Ponte ou túnel? Projeto do túnel submerso Santos – Guarujá é apresentado.

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Importante passo foi dado terça-feira (3) para o início das obras do túnel submerso que ligará Santos e Guarujá. O EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) foi entregue pelo governador Geraldo Alckmin aos prefeitos das duas cidades, Paulo Alexandre Barbosa e Maria Antonieta de Brito, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

Na ocasião também foi apresentado a diversas autoridades regionais e estaduais vídeo com o traçado definitivo do túnel e as intervenções viárias a serem feitas em ambos os municípios.

Responsável pelo gerenciamento da obra, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) entregou o EIA/Rima na Cetesb no dia 28. O estudo foi feito pelo consórcio Prime/Etel. De acordo com o governo estadual, a expectativa é que a licença prévia seja emitida até março e a licença de instalação e início das obras em julho de 2014. “É um ganho para a engenharia brasileira, um projeto de vanguarda do ponto de vista tecnológico, que vai melhorar o viário preservando a arquitetura”, disse Alckmin.

O chefe do executivo santista entregou ao governador livro com plano regional elaborado em 1947 pelo urbanista Prestes Maia. “Naquela época, ele já previa a necessidade de três ligações entre Santos e Guarujá. É um sonho histórico da Baixada Santista e uma obra inédita no Brasil. Com o novo acesso, as pessoas economizarão tempo no trânsito em seu dia a dia. É mais tempo em casa e com a família, é mais qualidade de vida”.

Túnel reduzirá tempo de circulação

O túnel reduzirá o tempo de circulação dos automóveis, terá faixas para veículos, bicicletas, pedestres e caminhões urbanos. Também está prevista a passagem do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que dará acesso ao futuro aeroporto metropolitano e ao terminal rodoviário de Vicente de Carvalho.

O projeto de engenharia é feito pelo consórcio Engevix/Plansevi/Themag e conta com consultoria da empresa holandesa Haskoning Nederland B.V., responsável por projetos similares em vários países. O custo total do empreendimento é de R$ 2,4 bilhões, com previsão de conclusão em 44 meses.

Consulta e audiências públicas

No dia 16, a Dersa abrirá duas centrais de relacionamento, uma em Santos e outra em Guarujá, para prestar informações à população, disponibilizar consultas ao EIA/Rima e ao traçado do projeto. Em novembro serão marcadas audiências públicas nos dois municípios.

As intervenções

– O túnel será composto por seis módulos de concreto pré-moldado, construídos em uma doca seca, no Guarujá.

– Os módulos serão rebocados flutuando até o local onde serão submersos. Após a imersão, cada elemento é encaixado e fixado aos anteriores.

– Terá 762m de extensão, 950m de rampas e cerca de 4,5km de obras viárias em superfície e em viadutos.

– Interligará o bairro do Macuco com Vicente de Carvalho.

Clique no link para ver o vídeo.

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Projeto Bit Business promove bate-papo sobre “startups” empresariais com Marcelo Toledo

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Atual CTO da Oi Internet, o especialista em startups atua há mais de 12 anos em projetos de tecnologia, empreendedorismo e inovação pelo mundo

Os caminhos para uma “startup” de sucesso. Este é o tema do Bit Business versão 4.0, projeto que traz novamente a Santos/SP uma personalidade de sucesso do mundo dos negócios criativos. Desta vez, em sua 4ª edição, a atração do evento será Marcelo Toledo, especialista em startups empresariais de tecnologia. Num descontraído encontro de negócios e relacionamento profissional, regado com bate-papo informal, pizzas, petiscos e bebidas, ele irá falar sobre suas experiências no mundo corporativo. Ele ainda foi diretor da Vex, entrando na empresa com 180 hotspots e uma operação brasileira. Sete anos depois, a companhia tinha escritórios em 12 países e 600 mil hotspots espalhados por 57 nações.

Toledo também foi fundador e CEO de cinco startups de tecnologia, entre elas a Payleven, empresa do grupo Rocket Internet, uma das maiores incubadoras de startups do mundo, responsável pelo crescimento de companhias como GroupOn, Dafiti, Mobly e outros players de sucesso nos setores de tecnologia, negócios criativos e inovação. O especialista escreve regularmente sobre startups, negócios, empreendedorismo e tecnologia em seu blog pessoal. Também colabora com artigos e publicações nos portais Administradores e IT Web. Acesse seus conteúdos em http://marcelotoledo.com.

“Temos uma expectativa positiva com a vinda do Marcelo Toledo a Santos, pois sua experiência no universo da Economia Criativa é muito ampla. Os empresários, profissionais e estudantes que comparecerem ao Bit Business versão 4.0 poderão conhecer suas vivências e trocar ricas informações para suas trajetórias no mercado onde atuam”, prevê Santiago Carballo, um dos organizadores do encontro. Nas edições anteriores, o Bit Business promoveu encontros com importantes personalidades do mundo dos negócios criativos, entre eles Carlos Rassy, Augusto Cesar de Camargo e Robert Janssen.

Serviço – Para participar do Bit Business versão 4.0, os interessados devem realizar suas inscrições pelo formulário eletrônico publicado no hot site do evento. Basta acessar o site e preencher as informações necessárias. Estão inclusos no valor de inscrição a palestra, couvert de entrada, pizzas, cerveja, sucos e água. Com vagas limitadas, o encontro é direcionado aos empreendedores e empresários de Santos e Região. A realização é da Bureau de Conteúdo, MSCom Mídia Comunicação Integrada, VE Soluções Integradas e Novos Fundadores. O evento será realizado conforme informações abaixo:

· Data: 06/06/2013 – quinta-feira.
· Horário: 19h30.
· Local: Restaurante Arroz Integral de Maria (piso superior).
· Endereço: Rua Goiás, 146 – Gonzaga – Santos/SP.
· Inscrições: www.bitbusiness.net vagas limitadas.
· Informações: contato@bitbusiness.net.
· Adesão: R$ 50,00 por pessoa.
· Buffet: couvert de entrada, pizzas, cerveja, sucos e água.
· Obs.: pagamento efetuado na entrada do evento.

Sobre o Bit Business – O projeto foi fundado por um grupo de amigos, todos empresários ou profissionais que atuam no mercado da Baixada Santista/SP e outras regiões do Brasil. Basicamente, a linha de atuação da equipe está focada em Tecnologia da Informação, Comunicação, Internet, Empreendedorismo e Inovação. A ideia inicial foi de formar uma rede colaborativa de empresários, profissionais liberais ou ligados ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicações.

Por meio de palestras, encontros e bate-papos informais, visa o aprendizado e divulgação de boas práticas, baseada em exemplos de êxito na carreira profissional e na gestão dos negócios. Estes são alguns dos objetivos do Bit Business, projeto que também pretende fomentar conteúdos inovadores e estratégicos, permitindo ao empreendedor da “Economia Criativa” trocar experiências e ideias com outros empresários de sucesso dos mais variados setores. Acesse o site www.bitbusiness.net e conheça a agenda de eventos.

Conheça o projeto para Marina e exemplos de revitalizações nacional e internacional

O projeto Porto-Valongo ganhou novo capítulo no final do mês passado, com a apresentação dos detalhes do trabalho de revitalização que será realizado na área que abrange os armazéns 1 a 8 do Porto. A principal novidade em relação a mostras anteriores foi o anúncio de que serão erguidos dois prédios – um hotel e um empreendimento de cunho empresarial – em uma área que será construída sobre a superfície de água, com o objetivo de que tais torres sejam atrativos para viabilização econômica do projeto. Estão previstos cerca de R$ 544 milhões em investimentos da iniciativa privada para que os trabalhos iniciem já no próximo ano.<

Projeto - Nova marina no Porto Santos

                                                                      Projeto – Nova marina no Porto Santos

Para se chegar a um “denominador comum” do que seria necessário em termos de revitalização no Porto de Santos, contudo, tanto Cidade como a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) tiveram de ir atrás de exemplos nacionais e – principalmente – internacionais que, de alguma forma, pudessem indicar caminhos para o projeto a ser desenvolvido nos armazéns santistas. Alguns desses exemplos foram apresentados no Seminário Internacional Revitalização de Áreas Portuárias e Integração Urbana, realizado no último mês. Casos dos trabalhos realizados nos portos de Marselha, na França, e Belém, no Estado do Pará.

Exemplo europeu

A revitalização do Porto de Marselha é considerada uma das mais próximas daquela que se pretende verificar por aqui. “Santos e Marselha têm muitas coisas em comum. São duas cidades não-capitais importantes para seus países. Além disso, Santos tem o maior porto da América Latina, e Marselha, o maior do Mediterrâneo. Sem contar que, assim como em Santos, Marselha sofria muito com o distanciamento cidade-porto em 1995, quando foi lançado o projeto de revitalização”, conta Chantal Guillet, diretora geral da Adéfrance (Aménageurs et Dévellopeurs em France – consórcio responsável pelos trabalhos no município francês).

Segunda maior cidade da França e com mais de 2.600 anos de existência, Marselha sofria com índices elevados de pobreza, insegurança e uma queda cada vez mais acentuada da população, que buscava outros destinos atrás de uma vida melhor. No começo dos anos 90, o desemprego batia nos 20%. Além disso, como o trânsito de contêineres ocorria predominantemente a 70 quilômetros de se encontra a região portuária marselhesa (ainda que na mesma orla), o local – que já foi chamado de porto dos gregos, devido à origem dos fundadores da cidade – estava fadado ao abandono.

Então, em 1995, surgiu o projeto Euroméditerranée, coordenado pela Adéfrance. De acordo com Chantal, o objetivo era fazer da área portuária um novo bairro, em interface com a cidade. “O mais importante para nós era receber todo tipo de população, mas, sobretudo, manter em Marselha a população local. Outro mote era atrair empresas que pudessem gerar empregos e mudar nossa imagem, retomando o status de “porta” da Europa para o Mar Mediterrâneo”, conta. Segundo ela, o programa foi composto de duas fases. A primeira delas foi até 2011, e ao longo de 16 anos, atingiu números significativos.

“Na primeira fase, ademais de empresas de equipamentos culturais, o número de habitações cresceu em 10 mil, e outras seis mil foram renovadas, além de 15 mil empregos novos, tudo em uma área com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de construção. Foram criados 20 hectares (200 mil metros quadrados) de espaços públicos, com algo em torno de 3,5 bilhões de euros de investimentos, sempre privados”, enumerou. A segunda fase, iniciada neste ano e prevista para até 2020, pretende dobrar esses números.

Solução no Pará

Mas a revitalização de áreas portuárias não se limita ao exterior. No Brasil, um dos principais exemplos é a Estação das Docas, em Belém. O projeto – que comemora 12 anos neste domingo (13) – é um complexo turístico e cultural que reúne gastronomia, cultura, lojas, exposições e eventos nos cerca de 32 mil metros quadrados que ocupam três armazéns outrora subutilizados e um terminal de passageiros. “A Estação das Docas foi concebida para fomentar o turismo e proporcionar atrações diferentes de lazer, e já se tornou o principal ponto turístico para quem vai ao Pará”, destaca o arquiteto Gustavo Leão, diretor do Departamento de Projetos da Secretaria de Estado da Cultura do Pará.

Situado em um rio, o Porto de Belém fica próximo a um canal que constantemente assoreia o solo da região, obrigando a realização de constantes dragagens no terreno. Além disso, o calado de aproximadamente nove metros, considerado baixo, impede que navios de grande porte atraquem no porto da capital paraense. “Do ponto de vista dos equipamentos, temos um Porto moderno. Mas a área de cais é a mesma de décadas atrás. Isso fez com que o Porto entrasse em declínio. Tanto que os três armazéns usados hoje pela Estação das Docas não vinham sendo usados pela CDP (Companhia Docas do Pará). Até porque esse trecho não servia para receber embarcações”, explica Leão.

As obras para construção do equipamento que pretendia revitalizar aquela área se iniciaram em 1997, e foram orçadas em cerca de R$ 19 milhões, por meio de investimentos públicos. A CDP concedeu os armazéns por um prazo pré-estabelecido e, para coordenar o empreendimento, foi criada uma organização social sem fins lucrativos de nome Pará 2000, da qual a Secretaria de Estado da Cultura faz parte do conselho fiscal. As únicas licitações realizadas para o projeto Estação das Docas foram mesmo para concessão dos espaços para estabelecimentos comerciais e gastronômicos.<

Para Leão, uma semelhança identificada no Porto-Valongo em relação ao projeto paraense diz respeito à revitalização não se limitar ao espaço portuário. “Vejo que no trabalho de vocês (Santos) há toda uma área do Centro Histórico que será recuperada, além do fortalecimento turístico com a vinda, por exemplo, do Museu Pelé. Em Belém, bem ao lado da Estação das Docas fica o Complexo do Ver-o-Peso, que é uma das maiores feiras livres da América Latina, com ervas e temperos típicos da região amazônica. Nesse caso, a Estação das Docas pôde complementar, por seu potencial gastronômico”, conclui.

Jornal da Orla