Navio do Greenpeace está aberto à visitação neste fim de semana

O navio da organização não-governamental Greenpeace, o Rainbow Warrior, lançado ao mar em outubro passado, após 27 meses de construção, promete surpreende o público ao apresentar conceitos aplicados na defesa do meio ambiente. Os interessados em conhecer as peculiaridades do barco terão essa oportunidade entre este sábado e domingo, das 10 às 16 horas. A entrada é gratuita.

O Rainbow Warrior está atracado no Armazém 25 do cais santista, onde fica o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini. A expectativa é de que a procura seja grande. Até agora, nas escalas anteriores do Warrior no País, mais de 20 mil pessoas já estiveram a bordo. Há pelo menos três anos, o Greenpeace não traz uma embarcação ao Brasil. Esse é normalmente o intervalo dado entre a vinda de barcos da instituição para navegar em águas brasileiras.

Além do Rainbow Warrior, atualmente em sua terceira versão, o Greenpeace conta com o Esperanza e o Artic Sunrise. Os outros dois Rainbow Warriors saíram de circulação. O primeiro foi bombardeado e afundado pelo serviço secreto francês e o último, transformado em hospital flutuante para atender a população carente em Bangladesh.

O atual Warrior é o primeiro a ter toda a sua construção, feita na Alemanha e na Polônia, acompanhada pelo Greenpeace. Os demais navios foram comprados já prontos. O projeto, holandês, foi desenhado de forma a garantir eficiência e sustentabilidade à embarcação, que serve como um escritório do órgão para atingir locais específicos de atuação.

Ao todo, a tripulação é formada por 15 funcionários fixos. E, em cada ponto de parada, costuma receber voluntários. No Brasil, há 300 voluntários. A capacidade máxima da embarcação é de 32 pessoas. Entre as atrações que poderão ser encontradas pelo público ao visitar o navio, estão tendas (montadas no cais) com temas diferentes.

A intenção é informar os visitantes sobre o navio, suas campanhas e a atuação do Greenpeace antes do embarque. O público será dividido em grupos de até 40 pessoas.

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Navio do Greenpeace chega este mês ao Porto de Santos

Rainbow Warrior, mais novo navio da frota do Greenpeace (organização não-governamental que defende o meio ambiente), virá ao Porto de Santos no próximo dia 30. A embarcação está no Brasil desde o dia 20 de março para participar de ações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia.

Quando o navio atracar no complexo santista, os moradores da região terão a oportunidade de subir a bordo, conhecer a tripulação e participar das campanhas em defesa do meio ambiente.

O ponto de partida para a expedição do ‘navio-ativista’ foi Manaus (AM), onde mais de 1.300 pessoas visitaram o Rainbow Warrior. “Esperamos que o sucesso alcançado em Manaus se repita nas outras cidades por onde o navio passar”, disse a coordenadora de campanha do Greenpeace, Tatiana de Carvalho.

Em Belém (PA), cerca de duas mil pessoas conheceram o interior do navio, que ficou atracado na Estação das Docas. Neste final de semana, o navio estará no Porto de Recife (PE), atracado entre os armazéns 7 e 8. Antes de Santos, as próximas escalas serão em Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ).

No litoral fluminense, o Rainbow Warrior participará da Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Navio sustentável

Com 58 metros de comprimento (equivalente a duas baleias azuis), o Rainbow Warrior é referência em sustentabilidade náutica.

Cada detalhe foi pensado para ter a menor emissão de carbono possível. Como exemplo, podem ser destacados a reutilização do calor do motor para aquecer as cabines da tripulação e o desenho do casco, feito de maneira aerodinâmica para melhor aproveitar a força dos ventos.

O vento, aliás, é o que move o navio. O motor híbrido (com alimentação a óleo diesel e eletricidade) é acionado apenas sob condições climáticas desfavoráveis ou em operações que exijam velocidade máxima.

Protesto

Durante a expedição, o Rainbow Warrior foi utilizado como base para ativistas no bloqueio ao navioClipper Hope, que foi impedido de entrar no Porto do Itaqui (MA). A equipe do Greenpeace escalou a âncora da embarcação para impedir o carregamento de ferro gusa no complexo maranhense. Segundo a ONG, a produção desse tipo de minério no País é relacionada a trabalho escravo, desmatamento ilegal e invasão de terras indígenas.

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