Projeto Albatroz participa de evento diferente para comemorar Dia das Crianças

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O Projeto Albatroz participa, neste sábado (6), de uma iniciativa diferente para comemorar o Dia das Crianças. Trata-se da Feira de Troca de Brinquedos, uma campanha do Instituto Alana para o incentivo ao consumo solidário no Brasil. O evento será realizado na Escola Tatibitati & Colégio Átrio, em Santos, onde o Projeto Albatroz já desenvolve atividades com os alunos há dois anos.

Durante a Feira, as crianças participantes trocarão brinquedos levados por elas por um “novo”, de outro coleguinha. Segundo o Instituto Alana, a ideia é promover um momento de reflexão sobre o consumo e estimular o senso de comunidade nas crianças. “Trocar brinquedos envolve muito mais do que o brinquedo em si, envolve sentimentos”, explica Mônica Xavier, assessora de Mobilização do Alana. A ação será realizada simultaneamente no dia 6 em diversas cidades do País e o Alana disponibiliza, em seu site, um mapa do Brasil que mostra marcações dos municípios onde o evento será promovido, com o endereço e contato dos respectivos responsáveis.

Neste ano, na Escola Tatibitati & Colégio Átrio, o Programa de Educação Ambiental “Projeto Albatroz na Escola” desenvolve o projeto “Desvendando o lugar onde vivo”, que aborda a importância da conservação dos albatrozes e petréis – e também da biodiversidade marinha – em aulas realizadas em costões rochosos, praia e manguezais, além de outras atividades.

A comemoração ao Dias das Crianças continua no dia 12, sexta-feira, quando o Projeto Albatroz também participará de evento promovido pelo Aquário Municipal de Santos em celebração ao Dia do Mar. Além de homenagear essa data, a organização ainda levará atividades de educação ambiental marinha para as crianças, a exemplo do Jogo da Memória Marinha e o Painel de Envergadura. Esse último incentiva as crianças a compararem seu tamanho com o de um albatroz, ilustrado no Painel em tamanho real (3,5 metros, com as asas abertas).

Sobre o Projeto

Criado em 1991 em Santos (SP), o Projeto Albatroz é uma organização da sociedade civil que tem como objetivo proteger albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção e, assim, colaborar com a manutenção da biodiversidade marinha. Para tanto, desenvolve ações de educação ambiental junto aos pescadores e ao público em geral, além de realizar pesquisas para subsidiar políticas públicas de conservação. Mantém quatro bases no Brasil: em Santos (SP), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Itajaí (SC).

O Projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, e tem o apoio da Royal Society for Protection of Birds (RSPB), da Birdlife International, do programa Albatross Task Force (ATF), da Save Brasil e do Ministério da Pesca e Aquicultura, além da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio do seu Instituto Estadual de Meio Ambiente.

Espécies ameaçadas. Das 22 espécies de albatrozes que constam da Lista Vermelha da União para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), 17 estão ameaçadas de extinção em algum nível. No Brasil, das espécies de albatrozes que interagem com a pesca de espinhel pelágico, quatro estão na lista nacional de espécies ameaçadas e são consideradas como parte da fauna brasileira.

Duas espécies de petréis (ou pardelas) também fazem parte da fauna brasileira e da lista nacional e internacional de espécies ameaçadas. Os petréis integram a ordem Procellariiformes, a mesma dos albatrozes, e sua conservação também faz parte do trabalho do Projeto Albatroz.
Albatrozes e petréis vivem em alto-mar durante todo ano, indo para ilhas distantes apenas para se reproduzirem, e destacam-se pelo alto grau de especialização a esse estilo de vida.

Boqnews

As cores do Valongo

Azul, vermelho, verde e mostarda.Uma verdadeira paleta de cores que tem atraído olhares na rua Alexandre Gusmão na entrada da cidade. O que era cinza encardido ganhou vida. A construção do Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo tem como plano construir 329 salas comerciais, 228 apartamentos e revitalizar fachadas de imóveis ao redor. A obra que está sendo erguida pela Odebrecht na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni – próximo a futura sede da Petrobrás -, tem animado moradores.

A partir do primeiro fim de semana de setembro, será aberta a visitação ao empreendimento.

 

A Tribuna

Porto Valongo terá licitações em 2013

O estudo final de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental do programa de revitalização Porto Valongo Santos estará concluído até outubro. A garantia é do secretário municipal de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves.

Realizado pela empresa Ove Arup & Partners, o plano de ocupação e de sustentabilidade tem como objetivo a construção de um complexo turístico, empresarial, cultural e náutico na região dos abandonados armazéns 1 ao 8.

Para viabilizar o que está planejado nessa área, de 141,9 mil metros quadrados, estão previstos investimentos de R$ 554 milhões.

O representante do Executivo participou, ontem à tarde, de uma reunião do Conselho de Câmaras Setoriais da Associação Comercial de Santos, cujo tema foi o andamento de projetos para a revitalização do Centro Histórico.

O impacto dos investimentos de empresas privadas, da Petrobrás e do projeto Porto Valongo Santos transformará uma região bastante degradada do Município em um novo ponto turístico e cultural.

“Estamos trabalhando para que esse processo seja irreversível e garanta a continuidade de um projeto que trará muitos frutos para toda a região. Os grandes portos do mundo têm um complexo como esse. Santos não pode ficar de fora”, diz Neves.

Copa do Mundo

As primeiras licitações para viabilizar o complexo estão previstas para serem lançadas no início do próximo ano e deverão ser feitas de duas formas.

A União será a responsável pela concorrência para a construção do novo terminal de passageiros e de três novos berços de atracação de navios. O restante deverá ficar sob a responsabilidade da Administração Municipal.

O secretário afirma que a Prefeitura ainda está aguardando uma resposta do Governo Federal para a inclusão do projeto Porto Valongo Santos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa do Mundo de 2014.

Se isso ocorrer, os processos de licitação e de licenciamento para a realização das obras do novo complexo serão mais ágeis.

Petrobrás

Outro importante projeto que é desenvolvido no Valongo é de responsabilidade da Petrobrás. A estatal construirá três torres (cada uma com 17 pavimentos) para a instalação da sede definitiva da Unidade de Negócios da Bacia de Santos (UN-BS), assim como o centro de integração de operações.

O gerente geral da UN-BS, José Luiz Marcusso, afirma que as obras estão em andamento e o primeiro edifício deverá ser entregue no dia 15 de março de 2014. O prazo inicial estabelecido era o final do próximo ano. No entanto, houve uma alteração no projeto, devido à uma rocha.

O prédio deverá abrigar cerca de 2.300 trabalhadores. O segundo está previsto para ser entregue em 2016 e o terceiro, dois anos mais tarde.

 

A Tribuna

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Baixada ganha uma nova Santos até 2020

A maior expansão econômica da Baixada Santista em 50 anos vai atrair 400 mil pessoas para a região até 2020. Isso equivale ao surgimento de uma nova cidade de Santos num prazo de oito anos.

Com 1,6 milhão de habitantes, a região metropolitana da Baixada, que congrega nove municípios e onde está situada parte da maior porção contínua de mata atlântica preservada do país, vive uma febre de investimentos.

As estimativas do poder público apontam a cifra de R$ 22 bilhões, já radiografados. Grande parte desse dinheiro será aplicada no porto de Santos, o maior complexo portuário do país.

Nessa conta, entretanto, também estão os primeiros empreendimentos da Petrobras na região. Santos será o quartel-general do pré-sal e a chegada forte da estatal desencadeou uma corrida imobiliária sem precedentes.

Corrida que fez triplicar o valor dos terrenos e duplicar o valor do metro quadrado construído em áreas nobres.

Em Santos, 77 edifícios foram construídos entre 2005 e 2011 e outros 134 projetos estão em obras; a prefeitura avalia se libera outros 77.

No porto, local em que o plano é mais do que duplicar a capacidade para trânsito de carga até 2024, dois grandes terminais de contêineres estão em construção. São projetos que devem manter Santos como a principal porta de entrada e saída num raio de cerca de 1.000 quilômetros.

DESAFIO

Espremida entre o mar e o paredão da serra, a Baixada Santista tem imensos desafios. Os novos investimentos vão encontrar uma região com problemas ambientais e sociais. Hospitais, escolas e força policial hoje não são suficientes para atender a demanda prevista; já há deficit de moradias, e o transporte público regional é precário.

A prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), diz que há plano de regularização fundiária e assentamento das famílias.

Folha de São Paulo

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Santos volta aos dias de glória

Sim, Santos voltou a seus dias de glória. Mas não estamos falando do Santos de Neymar, Arouca e Ganso, que acaba de se sagrar tricampeão do Campeonato Paulista. Um século depois de seus tempos áureos, quando seu porto faturava alto com a exportação do café, a cidade tem um novo ouro negro: o petróleo do pré-sal, que já atrai recursos para o município, movimenta o mercado imobiliário e, por consequência, o turismo, a noite e a diversão. Dados do Ibope mostram que Santos se tornou, no ano passado, a cidade com o maior índice de verticalização do país, 63% – a taxa era de 54% apenas dois anos antes. Estima-se que o valor do metro quadrado tenha subido aproximadamente 90% nos últimos cinco anos. A Petrobras está construindo três torres de escritórios em uma área de 25 mil metros quadrados na região do Valongo, na entrada da cidade. A primeira delas deverá ser ocupada por 2 200 funcionários. A obra é a espinha dorsal do complexo turístico, náutico e empresarial do bairro, onde também está sendo erguido o Museu Pelé e que já conta com a antiga estação ferroviária e com o Santuário Santo Antônio.

Santos está se preparando para receber mais gente. Prova disso são os hotéis inaugurados no fim do ano passado: no Boqueirão, a dupla Ibis e Mercure, da rede Accor; no Gonzaga, o Atlântico Golden, versão sofisticada do grupo do Hotel Atlântico – vizinho a este, o Golden era um prédio residencial que foi reformado. Em 2014, há mais dois lançamentos previstos. Na mesma marola, projetos de urbanismo que estavam engavetados vão saindo do papel. Caso da Avenida Perimetral, que foi concluída em 2011 e circunda os enormes terminais portuários.

O Centro Histórico também passa por uma revitalização. O pedaço, que está recebendo nova iluminação, tem como destaque a boêmia Rua XV de Novembro. Ali a novidade é a troca do calçamento, que estava esburacado e desnivelado. Ao fim do trabalho, talvez ainda em junho, ficará com o jeito das calçadas da Avenida Paulista, em São Paulo.

Na região, a famosa Bolsa do Café, edifício construído em 1922 para os pregões cafeeiros, passou a abrir seu museu também à noite, quando é possível ver com maior dramaticidade os murais do pintor Benedito Calixto. Outro upgrade é no número de bondes que percorrem as ruas da região, de três para cinco. O trajeto é apreciado por 10 mil passageiros ao mês. Quem gosta de bonde também deve curtir o funicular, que vai do Centro ao mirante do Monte Serrat, evitando a canseira dos 415 degraus.

É na noite e na gastronomia que os ventos das mudanças sopram com maior vigor. Bares clássicos, como o alemão Heinz, no Boqueirão, seguem lotados, mas dois novatos entraram na briga. O Bodegaia, na XV, tem porções servidas na telha (o escondidinho de carne-seca sai a R$ 52); e o Australiano, no Embaré, um inusitado pub à beira-mar, tem brejas de todos os cantos (o pint de Guinness custa R$ 17).

Quando se fala em comida, os tradicionais pratos de pescados da orla vão perdendo espaço para combinações mais sofisticadas. Novidade na paisagem, o Guaiaó, no Boqueirão, serve, por exemplo, polvo braseado com tarê (tipo de molho agridoce de caju, R$ 53). Ali perto, a Enoteca Decanter vai além do papel de empório: faz bacalhau à lagareira. Para um jantar romântico, prefira o italiano Da Sorata, no Gonzaga, especializado no ravióli com queijo mascarpone, cogumelos e lagostim (R$ 48).

Em uma cidade repleta de universitários e com o maior porcentual de mulheres do Brasil (54,25%, segundo o IBGE), a noite não deixaria de ser sacudida. O Moby Club, no Gonzaga, assim como a Bikkini Barista, na XV, seguem firmes, mas boas casas surgiram no Centro há menos de um ano: o Antonina Bar, que aposta em samba, pop rock e sertanejo, e a eclética Naypp, com teto retrátil. Na Praia do José Menino, a velha Santos vai bem, obrigado. Explore o Parque do Emissário Submarino, que reúne ciclovia, playground, pistas de skate e corrida e o museu do surfe. Lá você pode aprender as manhas das ondas na escola de Picuruta Salazar, surfista que acumula 160 troféus desde 1972. Ainda no José Menino, a grande notícia deste mês é a reinauguração do orquidário, ampliado em 10% de sua área. “Foi criada a trilha do mel, que passa por seis colmeias de abelhas que não picam, e há agora mais 3 mil orquídeas”, conta marcelo Fachada, secretário de Turismo de Santos.

Ao longo dos 7 quilômetros de orla, não se veem águas no tom verde-Maragogi, mas o jardim que contorna a praia é considerado pelo Guinness Book o maior de orla do mundo. Com 2 mil árvores e 100 espécies de flores, ele encampa o aquário, na Ponta da Praia, que está sendo reformado, além de 7 dos 30 quilômetros de ciclovias de Santos, que é bem plana, mas só tem duas locadoras de bicicletas: Beach Bike e Bike Brall, ambas no Embaré. Não íamos falar de futebol, mas, que diabos, o Santos celebra neste ano seu centenário e, com isso, modernizou seu memorial, na Vila Belmiro (que não tem a ver com o do Pelé, no Valongo). Entre as novidades, Neymar, o maior artilheiro do time desde os tempos de Pelé, ganhou espaço próprio.

Vem por aí:

• O Museu Pelé, que deve ser inaugurado em dezembro, terá grande acervo de fotos, filmes, troféus, documentos e objetos pessoais, além de uma escultura do Rei feita por Oscar Niemeyer.

• O trem turístico que promovia um passeio pela Serra do Mar entre Santos e São Paulo também promete ser, finalmente, reativado. Mas a previsão é que isso ocorra somente em 2014.

• Em 2016 haverá um túnel para ligar, por baixo d’água, o bairro do Macuco a Vicente de Carvalho, no Guarujá.

 

Santos (DDD 13)

FICAR

Boas-novas são o confortável Atlântico Golden (Rua Jorge Tibiriçá, 40, Gonzaga, atlanticogolden.com.br; diárias desde R$ 281; Cc: A, D, M, V) e, no Boqueirão, a dupla Ibis (Avenida Vicente de Carvalho, 50, 2127-1660; diárias desde R$ 179; Cc: A, D, M, V) Mercure (Avenida Washington Luís, 565,mercure.com; diárias desde R$ 240; Cc: A, D, M, V).

COMER

No Boqueirão, próximo aos hotéis Accor, um trio faz a diferença: famoso pelo chope, o Heinz (Rua Lincoln Feliciano, 118, 3286-1875; Cc: A, D, M, V) tem comida alemã; a Enoteca Decanter (Rua Mato Grosso, 290, 2104-7555; Cc: A, D, M, V) faz o papel de restaurante, empório e bar; e o Guaiaó (Rua Dom Lara, 65,guaiao.com.br; Cc: A, D, M, V) conta com um requintado cardápio do mar. No Centro, o Bodegaia (Rua XV de Novembro, 26, 3219-2024; Cc: A, D, M, V) serve porções na telha. Para um programa a dois, invista no italiano Da Sorata (Rua Luís de Faria, 116, Gonzaga, 3288-3309; Cc: A, D, M, V). Já o Australiano(Avenida Bartolomeu de Gusmão, 23, Embaré, 3345-6318; Cc: A, D, M, V) é um pub com cervejas do mundo todo.

PASSEAR

Não perca o estilo colonial barroco do Santuário Santo Antônio (Largo Marquês de Monte Alegre, 13, Valongo). No Centro, visite o lendário prédio da Bolsa do Café (Rua XV de Novembro, 95, 3219-5585; 3ª/sáb 9h/16h15, dom 10h/16h15; R$ 5), que abriga o museu, e passeie de bonde (Praça Mauá; 3ª/dom 11h/17h; R$ 5) ou de bondinho funicular (Praça Correia de Melo, 33, 3221-5665; R$ 21). De lá, vá àPraia do José Menino, onde estão o Parque do Emissário Submarino (Avenida Presidente Wilson) e oMuseu do Surfe. O complexo é vizinho ao novo Orquidário (Praça Washington, 3237-6970; 3ª/dom 8h/18h; preço não divulgado antes da reabertura, agora em junho). No Embaré estão as duas locadoras de bikes de Santos, que não são da prefeitura: a Bike Brall (Rua Oswaldo Cochrane, 30, 3271-4152) e aBeach Bike (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 51, 3272-1608). Na mesma via, só que na Ponta da Praia, está o Aquário (3236-9996; 3ª/6ª 9h/18h, sáb/dom 9h/20h; R$ 5). A atração, que tem até tanque exclusivo para tubarões-lixa, costuma lotar quando chove. Curte futebol? Faça uma visita monitorada ao Memorial de Conquistas do Santos e pise no gramado da Vila Belmiro (Rua Princesa Isabel, 77, 3225-7989; 3ª/dom 9h/18h; R$ 10).

AGITAR

O Centro está mais agitado com a Naypp (Rua São Francisco, 19, 3221-4590; Cc: V) e o Antonina Bar(Rua XV de Novembro, 49, 3219-4585; Cc: D, M, V), sem falar na Bikkini Barista (Rua XV de Novembro, 94/96, 3219-3116; Cc: A, D, M, V). O Moby Club (Avenida Vicente de Carvalho, 30, Gonzaga,moby.com.br; Cc: D, M, V) tem tecno, pop, rock e reggae.

 

Revista Viagem e Turismo


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Prefeitura e construtora apresentam complexo comercial e hoteleiro no Valongo

Santos vai ganhar novo cartão-postal: o Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo, a ser construído pela Odebrecht em terreno de 3.892 m², localizado na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, próximo à futura sede da Petrobras, nesse bairro do Centro Histórico. Primeiro empreendimento em hotelaria na área abrangida pelo programa de revitalização Alegra Centro, o projeto foi apresentado na tarde desta segunda-feira (14) no salão nobre da prefeitura.

Com 2.160m² de área construída, ele contempla duas torres (denominadas ‘asas’ em função de sua arquitetura) com 21 pavimentos, que abrigarão 329 salas comerciais de 42 a 115 m² e um hotel Ibis, da rede francesa Accor, dotado de 240 apartamentos. O complexo terá 479 vagas para veículos e lojas.

Para o prefeito João Paulo Tavares Papa, o projeto chega em momento estratégico, dando novo impulso ao ‘Alegra Centro’. O programa é considerado por órgãos de proteção do patrimônio com um dos mais bem-sucedidos do país na área de revitalização histórica. O prefeito lembrou o processo de instalação da Petrobras no Valongo, destacando que o sucesso do ‘Alegra Centro’ está nas ações do poder publico e na atração de investimentos da iniciativa privada.


Novo perfil
O secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, afirmou que o projeto da Odebrecht é “o primeiro grande complexo da região central que mudará o perfil do Valongo”.

Acrescentou que o projeto Porto Valongo Santos , de revitalização da área dos armazéns 1 a 8, a mais antiga do porto, representa R$ 513 milhões em investimentos do setor privado na construção de um complexo de lazer, náutico, centro de negócios, bares, restaurantes, galerias de arte e Instituto Oceanográfico da USP, entre outros. Esse investimento não inclui a construção de um terminal de cruzeiros marítimos para três navios das maiores dimensões que hoje estão sendo construídos no mundo.

O secretário de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves, também presidente do CAP (Conselho de Autoridade Portuária), destacou que o projeto da construtora chega no momento em que o Alegra Centro marca importantes resultados. “O número de imóveis vazios foi reduzido em 60% , registramos 490 restaurações e um incremento de 65,5% nos negócios na região central da cidade.”

Importância
Marcelo Arduim, diretor da regional da Odebrecht em Santos, afirmou que a empresa vinha estudando a proposta há um ano. “Queríamos um projeto emblemático”, A obra criará até 350 postos diretos de trabalho e, para cada um deles, de três a quatro indiretos. “Só de ISS (Imposto Sobre Serviços), o município arrecadará R$ 1 milhão”.

O arquiteto do projeto, José Luiz Lemos, detalhou a proposta e disse que as duas ‘asas’ oferecerão vistas para o mar, montanha e cidade. Viviene Boverio, gerente de Desenvolvimento Brasil da Accor, afirmou que o “Ibis e Mercure, também da empresa, vêm registrando, em Santos, uma ocupação acima da média no Brasil, com 80 a 82%, chegando a alcançar 100%. Isso mostra como a cidade se insere hoje no contexto nacional”.

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Santos Offshore tem a maior edição dos últimos anos

O evento cresce 25% em área de exposição e se consolida como catalisador de encontros e negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade.

A 5ª edição da Santos Offshore Oil & Gas Expo reuniu empresários, autoridades e visitantes em uma área de 12 mil m², um crescimento de 25% no espaço total da feira. O evento contou com 380 expositores que apresentaram para o mercado as últimas novidades em bens e serviços voltados para o setor offshore.

Este ano, a Santos Offshore passou por uma importante transição que fortaleceu sua marca, entrando para o portfólio da Reed Exhibitions, maior organizadora de feiras business-to-business do mundo. Com isso, a Santos Offshore ganha destaque no cenário internacional da cadeia produtiva de petróleo e gás e projeta resultados para as relações comerciais, contribuindo também para o desenvolvimento socioeconômico, com a inserção de empresas do Estado de São Paulo e o aumento da capacitação profissional, estimulando a competitividade e o dinamismo na indústria petrolífera.

O crescimento no número de encontros de negócios é uma prova do grande potencial da feira. Em 2011, a Santos Offshore teve a Rodada de Negócios do Sebrae-SP, do Ciesp e a Sessão de Negócios do Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental – ITAESA. A Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae-SP, em parceria com a Petrobras e o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural-Prominp, realizou 260 reuniões entre 90 micro e pequenas empresas e âncoras, com a estimativa de que sejam movimentados R$ 38.560 milhões em novos negócios nos próximos meses.

A Rodada de Negócios de Petróleo e Gás do CIESP reuniu 200 empresas, com 25 âncoras, que realizaram 1200 atendimentos, com valor estimado em R$ 2,5 milhões. Nos dois últimos dias de evento, a Sessão de Negócios efetuou 350 encontros entre 215 empresas fornecedoras e compradoras, alcançando mais de R$ 40 milhões em negócios.

Todos estes fatores contribuem para a expansão da Santos Offshore. “A 5ª edição da Santos Offshore foi um sucesso, superando as expectativas”, finaliza o diretor da AGS3 Promoções e Eventos e presidente da Santos Offshore, Valmir Semeghini.

Perfil-A Santos Offshore Oil & Gas Expo, maior evento do setor no Estado de São Paulo, acontece pelo quinto ano consecutivo, no Mendes Convention Center, em Santos/SP, com o objetivo de estimular o mercado extremamente promissor na região, marcando o encontro anual de empresas e profissionais do setor. Após a descoberta da Bacia de Santos, a maior reserva pré-sal do país, a Baixada Santista passou a ser o centro de negócios da cadeia produtiva de Petróleo e Gás no Estado.[www.santosoffshore.com.br].

A Reed Exhibitions realiza 55 eventos em uma base bianual no Brasil, tornando-a a maior organizadora de feiras business-to-business no Brasil e na América do Sul. Operando principalmente em São Paulo, mas com eventos no interior e na região de rápido crescimento, o Nordeste, a Reed serve a diversas indústrias, que vão desde automóveis e transportes a plásticos e máquinas; de construção civil a segurança física; e da produção de etanol e petróleo & gás offshore a turismo, publicações e infraestrutura.

Globalmente, a Reed Exhibitions é a líder mundial na organização de eventos, com mais de 460 eventos em 36 países. Em 2010, a Reed reuniu mais de sete milhões de participantes ativos de todo o mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Atualmente, eventos da Reed são realizados por todas as Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia, e organizados por 34 escritórios próprios.

Fonte: Revista Fator

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Santos Offshore 2011 – Grande Oportunidade de Negócios


A Santos Offshore Oil & Gas Expo está em sua 5ª edição que irá ser realizada no Mendes Convention Center, em Santos, São Paulo.  O Estado de São Paulo, maior fornecedor de serviços e produtos para o mercado de petróleo e gás, realiza o evento com sucesso de público e expositores focado em reunir empresas e profissionais do setor e discutir os caminhos do mercado onshore e offshore no país.

A Bacia de Santos, maior descoberta da Petrobras, atrai para a região interessados em conhecer e fornecer para a extensa cadeia produtiva de petróleo e gás. As edições anteriores do evento, realizado pela AGS3 Promoções e Eventos, somaram mais de 60 mil visitantes e milhões em negócios entre compradores e fornecedores.

Os segmentos de Petróleo, Gás, Petroquímica, Química, Construção Naval, Siderurgia, Metal-Mecânica, Portos e Meio-ambiente participam ativamente do evento através da feira de exposição, da Rodada de Negócios, do Canal Fornecedor, do Seminário Internacional e das Sessões de Negócios.

Participe do principal evento do Estado de São Paulo e 3º maior do país da  indústria de petróleo e gás.

Seminários – Programação

Durante a Santos Offshore será realizado o Seminário:   O Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás no Brasil com a exploração do Pré Sal, com grade de conteúdo voltado para exposição de temas, debate e análises de cenários da cadeia produtiva de petróleo e gás. A inclusão deste evento de conteúdo na programação da Santos Offshore atrai estudiosos e profissionais atuantes para conferir as apresentações, que também contam com palestrantes internacionais.

Diversos temas completam a grade, como relacionados à Bacia de Santos e informações sobre o pré-sal com foco em meio ambiente, infraestrutura, tecnologia, exploração e produção de petróleo e gás. Além de assuntos relacionados à área de capacitação, qualificação de profissionais e novidades em tecnologia de produtos e serviços.

O programa da Santos Offshore 2010 contou com 37 agendas com palestras, mini cursos e apresentações técnicas por onde passaram mais de 1.500 pessoas interessadas nas abordagens da programação

Espaço de Negócios do Petróleo e Gás

Durante a Santos Offshore 2011, além da exposição de produtos e serviços, o empresário terá um espaço para fazer negócios com a Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás, conforme programação abaixo:

18 de Outubro – Rodada De Negócios CIESP

A Rodada de Negócios do CIESP é uma eficiente forma de oferecer oportunidades de geração de negócios, através do relacionamento e do estabelecimento de contatos para comprar e vender bens, produtos e serviços, num único espaço no período de 4 horas.

Por meio de reuniões pré-agendadas e de reuniões de encaixes, estabelece-se o contato necessário para troca de cartões, catálogos e informações entre as empresas. Os participantes realizam aproximadamente 30 reuniões com as empresas âncoras e entre si, durante o evento.

É um dos principais serviços do CIESP que em 2010, realizou 11 Rodadas de Negócios atendendo diferentes setores da economia, com 261 empresas âncoras e 1610 participantes, que resultou em 17.663 reuniões com um volume esperado de negócios de aproximadamente R$ 36.000,000,00. No primeiro semestre 2011, já ocorreram 7 Rodadas de Negócios, onde foram mobilizadas 135 empresas âncoras 899 empresas participantes, que proporcionaram quase 10 mil reuniões, com volume esperado de negócios perto de R$ 18.000.000,00.

Telefone de contato: São Paulo: (11) 3549-3288 – Santos: (13) 3219-9484.

19 de Outubro – Rodada De Negócios SEBRAE

A Rodada de Negócios, promovida pelo Sebrae SP, acontece desde a primeira edição da Santos Offshore – Oil & Gas Expo, em 2007. São reuniões agendadas entre empresas compradoras, que já atuam na atividade, e buscam produtos e serviços oferecidos por outras, da cadeia de petróleo e gás. As empresas fornecedoras passarão por um cadastro junto aos realizadores e terão suas agendas informadas para os encontros, que acontecerão durante o evento Santos Offshore.

Durante os anos de realização da Rodada de Negócios na Santos Offshore, os resultados superaram as expectativas, sendo que somente na edição passada do evento contou com a presença de 93 Micro e Pequenas Empresas (destas 57 são da Baixada Santista, totalizando 61%) em 275 reuniões com 18 grandes empresas da cadeia de petróleo e gás. O resultado divulgado é de uma perspectiva de negócios, no montante de R$ 24.390.000 para os próximos anos.

As Inscrições devem ser feitas com Idalice no email idalice@sbancodeprojetos.com.br ou

fax (11) 3253 2153 – telefone (11) 3512 9689 ramal 225.

20 e 21 de Outubro – Sessão De Negócios ITAESA

O que é uma Sessão de Negócios ITAESA?

As Sessões de Negócios ITAESA acontecem em dois formatos:

Sessões com Âncoras:

São reuniões pré agendadas entre empresas compradoras (âncoras) que buscam produtos e serviços oferecidos pelas empresas vendedoras. Para participar nessa modalidade, a empresa vendedora deverá preencher um cadastro informando detalhadamente os produtos e serviços que oferece. Após avaliação do cadastro, serão informadas da agenda de reunião com as âncoras.

Sessão Plena:

O evento é organizado em formato de reuniões comerciais, onde empresários de diferentes segmentos apresentam seus produtos e/ou serviços num espaço de tempo pré definido. Tem como principal finalidade criar uma rede de relacionamentos entre empresas participantes e fazer com que novos negócios surjam a partir deste Networking.

Como apresentar sua empresa?

Leve todo o material necessário à apresentação de seus produtos e/ou serviços. Dê preferência em fornecer catálogos e apresentações impressas. Faça um planejamento de sua apresentação antecipadamente e lembre-se de levar cartões de visita.

Santos Offshore

O evento do Pré-sal
Marque em sua agenda: 18 a 21 de Outubro
Mendes Convention Center, Santos – SP
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Fonte: Santos Offshore Oil & Gas Expo 2011

Foto: Visual Imagem

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Santos cresce com nova sede da Petrobras e expansão de seu porto

Investimentos, que devem superar 5 bilhões de reais até 2014, já se refletem em valorização imobiliária, edifícios históricos revitalizados e muito mais

Giovana Romani

Prédios em construção na Ponta da Praia: o valor do metro quadrado subiu 50% em três anosPrédios em construção na Ponta da Praia: o valor do metro quadrado subiu 50% em três anosMario Rodrigues

O mar está para peixe na cidade de Santos. E não apenas por causa da excelente fase dos meninos da Vila Belmiro, campeões paulistas de 2010. Orgulhosos de Neymar, Robinho e Ganso, os santistas vivem um período de efervescência que vai muito além das quatro linhas dos campos de futebol. Chega aos domínios do porto, o maior da América Latina, em obras de expansão para absorver o volume de movimentações de carga, que deve triplicar até 2024. Atinge um ponto ainda mais distante e profundo: os campos de exploração da camada pré-sal, a exemplo de Tupi, a 300 quilômetros da costa. Impulsionada pela antiga vocação portuária e pela recente atividade petrolífera, com investimento total que ultrapassa a casa dos 5 bilhões de reais, a cidade litorânea vem revertendo o quadro de estagnação econômica no qual esteve imersa por quase três décadas. “É um momento histórico”, acredita o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB), em segundo mandato. “Voltamos a ter boas perspectivas.”

Mario Rodrigues

Expansão do porto: o terminal de contêineres Santos Brasil acaba de ser ampliado

Expansão do porto: o terminal de contêineres Santos Brasil acaba de ser ampliado

Melhoras infraestruturais, revitalização de prédios históricos e dezenas de novos empreendimentos imobiliários transformaram Santos em um canteiro de obras. Bom para seus 430 000 habitantes e para os paulistanos que podem desfrutar o vizinho hospitaleiro, a 80 quilômetros de distância, repleto de bares, restaurantes e passeios turísticos à beira-mar. Ainda mais após a inauguração do trecho sul do Rodoanel, que facilitou o acesso às rodovias Imigrantes e Anchieta. Entre dezembro e fevereiro deste ano, segundo dados da Ecovias, o balneário recebeu 5 milhões de visitantes, a maioria procedente de São Paulo. Há ainda quem chegue por mar. Nesta temporada, passaram pelo terminal de passageiros do Porto de Santos 970 000 pessoas, 27% a mais do que no mesmo período do ano anterior. “Essencialmente comercial, o porto precisou se adaptar aos cruzeiros”, afirma José Roberto Serra, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). “Agora, é imprescindível viabilizar uma estrutura oficial.” A ideia, em fase de projeto, é criar um cais exclusivo para esse tipo de embarcação e atender ao provável aumento de público causado pela Copa de 2014, no Brasil.

Mario Rodrigues

Expansão do porto: a Avenida Perimetral está em obras para facilitar o acesso de caminhões

Expansão do porto: a Avenida Perimetral está em obras para facilitar o acesso de caminhões

Outros quatro terminais privados estão sendo construídos e um está em ampliação. Duas dragas importadas da China já trabalham no aprofundamento de todo o canal de navegação para 15 metros (atualmente, são 12,40 metros). Assim, o porto ficará apto a receber navios de grande porte e se tornará mais competitivo no cenário internacional. Mudanças maiores estão por vir. Feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento em parceria com a Secretaria Especial de Portos, o estudo de expansão previu a demanda dos próximos quinze anos em três cenários — otimista, pessimista e neutro. “Com a estrutura atual, não atenderemos ao desenvolvimento futuro nem nas condições menos favoráveis, sob pena de prejudicar a economia do país”, avalia José Roberto Serra. Áreas portuárias subutilizadas receberão novos terminais de contêineres e de granéis sólidos e líquidos. Eclético, o Porto de Santos tem como característica exportar e importar de automóvel a soja, passando por suco de laranja. No ano passado, o porto escoou 26,7% de toda a produção brasileira — movimentou 83,1 milhões de toneladas de carga (2,6% a mais que em 2008).

Anderson Bianchi

Plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino: parque com projeto de Ruy Ohtake inaugurado há um ano

Plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino: parque com projeto de Ruy Ohtake inaugurado há um ano

Paralelamente às obras internas, há a necessidade de melhorar o acesso ao porto. Outra pesquisa, conduzida por Codesp e USP, identificou os maiores gargalos atuais e os que se apresentarão em breve. Com um trecho liberado para o tráfego, a Avenida Perimetral foi criada para facilitar a chegada dos caminhões aos terminais. Mas a prioridade é transferir a matriz de transporte, essencialmente rodoviária, para a ferrovia. Apesar de importante, o porto já não brilha sozinho em território santista. Há quatro anos, desde a abertura da Unidade de Negócios da Bacia de Santos pela Petrobras, ele passou a dividir espaço com a produção de petróleo e gás. A empresa desembarcou por lá timidamente, com apenas um prédio alugado, ainda antes do burburinho causado pelo anúncio das descobertas do pré-sal. Agora obtém novo status: em 2009, foi anunciada a construção da sede das operações da companhia na área.

José Luis da Conceição/AE

Ilustração da futura ponte entre Santos e Guarujá: 4,6 quilômetros de extensão

Ilustração da futura ponte entre Santos e Guarujá: 4,6 quilômetros de extensão

Por 15 milhões de reais, a Petrobras comprou o terreno de 25 000 metros quadrados onde instalará seu complexo de três torres, no bairro do Valongo. A primeira delas deve ficar pronta em dois anos. Juntos, os edifícios comportarão 6 000 funcionários — atualmente, existem 900 empregados atuando na cidade. No comando das operações está o santista José Luiz Marcusso, funcionário da petrolífera há 27 anos. Ele, que já morou no Rio de Janeiro e na Bahia, retornou à sua terra natal para assumir a gerência geral da unidade. O desembarque da Petrobras no Valongo ajudará a promover a revitalização de um trecho degradado da região central. Nos próximos anos, armazéns caindo aos pedaços devem ser substituídos por empresas do setor de tecnologia. Também nas redondezas, o futuro Museu Pelé ocupará o esqueleto abandonado do imóvel onde já funcionou a prefeitura. A revitalização do prédio é uma das âncoras do programa Alegra Centro, criado sete anos atrás pela prefeitura. De lá para cá, 297 restaurações e reformas foram realizadas em casarões históricos. Em um passeio pela Praça Visconde de Mauá nota-se a convivência harmoniosa de passado e presente: o zum-zum-zum de trabalhadores e os modernos restaurantes contrastam com o bonde escocês de 1910 e com a bonita arquitetura da Bolsa de Café. Cenários diferentes também aparecem na orla. A plataforma do emissário submarino, na Praia do José Menino, ganhou em janeiro de 2009 um parque de 43 000 metros quadrados projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake. Belos pontos como esse dividem a atenção dos olhares com os prédios em construção por toda parte. Betoneiras e pedreiros anunciam a chegada de novos empreendimentos em diversos bairros. A Ponta da Praia, próxima à balsa que leva ao Guarujá, é onde há o maior volume de obras em andamento. Ali, o preço do metro quadrado fica em torno de 4 000 reais. “Daqui a seis meses, o bairro terá outra cara”, acredita Paulo Pinheiro, diretor responsável pelos negócios da imobiliária Lopes na Baixada.

Antes fora da lista de prioridades de grandes construtoras e incorporadoras não locais, Santos passou a contar com investimentos de empresas como Helbor, Gafisa, Agre e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. “Abrimos um escritório na região em abril”, conta Rubens Júnior, diretor da Rossi. “A cidade atende a todos os quesitos de desejo de moradia: qualidade de vida, economia dinâmica, clima agradável…” Tarefa difícil agora é encontrar terrenos disponíveis. Por isso mesmo, o empresário português Armênio Mendes, do Grupo Mendes, espécie de magnata da região, não se vê ameaçado pela concorrência externa. Dono de construtoras, shoppings e hotéis, ele garante ter nas mãos os melhores terrenos. “São quarenta anos de atuação nesse mercado”, diz. Pertence ao grupo o Prime Plaza Residence, condomínio de luxo em construção na orla do Gonzaga. Com preços a partir de 2 milhões de reais, apenas 40% das 54 unidades ainda estão disponíveis. Por 12 milhões de reais, a cobertura com vista para o mar foi vendida há três meses. “A região pedia um investimento desse porte”, afirma a corretora Desireé Dias.

Francisco Arrais/Tadeu Nascimento

Criado há sete anos, o programa Alegra Centro promoveu a revitalização de 297 imóveis históricos por meio de isenções fiscais e recursos da prefeitura, do estado e do governo federal. O Teatro Guarany (em 2002 na foto da esquerda e em 2008 na da direita) foi inaugurado em 1882 e acabou parcialmente destruído por um incêndio um século depois. Abandonado desde então, voltou a funcionar de cara nova em dezembro de 2008

Criado há sete anos, o programa Alegra Centro promoveu a revitalização de 297 imóveis históricos por meio de isenções fiscais e recursos da prefeitura, do estado e do governo federal. O Teatro Guarany (em 2002 na foto da esquerda e em 2008 na da direita) foi inaugurado em 1882 e acabou parcialmente destruído por um incêndio um século depois. Abandonado desde então, voltou a funcionar de cara nova em dezembro de 2008

Vila Rica e Gonzaga são os bairros mais valorizados de Santos. Em ambos, o preço do metro quadrado subiu até 50% nos últimos três anos — por volta de 5 000 reais, equivalente a Brooklin, Pinheiros e Perdizes na capital. Reivindicações antigas da população começam a sair do papel. Anunciada em março pelo então governador José Serra, a ponte entre Santos e Guarujá custará 700 milhões de reais e desafogará o fluxo da balsa, por onde circulam 24 000 veículos diariamente. “Com tantas mudanças em andamento, nosso grande desafio é ter agilidade, inteligência e eficiência na qualificação de mão de obra”, avalia o prefeito Papa. “É importante que nossos jovens aproveitem as oportunidades.” Se as britadeiras continuarem a todo o vapor, quando os meninos da Vila crescerem poderão desfrutar uma cidade completamente diferente.

CIFRAS DA BOA ONDA

– 160 milhões de reais é quanto vai custar o novo cais para navios de cruzeiro do Porto de Santos, planejado para atender os turistas da Copa de 2014

– 529 milhões de reais serão investidos na Avenida Perimetral, que facilita o acesso ao porto nas duas margens

– 346 milhões de reais é quanto o processo de dragagem para aprofundamento do canal de navegação consumirá

– 2,9 bilhões de reais estão sendo aplicados na construção de mais quatro terminais de carga no porto

– 15 milhões de reais é quanto custará a implantação do sistema de radares para o controle da navegação na região portuária

– 15 milhões de reais também foi o preço pago pela Petrobras no terreno de 25 000 metros quadrados onde construirá sua central de operações

– 450 milhões de reais é a verba destinada ao programa Santos Novos Tempos, voltado para a população de baixa renda

– 20 milhões de reais serão destinados às obras do Museu Pelé

– 700 milhões de reais é quanto vai custar a Ponte Santos-Guarujá, ainda em projeto

– 136,6 milhões de reais foi o valor que o programa Alegra Centro, para revitalização de prédios históricos, recebeu nos últimos sete anos

Fonte: Revista Veja

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