Pense Rosa acontece em Santos no próximo domingo (21)

No próximo domingo (21) acontece uma grande ação em prol da prevenção do câncer de mama, o Pense Rosa no Emissário Submarino de Santos. A ação é organizada pela ONG Orienta Vida e tem o apoio do Grupo Rodrimar. Acontece das 9 às 13 horas.

Foi confirmada a presença da atriz Sabrina Sato no ato. O evento contará com tendas de serviços de medição de pressão arterial, teste de glicemia, consultório odontológico, corte de cabelo, maquiagem, avaliação postural, banda, apresentação de dança, atividades físicas, e atividades lúdicas para as crianças. Para participar haverá no local uma tenda para efetuar a troca de fraldas infantis ou geriátricas, que serão doadas ao Fundo Social de Solidariedade, por kits promocionais que darão acesso às diversas atividades.

O câncer de mama ainda é o que mais mata as mulheres, porém se diagnosticado no início, terá o maior índice de cura (95%). Desde o início do mês vários monumentos estão coloridos de rosa no período noturno, entre eles o “Peixe”, que fica na entrada de Santos.

O Pense Rosa tem parceria com o  Hospital de Câncer de Barretos, que trará uma carreta com o mamógrafo digital com capacidade de realizar 50 exames por dia em mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos, que não tenham feito exame no ano.

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Movimento Outubro Rosa realiza troca de kits

A doação de um pacote de fralda descartável (geriátrica ou infantil) para troca do kit com camiseta e boné em prol do Fundo Social de Solidariedade, como parte do movimento Outubro Rosa, deverá ser feita somente no próximo dia 21, no Parque Municipal Roberto Mário Santini (emissário submarino).

Para essa data, a prefeitura programou mobilização contra o câncer de mama, que inclui mutirão de serviços gratuitos, distribuição de material informativo, aferição de pressão arterial, noções de saúde bucal, orientação contra dengue, entrega de preservativos, além de atividades culturais, esportivas e brincadeiras.

Outubro Rosa – Contra o câncer de mama, monumentos estão pintados de rosa

Durante os próximos 30 dias, Santos e outras cidades do mundo estarão pintadas de rosa. Tudo por conta do movimento Outubro Rosa, que visa chamar a atenção das mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Na Cidade, várias atividades serão promovidas pela Prefeitura e por institutos como: o Grupo de Assistência aos Portadores de Câncer (GAPC), o ISO Hospital Dia e Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama.

Para começar a celebração desta campanha, nesta segunda-feira, Instituto Neo Mama inaugurou a iluminação cor de rosa das fachadas do Museu de Pesca, Pinacoteca Benedito Calixto, Museu de Arte Sacra, Igreja Coração de Jesus, e Etec Escolástica Rosa. Em Guarujá, a Fortaleza da Barra, Ferry Boat Shopping e Complexo Sofitel estarão coloridas.

No próximo dia 13, as atividades promovidas pelo instituto ocorrerão no Orquidário. Lá, a partir das 15 horas, será realizada uma oficina de origamis, pássaros de papel e poesia.

Já no dia 14 acontecerá a Caminhada Outubro Rosa. Com saída marcada para às 9 horas, o evento seguirá da Fonte do Sapo, na Aparecida, até o Aquário Municipal, na Ponta da Praia. Ao final da caminhada serão oferecidos alguns serviços gratuitos à população. Porém, para participar será necessário retirar camiseta e boné da campanha no Miramar Centro de Compras, no Boqueirão, entre os dias 9,10 e 11.

No dia 19, o Neo Mama organizará uma palestra sobre o câncer de mama, na Associação Médica de Santos. O evento será às 14 horas e contará com a participação de um mastologista, um oncologista clínico e um radioterapeuta. As inscrições são gratuitas e podem ser feitos no próprio Instituto ou por meio do telefone 3223-5588.

Três dias depois será a vez da Prefeitura realizar um grande evento no Parque Roberto Mário Santini, no José Menino.

O local receberá um mutirão de serviços, das 9 às 13 horas, com distribuição de folhetos sobre a prevenção do câncer de mama, teste de glicemia, aferição de pressão arterial, avaliação postural, entre outros serviços gratuitos para a comunidade. Haverá também atividades culturais e esportivas, dança e brincadeiras para a garotada.

Aqueles que doarem um pacote de fraldas descartáveis (tanto infantil quanto geriátrica para o Fundo Social de Solidariedade receberão um kit com boné e camiseta alusivos ao tema. Ao final do dia, haverá um grande abraço coletivo.

 

A Tribuna

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Instituto Neo Mama Santos

Tudo começou com um sonho. Sonho, não. Pesadelo. No início do ano 2000, Gilze Maria Costa Francisco acordou sobressaltada depois de uma noite agitada.

“Levantei com uma sensação de morte, de que alguma coisa estava errada. Logo pensei no meu marido e na minha filha, e naquela mesma semana os dois fizeram uma bateria de exames, um check-up completo”, relembra.

Os resultados mostraram que pai e filha estavam com a saúde em dia, mas a notícia não a tranquilizou. Aquela sensação ainda a perturbava.

Exatamente um mês depois, em um domingo, ao assistir um programa que falava sobre o autoexame de mama, ela teve um estalo. Entrou no banho, colocou as mãos sobre os seios e sentiu o nódulo. Sua experiência como enfermeira e sua familiaridade com a anatomia do próprio corpo não a deixaram ter dúvidas de qual seria o diagnóstico:câncer de mama. De caráter firme, Gilze não chorou, nem se desesperou, mas procurou logo o apoio da família.

“Sentei na sala e disse a eles que estava com câncer, que havia sentido o nódulo”, conta. Os dois, esperançosos, preferiam esperar uma definição médica. Gilze, no entanto, tinha certeza.

Na manhã seguinte, procurou um amigo mastologista e contou a história, do pesadelo ao autoexame. O médico pediu uma mamografia, realizada na sequência, que confirmou a suspeita. “Quando olhei a chapa, dei de cara com a doença”, relata.

“O câncer me deixou devastada. Me senti traída pela vida. Sempre fui o porto seguro da família. Apesar de obesa, sedentária, e de ter menstruado muito cedo, mesmo com todos esses fatores de risco, me questionei: por que eu?”, recorda.

A pergunta, recorrente entre quem recebe o diagnóstico, ecoou durante meses.

“Passei por todas as fases: negação, raiva, barganha, depressão e finalmente a aceitação”. Neste momento, a perspectiva de Gilze mudou.

“Entendi que não tinha feito nada para merecer ser imune ao câncer e que não era uma questão de merecimento ou culpa”, relata.

Sem rotina

Foi o início de uma grande transformação interior e exterior e também da batalha pela vida, permeada por sessões de quimioterapia e uma mastectomia agressiva que a deixou sem uma das mamas, sem músculos peitorais e sem boa parte da axila.

“Havia apenas um buraco. Minha pele grudava nas costelas, e olha que eu era gordinha na época.”

Olhar-se no espelho era difícil e quase impossível reconhecer a figura refletida ali. Sem cílios, sem cabelos, sem um dos seios e sem uma rotina que pudesse seguir, Gilze descontruía a própria identidade.

“Estava me perdendo de quem fui um dia. Não podia passar rímel, nem escovar os cabelos. Colocava a peruca e achava estranho. Passava os dias em consultórios, clínicas de exame e hospitais. Não queria encontrar pessoas, sair era doloroso e nunca me sentia à vontade nas roupas”, diz. No mal-estar com o que vestia estava escondido o receio constante de que notassem a ausência da mama.

“As mulheres são alvejadas num membro que nutre, embeleza e seduz. Somos flechadas no maior símbolo de feminilidade. Então, quando perdemos o seio, sentimos a ausência de tudo isso, é um luto de uma parte importante da mulher.”

Para aplacar os sentimentos, recorreu à família, especialmente ao marido, que se mostrou o companheiro perfeito para todas as horas.

“Ele não tinha palavras para me consolar e a minha dor era tão lancinante que ninguém podia alcançá-la. Ele soube entender e só me dizia: ‘você já venceu.’”. Era o suficiente.

A filha, na época com 11 anos, preferiu o silêncio e o distanciamento. Foi preciso chamá-la para uma conversa franca e emocionada.

“Coloquei-a no colo e falamos de coração aberto. Ela me disse: ‘Mãe, você é tão forte que sei que nada vai acontecer. Prometa que fará tudo direitinho porque não vou agüentar ficar sem você”, lembra.

Dez meses e duas perucas depois, no dia 28 de fevereiro, Gilze finalmente controlou o câncer. Faltava ainda uma prótese que ocupasse o vazio deixado pela doença e também trabalhar todas as emoções e sentimentos que afloraram e passaram a fazer parte da nova pessoa que ela era. “Percebi que o melhor era viver os momentos ruins com intensidade, mas os bons momentos com mais intensidade ainda”, afirma. “Aprendi a conjugar os verbos reavaliar, readmitir, reaprender, rever.”

Instituto

A inversão para o lado dos pacientes fez com que a enfermeira pudesse sentir as dificuldades e agruras das mulheres que travam uma luta contra um dos principais problemas de saúde femininos. Na internet, Gilze encontrou notícias desencontradas, informações incorretas e opiniões descabidas. Dessa busca, nasceu a decisão de construir um site com informações seguras para quem, como ela, tinha a doença. A página entrou no ar em março e era recheada de depoimentos dela própria, que escrevia nas crises de insônia. “Passei muitas noites em claro. Tinha medo de dormir e não acordar mais”, relata.

Centenas de emails lotavam a caixa diariamente. Com algumas mulheres, ela passou a se corresponder com frequência. Com outras, falava ao telefone. Gilze virou referência para quem buscava um ombro amigo, uma informação, ou simplesmente alguém que entendesse o momento delicado. O próximo passo, criar um espaço onde pudesse se dedicar a essas mulheres, pareceu óbvio.

As mulheres são as mais desfavorecidas de ajuda. Porque elas passam a imagem de que podem tudo, fazem tudo, são fortes ao extremo. Na hora que a doença bate na porta, ela sente o desespero. E ainda assim, não quer que os filhos sofram, que o marido sofra. Nesse momento, qualquer ajuda, por menor que seja, faz uma grande diferença”, avalia.

Em fevereiro de 2002, nascia o Instituto Neo Mama, em Santos, litoral paulista, com o intuito de ajudar pessoas vitimadas pelo câncer e suas famílias. Com atendimento interdisciplinar que inclui oncologista, ginecologista, mastologista, psicóloga e nutricionista, hoje passam por lá cerca de 200 mulheres por mês, segundo a conta da própria Gilze. No cadastro da entidade, no entanto, já são mais de 2.300.

“Elas chegam aqui e percebem que não são as únicas a passar por isso. O diagnóstico é difícil de encarar, mas com estrutura, exame, médico e colo e ombro fica mais fácil”, acredita.

Para disponibilizar mamografias, fez um acordo com laboratórios e exibe seus banners no site em troca de exames gratuitos (quantos mais cliques, mais exames. Participe da campanha). Para consultas, abre sua agenda de telefones que contém os números dos principais mastologistas e hospitais do país.

“Eu ligo e peço o atendimento. Às vezes consigo na insistência ou graças às boas relações que tenho com os profissionais. É trabalhoso, mas faço com prazer”, orgulha-se.

Difícil mesmo são os casos em que não há mais o que ser feito. Com lágrimas nos olhos, a coordenadora do instituto diz receber até cinco mulheres nessas condições, em que o único recurso é garantir amparo e dignidade. “Dói muito. A gente vê de perto a evolução, ela vai minguando. A morte é muito palpável, você pode sentir a vida indo embora. É difícil ver uma delas no caixão e não se enxergar ou não se lembrar que há poucos dias ela estava fazendo bagunça”, chora.

Decote e praia

Não existem dados sobre quantos mulheres têm acesso à reconstrução mamária no País. No entanto, Gilze parece fazer parte da maioria que passa anos sem a cirurgia. Somente depois de uma redução de estômago e de eliminar 65kg ela pode finalmente colocar uma prótese. Foram 11 anos entre o aparecimento da doença e o novo seio. E sem banhos de mar, passeios na praia, vestidos tomara-que-caia ou decotes. “O novo peito é lindo, mas a cicatriz é para sempre.”

A mudança no visual trouxe ainda mais confiança e disposição para essa mulher de sorriso aberto, fala franca e carinhosa.

“Acho que Deus me preseervou para isso. Comigo, não tem hora, não tem distância, não tem impedimento. Eu faço o que for preciso para ajudá-las. Tudo é recompensador”, diz ela.

“Depois do câncer, você nunca mais é a mesma. A doença te marca como gado, no corpo e na alma. Mas você sobrevive”.

Fonte: IG

Passeio ciclístico conscientiza sobre prevenção ao câncer de mama

No intuito de alertar o público feminino quanto à prevenção ao câncer de mama, será realizado domingo (30) o 1º Passeio Ciclístico Rosa pela orla, em promoção da ABC (Associação Brasileira de Ciclistas), com apoio da prefeitura.
O evento terá concentração às 10h, na Praça das Bandeiras, Gonzaga, de onde os participantes irão pedalar pela ciclovia rumo ao Parque Roberto Mário Santini (emissário submarino), e depois até o canal 5, com retorno à Praça das Bandeiras.

Na ocasião, 14 mulheres serão homenageadas com a medalha Outubro Rosa. Para participar, basta comparecer com bicicleta e, quem quiser, com blusa rosa. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos responsáveis.

A atividade integra o Circuito de Passeios Ciclísticos do projeto Pedala Santos, da ABC, e tem ainda apoio da Liga Santista de Ciclismo e do Santos FC. Patrocínio: Sabesp, Ecovias, Multimagem, Wizard, Micromix e supermercado Bolshoi.

Quem quiser participar de sorteio de camisetas deve doar uma lata de leite em pó integral. Mais informações pelo telefone 9135-0360 ou www.abciclistas.com.br.

 

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Cidade começa mobilização contra o câncer de mama

 

Uma caminhada na praia no domingo (16), com saída às 9h da Praça das Bandeiras, no Gonzaga, abrirá a programação do ‘Movimento Rosa – Amor à Vida’. A campanha organizada pela prefeitura objetiva sensibilizar o público feminino sobre a importância da prevenção do câncer de mama, o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres.

Aberta ao público, a caminhada sairá em direção ao Parque Municipal Roberto Mário Santini, no José Menino. Não há necessidade de inscrição. Os organizadores solicitam aos participantes que vistam alguma peça rosa.

Antes do passeio, quem levar um pacote de fraldas descartáveis poderá trocá-lo por um kit da Avon com camiseta, ventarola e folder informativo sobre câncer de mama. Haverá distribuição de copos de água pela Sabesp.

Na chegada, no emissário submarino, haverá atividades de sensibilização, serviços de manicure e estande da ONG Orienta Vida, que atua na prevenção. “Todos podem se solidarizar com a causa e participar desse alerta às mulheres”, diz Sarah Jane Barbosa, assessora da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

As tendas de orientação e distribuição de informativos começam a funcionar na segunda-feira (17), das 9h às 13h, na Praça Guadalajara (Morro da Nova Cintra). Na terça (18), será a vez da Praça Bruno Barbosa (Rádio Clube), no mesmo horário. Na quarta (19), das 10h às 14h, a tenda estará em dois pontos: Praça Mauá (Centro Histórico) e Praça Nossa Senhora Aparecida (Aparecida).

Rastreamento
O Movimento Rosa vai envolver também rastreamento de casos da doença em todos os bairros. Nos dias 20, 21 e 22, sempre das 8h às 16h, esse trabalho será realizado nas UBS (unidades básicas de saúde) e USF (unidades de saúde da família) e no Instituto da Mulher (Av. Conselheiro Nébias, 439).

O atendimento será voltado a munícipes de Santos entre 40 e 69 anos. Não é preciso agendar consulta. A orientação da SMS é para que as santistas procurem a unidade mais próxima de sua residência.

A paciente responderá a um questionário de avaliação de risco e passará por exame clínico das mamas. As que apresentarem risco e não tiverem feito a mamografia no último ano serão encaminhadas ao exame.

As servidoras municipais da prefeitura também serão envolvidas na prevenção. A Secretaria de Gestão convocará 222 funcionárias públicas acima dos 40 anos para realização de exames, após triagem. E, no dia 21, todos os servidores estão sendo chamados a aderir à causa. A SMS pede para que neste dia todos trabalhem vestindo alguma peça na cor rosa.

Prevenção deve começar aos 40 anos
O câncer de mama tem grande possibilidade de cura se descoberto logo no início. Toda mulher a partir dos 40 anos deve procurar um ginecologista para fazer, uma vez ao ano, exame clínico das mamas e mamografia.

Como forma complementar, o autoexame, a palpação da mama feita pela própria mulher após o período menstrual, ajuda a detectar nódulos agressivos, que podem surgir de um ano para outro.

Outras atitudes preventivas são praticar regularmente atividade física, não fumar, não consumir álcool em excesso, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e amamentar até os seis meses de vida do bebê.

O ‘Movimento Rosa – Amor à Vida’ é coordenado pela SMS, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade e com diversos órgãos públicos. Tem patrocínio da Unimed, Instituto Avon, Rotary Club Santos Aparecida, Afip e Tecondi. Apoio: Santa Casa de Santos, escolas técnicas de enfermagem Skin Line, Congonhas e Di Solimene e Sabesp.