Copa dá a largada em Santos

Obra portuária do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC da Copa do Mundo de 2014, a retificação do cais de Outeirinhos deve começar por esses dias. Até onde se sabe, falta apenas o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, assinar a ordem de serviço. Serão construídos 1.320 metros de cais, eliminando o traçado simuoso atual que limita a atracação de navios de passageiros.

A ideia é que com a retificação e o aumento de profundidade, de 7 para 15 metros, navios maiores possam escalar em Santos. Para a Copa do Mundo, acresce um considerável número de leitos de qualidade à hotelaria paulista. Os acordos anunciados até aqui, entre companhias de navegação de turismo e agências que começam a trabalhar para a recepção de visitantes, preveem que cerca de 15 mil turistas poderão utilizar a estadia dos navios.

Para depois da Copa, a obra será um acréscimo de infraestrutura turística para Santos, permitindo o crescimento dos roteiros de verão (um milhão de passageiros transitaram por Santos na última temporada), melhor retaguarda de cais para operações com carga, e nova estrutura de apoio no cais que recebe os navios da Marinha de Guerra em Santos.

Para a Copa? – O projeto deverá estar concluído no prazo de 26 meses, ao custo de R$ 287,2 milhões. Isso significa que somente estarão prontas em outubro de 2014, após a Copa, portanto. Codesp e empresas explicam que a conclusão em outubro não quer dizer que o cais não estará totalmente operacional a partir de junho de 2014, mas já se discute a aceleração dos cronogramas.

As obras estarão a cargo de um consórcio vencedor da licitação, integrado pelas construtoras Serveng, Constremac e Constran. O presidente do Grupo Constremac, Marcos Borin, informou ao ministro há um mês, quando do anúncio do resultado da licitação, que serão empregados os maiores e mais modernos equipamentos para esse tipo de construção. Será empregado também um grande guindaste com guia de cravação de estacas acoplado. Ele instalará 682 estacas de grandes dimensões, entre 30 e 40 metros cada uma, a maioria sobre a base rochosa, que darão apoio ao novo piso. A estimativa do empresário é de que sejam empregados 600 trabalhadores para execução da obra.

Quinto porto – Santos é o quinto porto brasileiro a iniciar obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) voltado para a Copa do Mundo. Já foram iniciadas as obras nos portos de Recife, Natal, Fortaleza e Salvador, ao custo de R$ 898 milhões. Terminais modernos e aparelhados estão sendo construídos para permitir a operação dos grandes navios de cruzeiro com conforto e qualidade. Na região é bem mais aguda a necessidade de dispor de leitos de qualidade para atender os visitantes de 2014.

Para esses portos, as estruturas turísticas que ficarão disponíveis após a Copa significarão a implantação de um mercado de cruzeiros importante, vinculado ao do Caribe, principal destino dos transatlânticos que partem dos Estados Unidos, Canadá e México.

Obras estruturantes – 
A ideia geral das obras de infraestrutura planejadas para a Copa do Mundo é de que se tornem elementos estruturantes da atividade econômica após o evento. No caso dos portos, o principal objetivo é criar os meios para o desenvolvimento do turismo marítimo e agregação de novas ofertas brasileiras ao mercado internacional. Segundo o ministro Leônidas, são obras estruturantes, feitas para atender a um evento internacional, mas com os olhos postos no desenvolvimento brasileiro e no fortalecimento da economia.

Para o ministro, essa obra permitirá que Santos se torne rapidamente um dos portos mais importantes do mundo na movimentação de passageiros, chegando aos 2,5 milhões de turistas ao ano. As obras nos portos do Nordeste, conforme explicou, permitirão a criação de novos roteiros para os portos do Sul do país, especialmente Santos, e a inclusão da região no mercado caribenho, que rivaliza com o do Mediterrâneo como destino mais procurado.

Cuidado com a temporada – Durante o período de construção haverá cuidados para não prejudicar a temporada de cruzeiros, que começa no final de outubro. Por isso a obra do cais retificado será feita em trechos, sete deles. A primeira fase será entre o cais da Marinha e o Terminal T-Grão, envolvendo os trechos de 1 a 4, o que permitirá a continuidade das obras durante a temporada de cruzeiros desse verão.

Reuniões de trabalho entre as empresas e a Codesp definem atualmente os locais onde serão instaladas as pré-moldagens de vigas e lajes, em canteiros de obras. A Codesp prevê dois locais para moldagem e um canteiro de obras.

Um dos conceitos das empresas que venceram a licitação é a utilização de pré-moldagens e equipamentos de grande porte para acelerar o cronograma, por isso é importante a rápida definição dos locais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama, considerou as obras de baixo impacto ambiental, principalmente em função do sistema de estaqueamento.

 

Jornal da Orla

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O porto e a copa

Dos dois megaeventos esportivos que vão ser realizados no Brasil, a Copa e a Olimpíadas, certamente a competição de futebol é a que mobilizará mais o país -pois prevê atividades em diversas cidades e, evidentemente, porque se trata da modalidade predileta.

Os preparativos para o torneio incluem investimentos não só em estádios, mas também em diversas outras áreas. Felizmente, sobrou até para o Porto de Santos. O chamado PAC da Copa, um pacotão do governo federal que tem o objetivo de viabilizar as obras necessárias para sediar o evento, inclui a ampliação e alinhamento do cais na área de Outeirinhos, para que a área possa receber mais navios de passageiros.

O projeto prevê a execução de 1.320 metros de cais, entre os armazéns 23 e 29, capazes de permitir a atracação de até seis navios simultaneamente. A ideia é que estas embarcações possam servir como meio de hospedagem, disponibilizando 15,4 mil leitos, de “alta qualidade”.

O vencedor da concorrência pública para a obra foi conhecido este mês. O consórcio Serveng/Constremac/Constran apresentou a melhor proposta (R$ 287,2 milhões), mas o contrato ainda não foi assinado porque foram apresentados dois recursos, que estão em fase de julgamento. A previsão é de que a obra seja concluída até fevereiro de 2014.

Segundo a Secretaria Especial de Portos (SEP), a obra será importante não só para a Copa do Mundo. A ampliação colocará Santos entre os cinco portos do mundo, com maior movimentação de passageiro. Na última temporada, passaram pelo porto cerca de 1,1 milhão de passageiros. Com a obra concluída, a expectativa é que o número chegue a 2,5 milhões.

Mas o grande desafio neste tema continua sendo a implantação de medidas que façam estes passageiros interagirem com a cidade, consumindo e movimentando os demais setores da economia local, e não apenas “passem” por aqui.

Prefeitura quer projeto no pac da copa

A Prefeitura de Santos quer que o governo federal inclua o projeto Porto Valongo, que prevê a revitalização de uma ampla área portuária da região do Centro Histórico, no PAC da Copa.

A proposta foi recebida com entusiasmo por três ministros —Gastão Vieira (Turismo), Leônidas Pires (Portos) e Aldo Rabelo (Esportes), mas até o momento ela permanece “em análise”.

O projeto prevê uma série de  equipamentos, como terminal de navios de passageiros, marina, centro de escritórios, hotéis e área para eventos. Estão previstos R$ 554,133 milhões em investimentos da iniciativa privada, sendo R$ 177,954 milhões de infraestrutura e R$ 362,525 milhões de edificações.

A Prefeitura informa que formalizou pedido junto ao Ministério dos Esportes e à Secretaria Nacional de Portos. A ideia é que o governo federal arque com os custos de construção de uma passagem subterrânea (o chamado “mergulhão”), orçado em R$ 370 milhões.

Consultada sobre o assunto, a Codesp informou que o PAC da Copa não inclui nenhum outro projeto para o Porto de Santos, além da ampliação do cais de Outeirinho.

 

jornal da orla

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Museu flutuante

O navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard, aposentado pelo do Instituto Oceanográfico da USP,  será transformado em um museu flutuante no porto de Santos. Ele integrará o futuro complexo do Porto Valongo, que ocupará os velhos armazéns de 1 a 8, do trecho de cais. Ao lado de marinas, um novo terminal de passageiros, serviços públicos e turísticos, o velho navio contará histórias sobre a aventura heroica que foi garantir que o Brasil tivesse um pé na gelada Antártida, o continente que resta a ser explorado.

A grande aventura de navegar nas águas do fim do mundo começou, de fato, com um susto. O Brasil estava atrasado no cumprimento do Protocolo Antártico, que estabelecia que os países com projeções geográficas sobre o continente gelado só teriam de fato direito a permanecer lá se, até o final de 1983, apresentassem pesquisas científicas sobre a área.

Marinha e Instituto Oceanográfico correram atrás do prejuízo. O navio Besnard não é preparado para operações em águas antárticas e quase tudo foi improvisado. A primeira viagem, confirmando as pretensões do país ao continente gelado se deu no final de 1982. A tensão da Guerra das Malvinas chegou numa madrugada, durante a viagem. Um caça Sea Harrier pairou com seus holofotes à proa do navio e logo foi seguido por uma fragata inglesa. A habitual arrogância inglesa não queria acreditar que um país estivesse fazendo pesquisas no sul com um barco de apenas 49 metros de comprimento e 9 de largura, um barquinho de brinquedo perto das máquinas que percorrem aquelas águas. Depois de uma longa conversa, pôde prosseguir.

Histórias como essa recheiam as seis viagens feitas à Antártida pelo Besnard, o primeiro navio de pesquisas civil brasileiro naquelas águas. Foram elas que garantiram os direitos ao Brasil, por meio de uma pesquisa biológica sobre o Krill, um pequeno camarão abundante na região. A Base Comandante Ferraz foi instalada nessas primeiras viagens. Essa mesma base que, em fevereiro deste ano, pegou fogo provocando a morte de dois marinheiros.

O Besnard enfrentou enxames de icebergs,  dos quais escapou por pouco, problemas de comunicação, adaptações diversas e, por fim, na última das viagens, em 1988, a quebra do eixo de propulsão o deixou à deriva por 24 horas, sujeito a um naufrágio trágico no Estreito de Drake.

O velho navio tem o que contar.

 

Jornal da Orla

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Projeto Porto Valongo recebe apoio de ministérios

O projeto municipal de revitalização do cais histórico, conhecido como Porto Valongo Santos, recebeu o apoio dos ministérios do Turismo, Esporte e Portos. Em visita a cidade, os respectivos titulares das pastas, Gastão Vieira, Aldo Rebelo e Leônidas Cristino, conheceram detalhes técnicos da proposta da prefeitura para recuperação da faixa de cais dos antigos armazéns 1 a 8, no Valongo, e junto com o prefeito João Paulo Tavares Papa, estiveram na área.

Papa pleiteia a inserção do projeto nas obras de infraestrutura do governo federal para a Copa de 2014. O Porto Valongo Santos prevê a construção de complexo turístico, náutico, cultural e empresarial de nível internacional, com terminal de cruzeiros, marina pública, base oceanográfica, escritórios, restaurantes e terminal de transporte aquaviário.

A intenção do prefeito é apressar as obras e aproveitar o terminal de cruzeiros do Porto Valongo para receber navios e turistas durante a Copa do Mundo, e, futuramente, a Olimpíada de 2016. Papa esteve há poucos dias em Brasília para apresentar a ideia ao vice-presidente Michel Temer.

“Considero essa data histórica já que Santos recebe três ministros de áreas estratégicas. Hoje, o projeto Porto Valongo Santos ganha novo contorno. A vinda deles é uma sinalização de que a iniciativa tem grandes chances de se tornar prioridade ao governo federal, porque ela extrapola os limites da cidade e é importante para o país”.

Em entrevista coletiva à imprensa, os três ministros defenderam o projeto de revitalização do porto santista como essencial para o país nas áreas turística, portuária e esportiva. “É importante para o Brasil, primeiro porque Santos é estratégica para o país, e deve merecer nossa atenção. Conta com o maior porto importador e exportador, é berço do Patriarca da Independência e tem um clube com a história de Pelé. Deve ser nosso esforço entregá-lo para a Copa. Mas ele antecede e ultrapassa a questão da Copa”, destacou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para o ministro do Turismo, Gastão Vieira, o projeto de revitalização Porto Valongo vai ao encontro do trabalho do ministério e do governo de assegurar infraestrutura aos grandes eventos. “Santos se consolidou como grande destino turístico, e, portanto, será difundida para receber recursos para consolidar sua estrutura”.

O ministro de Portos, Leônidas Cristino, lembrou que a Secretaria Especial de Portos já vem amadurecendo o projeto Porto Valongo Santos há três anos com a prefeitura, Codesp e iniciativa privada. “Avançamos e hoje temos a concepção do projeto. A partir da apresentação de um estudo da prefeitura, vamos ver o que será possível viabilizar para a Copa de 2014. É de interesse do governo federal trabalhar na revitalização dos portos”.

Porto Valongo


O projeto ‘Porto Valongo Santos’, idealizado pela Prefeitura, transformará uma área de 55 mil m² – sem uso há mais de 20 anos – num complexo turístico, náutico, cultural e empresarial de nível internacional. Uma intervenção essencial para a viabilizá-lo está em curso. A Codesp está licitando a contratação do projeto executivo do ‘mergulhão’, que é uma passagem subterrânea integrante da avenida perimetral do porto na margem direita. A empresa Ove Arup realiza estudos de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental do projeto.

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