade.

O prédio da Cadeia Velha de Santos terá fachadas, esquadrias e pinturas ornamentais, além de todos os ambientes internos, totalmente restaurados. “As obras começam imediatamente e esse restauro será muito importante para preservar a cultura de Santos”, declarou o governador Geraldo Alckmin.

As obras, que devem durar 18 meses, incluem ainda a adaptação de todas as áreas para receber pessoas com deficiência e a implantação de um elevador para acesso ao pavimento superior.

O uso do espaço após a reforma está sendo discutido pela Secretaria de Estado da Cultura em conjunto com a Prefeitura de Santos. O intuito é oferecer à população um equipamento cultural com instalações modernas sem deixar de preservar as propriedades originais.

O edifício de estilo colonial foi construído em 1869 e abrigou a Câmara de Santos antes de dar lugar à cadeia da cidade por quase um século. Por sua importância histórica, o local foi tombado pelos órgãos de preservação municipal (Condepasa), estadual (Condephaat) e federal (Iphan).

 

Governo do Estado

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Governador anuncia reforma da Cadeia Velha de Santos

cadeia velha

Cinco prédios históricos que abrigam oficinas culturais do Estado receberão investimento de R$ 22 milhões em obras de restauro. O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin na tarde desta segunda-feira, 9. As licitações para contratação das obras devem ser realizadas até o final deste ano, e a expectativa é de que a recuperação tenha início no começo de 2014. Os prazos de conclusão variam de 15 a 18 meses.

Para a reforma e restauro da Cadeia Velha de Santos, serão liberados R$ 10 milhões. Trata-se de um dos edifícios coloniais mais antigos e importantes da cidade, declarado patrimônio histórico nas esferas municipal (Condepasa), estadual (Condephaat) e federal (Iphan). A sua construção foi concluída em 1869, quando foi instalada no edifício a Câmara de Santos e, um ano depois, a cadeia, que funcionou até 1956. O intuito da obra é manter a feição original do bem de modo a preservar também as marcas significativas das intervenções sofridas ao longo do tempo.

 

Governo do Estado anuncia liberação de verba para reforma da Cadeia Velha

cadeia-velha

Durante visita a Baixada Santista nesta quarta-feira (dia 28), o governador Geraldo Alckmin anunciou a liberação de R$ 10 milhões para reforma e restauro da Antiga Casa de Câmara e Cadeia da cidade – atualmente conhecida como Cadeia Velha de Santos. Trata-se de um dos edifícios coloniais mais antigos e importantes do município, declarado patrimônio histórico nas esferas municipal, estadual e federal. O projeto de restauro prevê a recuperação do edifício e sua adequação total às normas vigentes de segurança e acessibilidade.

Com a supervisão de técnicos da Secretaria, a empresa contratada para elaborar o projeto de restauro investigou todo o histórico de reformas do edifício, levantando plantas e documentos referentes a projetos e obras de reformas anteriores. Todas as informações e documentos foram essenciais para a apresentação de um projeto de qualidade, que foi entregue este mês à Secretaria de Estado da Cultura. A proposta foi elaborada com o permanente acompanhamento dos órgãos de preservação nas três esferas: Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) e Condepasa (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos).

Também foram realizados diagnósticos das patologias, identificação e catalogação dos materiais, pesquisas, prospecções, levantamento cadastral de ornamentos, gradis, pisos, paredes e forros. Com a liberação dos recursos pelo governador, o próximo passo é a abertura da licitação para a contratação da empresa responsável pela obra em si. Considerando que a Cadeia Velha de Santos é hoje uma das referências culturais mais importantes da cidade, a Secretaria de Estado da Cultura abriu diálogo com a Prefeitura de Santos para discutir seu uso após a reforma, que deverá ser necessariamente cultural. Entre 1994 e 2012, o local funcionou como sede da Oficina Cultural Pagu. A construção da Casa de Câmara e Cadeia teve início em 1839 e foi concluída apenas trinta anos depois, em decorrência das guerras do Uruguai e Paraguai.

Em 1869, foi instalada no edifício a Câmara de Santos e, um ano depois, no pavimento térreo, a cadeia, com oito prisões – que funcionou até 1956. Desde a sua inauguração, há registros de que o prédio tenha sido usado também como quartel, fórum e hospital de emergência.

 

Jornal da Orla

Estado e Prefeitura devem cuidar juntos da Cadeia Velha

cadeia velha

Ao invés da ideia de se municipalizar o prédio da Cadeia Velha, no Centro, o Governo do Estado e a Prefeitura de Santos discutem uma possível gestão compartilhada do equipamento histórico.

O assunto foi pauta de uma reunião entre o secretário estadual de Cultura, Marcelo Araújo, e o comandante da pasta municipal, Raul Christiano, na última sexta-feira.

No encontro, ficou acertado que não é o momento de se discutir a utilização do imóvel, mas garantir a continuidade de uma das ações mais expressivas desenvolvidas no espaço, a Oficina Cultural Pagu, do Governo do Estado.

A intenção de a Prefeitura realizar obras no local e já definir atividades para a reabertura está descartada. Pelo menos por enquanto.

A proposta é que a gestão compartilhada aconteça em dois momentos principais. O primeiro, agora, enquanto o prédio está fechado. O segundo, quando for reaberto após o restauro, o que se espera acontecer daqui a dois anos.

Agora, a ideia é reavivar a Oficina Cultural Pagu principalmente nos Portos de Cultura, núcleos descentralizados da Prefeitura que oferecem atividades nos bairros. Depois da revitalização da Cadeia Velha, explica Christiano, o Município deverá colaborar com a sua manutenção.

“Criou-se um movimento contra a municipalização. Mas não há isso. O secretário (Marcelo Araújo) destacou que o imóvel é emblemático para a história de Santos e continuará com o Estado, mas gostou bastante da ideia de compartilhar a gestão”, diz Christiano.

A edificação, localizada na Praça dos Andradas, está fechada. O Estado identificou problemas no prédio, como infiltrações nos telhados, que causaram danos nas paredes, deteriorando o piso original e comprometendo equipamentos e mobiliários. Por isso, iniciou-se o processo para restauração do imóvel, que é tombado.

De acordo com Christiano, conforme informações do Estado, o edital para as reformas da Cadeia Velha deve ser publicado ainda neste semestre. A previsão é que as obras tenham início em setembro e durem cerca de 18 meses.

“Essa nossa proposta é porque a grande preocupação era que o Estado deixasse de oferecer a Oficina Pagu. Antes da Cadeia Velha fechar, eram 3.500 vagas, hoje são 340. Lá na frente, o que será feito com o imóvel é uma questão a ser discutida mais adiante. Não adianta colocar os carros na frente dos bois”, diz o secretário santista.

 

ATribuna

Oficina Pagu abre inscrições para cursos gratuitos

A partir desta terça-feira (2), a Oficina Cultural Pagu aceita inscrições para 18 cursos gratuitos nas áreas de audiovisual, fotografia, rádio, artes plásticas, dança e teatro. A novidade é o projeto comemorativo aos ‘100 anos de Nelson Rodrigues’, com atividades com esta temática.

Haverá, por exemplo, a palestra de Christian Peterman sobre ‘Nelson Rodrigues no cinema: as melhores adaptações’ (inscrições até dia 10); ‘Direção de arte para o cinema’ (também até dia 10); ‘Direção de fotografia para documentário e ficção’ e ‘Pintura a óleo: cenas de Nelson Rodrigues’ (ambas até dia 11) e ainda oficina de dança contemporânea baseada na obra do dramaturgo (até dia 16).

Até quinta-feira (4), maiores de 16 anos podem se inscrever no workshop ‘Introdução à fotografia’, com técnicas básicas da fotografia digital. A programação está disponível em www.oficinasculturais.org.br. Os interessados têm duas opções para inscrição: pelo e-mail pagu@oficinasculturais.org.br ou no Centro Comunitário São Judas Tadeu (rua Napoleão Laureano, 89, Marapé), de segunda a sexta, das 14h às 20h. Informações: 3219-2036 ou 3219-1741.

OFICINA DE PINTURA A ÓLEO: CENAS DE NELSON RODRIGUES

 PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES

Coordenação: Caca Marszolek
16/10 a 27/11 – terça-feira – 14h às 17h
Público: estudantes, pintores e interessados acima de 16 anos
Inscrições: 1 a 11/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas

A partir do estudo de obras de Nelson Rodrigues, a oficina tem como proposta transpor para a pintura cenas do universo literário do autor.

Caca Marszolek é pintor. Já realizou diversas exposições, sendo premiado no Brasil e exterior, como na Argentina e Uruguai, além de ministrar oficinas de pintura em prefeituras e instituições culturais.

WORKSHOP DE DIREÇÃO DE ARTE PARA CINEMA

 Coordenação: Ana Mara Abreu

13 a 27/10 – sábados – 14h às 18h
Público: estudantes de audiovisual, fotógrafos e cenógrafos
Inscrições: 1/10 a 10/10
Seleção: carta de interesse
20 vagas

O workshop tem por objetivo discutir as questões artísticas, criativas e técnicas envolvidas no universo da direção de arte para cinema, da sua concepção à execução. Serão abordadas questões de decupagens técnicas, pesquisas de criação, cronogramas, plano de filmagem, representação artística e técnica.

Ana Mara Abreu é formada em Cinema pela Universidade de São Paulo, pós-graduada em Design for Theater, Film and Television pela Escola de Artes de Nova Iorque. Trabalha com direção de arte e cenografia para filmes, documentários e TV. Consta de seu currículo os longas É Proibido Fumar e A Via Láctea. 

OFICINA DE DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA PARA DOCUMENTÁRIO E FICÇÃO

Coordenação: Marcelo Spomberg
15 a 24/10 – segundas e quartas-feiras – 18h às 21h
Público: estudantes de cinema e fotógrafos
Inscrições: 1/10 a 11/10
Seleção: carta de interesse
20 vagas

A oficina irá abordar temas como desenvolvimento de projetos em fotografia para problematizar e resolver questões de criação e direção, facilitando a realização de um documentário. Serão discutidos conceito, equipamento, luz, equipe e a direção fotográfica.

Marcelo Spomberg estudou Cinema na FAAP e História na FMU. Lecionou, por cinco anos, Direção de Fotografia para Cinema na UniFMU. Em direção de fotografia, realizou comerciais, videoclipes, filmes de ficção e documentários, como “Re-Descobrindo o Brasil” (TV Educativa-RJ, 1997) e “Gente del Caballo” (Columbia TriStar, 2002).

OFICINA DE MAQUIAGEM PARA AUDIOVISUAL

 Coordenação: Cicera Carmo

20/10 a 24/11 sábado – 14h às 17h
Público: estudantes de teatro, audiovisual e interessados acima de 15 anos
Inscrições: 1/10 a 17/10
Seleção: currículo
20 vagas

A oficina tem por objetivo estabelecer a historiografia sobre a utilização da maquiagem no auxilio ao ator, a fomentação do trabalho do maquiador e sua importância, por meio de referências audiovisuais pré-selecionadas e exercícios práticos propostos em oficina, como caracterização, efeitos especiais e suas técnicas.

Cicera Carmo é atriz. Desenvolveu diversas oficinas ligadas à maquiagem cênica. Dirigiu e coordenou diversas oficinas ligadas à maquiagem audiovisual, entre elas o Workshop de Maquiagem Audiovisual do Instituto Querô.

OFICINA DE INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA

 Coordenação: José Eduardo Aguilar

27/11 a 12/12 – terças e quartas-feiras – 18h às 21h
Público: estudantes de audiovisual, atores e atrizes com ou sem experiência
Inscrições: 1/10 a 22/11
Seleção: carta de interesse
20 vagas

O conteúdo da oficina irá abranger as técnicas de interpretação para o cinema, tais como: continuidade dramática, direção de olhares, composição dos momentos corporais em função do enquadramento e da luz. Isso, por meio de referenciais audiovisuais pré-selecionadas e dos exercícios propostos.

Eduardo Aguilar é cineasta. Foi assistente de direção de Carlos Reichenbach, produziu e dirigiu 11 curtas em vídeo, entre eles Puta Solidão (2000), premiado pela Associação Baiana de Cinema e Vídeo. Ministra oficinas de direção audiovisual em vários estados brasileiros.

OFICINA: DANÇA CONTEMPORÂNEA BASEADA NA OBRA DE NELSON RODRIGUES

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES

Coordenação: Alexandre Almeida
19/10 a 7/12 – sextas-feiras – 14h às 17h
Público: estudantes de dança, bailarinos e interessados acima de 15 anos
Inscrições: 1 a 16/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas

A oficina tem por objetivo estabelecer a relação entre dança e dramaturgia nas obras de Nelson Rodrigues e promover a liberdade dos movimentos da dança por meio das sensações obtidas pelo corpo. Serão realizados laboratórios corporais baseados em textos da obra de Nelson Rodrigues para estudo do movimento do corpo, com aulas teóricas e práticas.

Alexandre Almeida é coreógrafo e bailarino. Teve como mentores no balé clássico Fábio Vasconcelos e Ricardo Scheir. Ministrou aulas de balé e jazz contemporâneo no Studio Diziolli. Foi eleito o melhor coreógrafo internacional no festival Sergei Diaghilev na Polônia. Ganhou várias premiações no Brasil e no exterior.

WORKSHOP DE INTRODUÇÃO À FOTOGRAFIA

 Coordenação: Igino Pasquato

8 a 11/10 – segundas, terça, quarta e quintas-feiras – 18h às 21h
Público: estudantes de fotografia, fotógrafos e pessoas interessadas acima de 16 anos
Inscrições: 1/10 a 04/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas

O workshop abrange as técnicas básicas da fotografia digital, noções fundamentais de estrutura e construção de imagem, como usar o ISO nas mediações da luz, números Ev, quantidade de pixels, além de excitar um olhar apurado e sensível aos participantes a fim de incentivar futura profissionalização.

Igino Pasquato Filho é comunicólogo de formação. Tem seu viés voltado para o fotojornalismo e a fotografia de moda, onde efetuou diversos cursos na área de gestão de imagens. Teve suas obras expostas em várias mostras fotográficas regionais. Recentemente atuou como fotógrafo free-lance da SECULT Santos, TV Tribuna, Jornal A Tribuna e Editora Abril.

WORKSHOP DE FOTOGRAFIA: EM BUSCA DOS PERSONAGENS RODRIGUIANOS

 PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES

Coordenação: Inaê Coutinho de Carvalho
22 a 24/11 – quinta e sexta-feira – 18h às 21h l sábado – 9h30 às 12h30 e 14h às 17h
Público: estudantes de fotografia e interessados na área acima de 16 anos
Inscrições: 1/10 a 19/11
Seleção: carta de interesse
20 vagas

O workshop irá propor a discussão sobre o universo Rodriguiano. A partir deste universo intenso e brasileiro, as possibilidades poéticas da linguagem fotográfica serão apresentadas, discutidas e exercitadas com base nas cenas teatrais, mostrando os principais personagens das obras de Nelson Rodrigues na linguagem fotográfica.

Inaê Coutinho é doutora em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo, professora universitária da Unicamp e curadora de mostras de fotografia de instituições como o SESC. Realizou várias exposições no Brasil e no exterior, como França, Espanha, Canadá e Chile.

NELSON RODRIGUES NO CINEMA: AS MELHORES ADAPTAÇÕES

 PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES

Coordenação: Christian Peterman
11/10 e 15/10 – quinta e segunda-feira – 19h às 22h
Público: interessados acima de 16 anos
Inscrições: 1/10 à 10/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas
Local: UNIMONTE – Avenida Rangel Pestana, 99 – Vila Mathias

A atividade pretende aproximar a obra de Nelson Rodrigues ao espectador a partir de adaptações de suas das principais obras dramatúrgicas e literárias para o cinema. Ele é um dos autores mais transpostos no Brasil, com cerca de vinte longas-metragens já realizados a partir de sua obra. A palestra exibirá cenas selecionadas de determinados filmes, discutindo como o cinema explorou de diferentes formas o universo passional e trágico do escritor de espírito carioca desde os anos 1950.

Christian Peterman é jornalista e crítico de cinema. Já trabalhou em veículos de comunicação como a revista SET. Atualmente trabalha para a Guia da Folha de São Paulo e no programa da TV Gazeta Todo Seu. É colaborador da revista Rolling Stones e Revista Cultura, sendo também curador do Cine Mube e sócio e fundador da Abraccine.

OFICINA DE RÁDIO E LOCUÇÃO

 Coordenação: Samuel Alex de Sá

18 a 27/10 – quintas e sextas-feiras – 18h30 às 21h30
Público: interessados na área a partir de 16 anos
Inscrições: 1 a 18/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas

A oficina abordará a rotina de uma emissora de rádio, desde a área de locução em variados tipos de programas até a área comercial.

Samuel Alex de Sá é radialista com vivência em assessoria de comunicação social, locutor e operador de áudio nas rádios Trevisan, Difusora de Pirassununga, Cultura de Leme/ 91FM, Transamérica e Radio WebTv Netwoorks Assessoria.

OFICINA DE TEATRO: NELSON RODRIGUES – CONTEÚDOS HÍBRIDOS

 PROGRAMAÇÃO ESPECIAL: CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES 

Coordenação: Maria Tornatore
5/11 e 03/12 – sábados – 14h às 17h
Público: atores, atrizes e interessados acima de 16 anos
Inscrições: 1/10 a 31/10
Seleção: primeiros inscritos
20 vagas

A oficina pretende estudar as obras de Nelson Rodrigues e contextualizar na prática seus personagens, criando um exercício cênico baseado num conteúdo dramatúrgico híbrido, composto pela obra do artista e sua biografia. Pretende também fazer com que o intérprete compare os dois universos morais, o seu e o do autor, e re-signifique o conteúdo da obra escolhida no seu contexto social, cultural e histórico.

Maria Tornatore é bailarina, atriz, diretora e professora universitária. Ministrou vários trabalhos em instituições como o SENAC, EAD, SESC e em prefeituras do estado de São Paulo. Participou de vários festivais sendo contemplada em alguns. Dirigiu diversas companhias teatrais.

 

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Vila do Teatro é novo ponto cultural na Praça dos Andradas

A Vila do Teatro abre as portas nesta quinta-feira (31), às 19h, no Centro Histórico, para oferecer, gratuitamente, arte e cultura. Instalada na Rua Visconde do Embaré, nº 6, ao lado da rodoviária, na Praça dos Andradas, a Vila é resultado de antiga reivindicação de artistas da região e tem o apoio da prefeitura, que cedeu o imóvel.

Com mais esse espaço, a Praça dos Andradas e seu entorno seguem em processo de renovação, caracterizando cada vez mais como ponto de referência cultural. A transformação começou com a reinauguração do Teatro Guarany, em dezembro de 2009. Em seguida, foi aberta a Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, no prédio anexo ao teatro.

No ano passado, o Espaço Aberto (iniciativa privada) passou a funcionar ao lado do Guarany. A Cadeia Velha (do governo do Estado), atualmente em reforma, é outro lugar onde são realizadas atividades no mesmo perfil.

“Nós artistas temos a ideia de fazer daqui uma espécie de Praça Roosevelt (tradicional centro cultural paulistano)”, diz Raquel Rollo, componente da Trupe Olho da Rua, um dos grupos que vai gerir a Vila do Teatro. Ela será ocupada ainda por mais duas companhias: Oficina do Imaginário e Quarteto Trio Los Dos. O coletivo (como é chamado no meio artístico o conjunto das três companhias), vai oferecer saraus e oficinas gratuitas, além de apresentações.

Programação de abertura
As atividades começam às 19h, com cortejo na Praça dos Andradas, seguida, às 20h, da cerimônia da abertura no interior da Vila do Teatro. A partir do dia 1º de junho, das 14h às 19h, iniciam as inscrições gratuitas para oficina de circo, teatro de rua e dança. Informações: www.santos.sp.gov.br/agendacultural.

Cadeia Velha: Estado promete restauração do prédio

A Praça dos Andradas, no Centro histórico de Santos, abriga uma das construções mais valiosas da Cidade: a Casa de Câmara e Cadeia ou, simplesmente, Cadeia Velha. Em condições precárias, o edifício, que é administrado pelo Governo Estadual, será totalmente restaurado.

Vistoria realizada pela Secretaria de Estado da Cultura apontou danos estruturais. Os principais são as infiltrações nos telhados, que causaram problemas nas paredes, deteriorando o piso original e comprometendo equipamentos e mobiliários.

A licitação da restauração foi concluída na terça-feira e vencida pela PJJ Malucelli Arquitetura Ltda. O processo de contratação deve ser finalizado até a última semana de abril e a empresa tem 90 dias para apresentar o projeto.

Não há prazo definido para o início e o término das obras, pois o projeto ainda será submetido à aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que o bem é tombado pelos dois órgãos.

A Cadeia Velha abrigava a Oficina Cultural Pagu, que funciona no Centro Comunitário São Judas Tadeu (Rua Napoleão Laureano, 89, Marapé).

Monica Tranjan Real de Toledo, coordenadora da oficina, diz que a restauração era necessária. “A estrutura apresentava vazamentos e precisava de uma reforma. Fomos comunicados da restauração no meio do ano passado, mas ainda não havia um dia certo”.

Ela diz que, atualmente, “há um segurança para cuidar das mesas, cadeiras e estantes que ficaram no edifício. Também enviamos um funcionário para fazer uma limpeza mensal”.

A Cadeia Velha é um patrimônio de inestimável importância tanto para Santos quanto para o País.

Para se ter uma ideia de sua relevância, em 1865, o edifício, ainda em fase de construção, já abrigava as tropas da região que lutariam e retornavam da Guerra do Paraguai (1864 – 1870).

Mais tarde, sediou o Fórum, a Prefeitura e o Conselho Municipal de Recursos. E, durante pouco mais de 80 anos, cumpriu a função de guardar os presos.

 

A Tribuna

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