Museu Pelé será inaugurado cinco dias antes da Copa

Após atrasar a entrega por diversas vezes, o Museu Pelé será inaugurado no dia 7 de junho, cinco dias antes da abertura da Copa do Mundo. O espaço que abrigará mais de 2,5 mil itens são os tradicionais casarões de Valongo, em Santos, que foram reformados especialmente para contar a história do Rei do Futebol. Entre os itens expostos, estão camisas da seleção e do Santos, taças, medalhas, chuteiras e o troféu de “Jogador do Século” dado para o jogador pela Fifa.

Há também o radinho em que o pai de Pelé ouviu a derrota do Brasil para o Uruguai em 1950 e uma caixa com uma moeda muito significativa para o Rei: foi a primeira moeda que ele conseguiu trabalhando. Segundo o craque, a moeda é ainda guardada porque “foi o primeiro dinheiro que ganhei pela minha família”.

A obra para abrigar o museu começou em 2010 e custou cerca de R$ 46 milhões. O dinheiro veio através de empresas parceiras e a prefeitura de Santos, que espera recuperar o dinheiro com o grande fluxo de visitantes que irão para a cidade conhecer de perto a história do Rei.

Além das peças, a estrutura contará com um auditório par cerca de 90 pessoas e uma sala interativa em que será possível reviver a atmosfera do Maracanã no dia em que Pelé marcou seu gol mil.

Os visitantes poderão tentar fazer seu próprio gol no local.

Fonte: ANSA

Fotos: Divulgação

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Cardápio: Restaurante-Escola Estação Bistrô

restaurante


Sábado – 12 /10

Risoto de frutos do mar

Contrafilé ao molho funghi com arroz branco e batatas coradas

Frango gratinado com arroz branco e fritas

Entrada / Sobremesa:  Em comemoração ao Dia das Crianças, a entrada e sobremesa serão especiais.  Será servido mini hamburguer com mix de folhas como entrada do cardápio dia e haverá degustação tarteletes kids, nos sabores morango, doce de leite e chocolate, sobremesa do dia.

Terça – 15 /10

Espaguete à bolonhesa

Paillard de filé-mignon ao molho de gorgonzola com arroz branco e fritas

Prato light: Frango ao shoyu, gengibre com salada e arroz integral

Quarta – 16 /10

Escondidinho de camarão com arroz branco

Sobrecoxa assada na cerveja com arroz de brócolis e batata rústica

Contrafilé a cavalo com arroz branco e fritas

Quinta – 17 /10

Conchiglione de quatro queijos ao molho rosê

Costelinha ao molho barbecue com arroz branco, cebola empanada e fritas

Alcatra à brasileirinha com arroz, feijão, farofa e fritas

Sexta – 18 /10

Lasanha de peito peru ao molho branco

Linguado com purê de feijão branco, vinagrete bacon, espinafre sautê e arroz branco

Filé de frango à parmegiana com arroz branco e fritas

Sábado – 19/10

Risoto de salmão com alho-poró

Maminha ao forno com arroz branco e batata rústica

Frango à fiorentina com arroz branco e purê de batata

Restaurante -escola Estação Bistrô 

Horário: Terça a sábado, das 12h às 15h

Info.: (55 13) 3219-2975 / Site: http://www.estacaobistro.com

Local: Estação do Valongo – Térreo (Largo Marquês de Monte Alegre, 01, Centro Histórico)

Cardápio Restaurante Estação Bistrô

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Terça – 24 /09

Penne aos quatro queijos

Talharim primavera (abobrinha, ervilha torta, cenoura e molho de ervas) com filé frango

Prato Light: Linguado assado com arroz integral e legumes grelhados

Sobremesa: Crumble de maçã

Quarta – 25 /09

Espaguete ao limone com linguado

Frango à diplomata com arroz branco e fritas

Lombo recheado com farofa de maçã ao molho rôti, arroz amêndoas e batata rústica

Sobremesa: Salada de frutas da época com chantilly

Quinta – 26 /09

Lasanha de camarão ao molho rosê

Costelinha à caçarola com arroz branco

Prato Light: Frango grelhado com salada de endívia e arroz integral

Sobremesa: Pavê de pêssego

Sexta – 27 /09

Ragu de costela com polenta mole

 Filé de frango à parmegiana  arroz branco e fritas

Linguado à caiçara com arroz a grega, banana, palmito e ervilha

Sobremesa: Merengue de morango

Sábado – 28 /09


Risoto de gorgonzola com amêndoas em lascas e isca filé-mignon com cebola em conserva

Peixe saint peter ao vinagrete  de bacon com arroz branco, purê de feijão branco e espinafre sauté

Feijoada com arroz branco, farofa, vinagrete, couve, laranja e torresmo

Sobremesa: Panacota com três opções de calda (manga, kiwi e morango)

Restaurante Escola Estação Bistrô

Horário: Terça a sábado, das 12h às 15h

Info.: (55 13)  3219-2975 /

Site: http://www.estacaobistro.com

Local: Estação do Valongo  – Térreo (Largo Marquês de Monte Alegre, 01, Centro Histórico)

Prefeitura constrói galpão no Valongo para o Museu Vivo Internacional

bonde santos

A prefeitura constrói uma edificação de 530m² no antigo armazém 12A, no complexo do Valongo, que servirá de apoio a oficinas de manutenção dos bondes. No futuro, o galpão abrigará ainda os trilhos que servirão de base para o Museu Vivo Internacional dos Bondes, com exposição dinâmica dos veículos da Linha Turística.

Os funcionários da empresa contratada, sob supervisão da Siedi (Secretaria de Infraestrutura e Edificações), trabalham na alvenaria do segundo pavimento. Também executam serviços de hidráulica e preparam o piso para concretagem no térreo, que terá almoxarifado, local para ferramentas, sanitários e vestiários.

Já o andar superior contará com duas salas, administração, refeitório, copa, despensa, apoio e mais sanitários. O custo da obra é de R$ 1.178.862,53, provenientes do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimentos das Estâncias). A previsão de entrega é para o primeiro semestre.

Porto de Santos completa 121 anos celebrando crescimento

porto

Quando o governo da ainda Província brasileira escolheu o Porto de Santos para ser o responsável pelas importações e exportações brasileiras, pouco se sabia o que isso poderia acarretar para a cidade. Neste sábado (2), 121 anos depois da criação do complexo portuário santista, muita coisa mudou. Mas o fato é que o maior porto da América Latina ainda é a principal porta de entrada e saída de riquezas do País.

Durante todos estes anos, o complexo santista enfrentou diversas mudanças. Quando da inauguração (à época o local, no Centro da cidade, era chamado de Valongo), eram apenas 260 metros de cais, que foram responsáveis pela atracação do navio Nasmit, de bandeira inglesa. De lá para cá muita coisa mudou. A área utilizada, por exemplo, é de 7.765.100 m². O complexo santista é o 39° em movimentação no mundo. Estima-se que mais de 10 mil pessoas, entre operadores portuários, estivadores entre outros, devam desempenhar funções ligadas ao setor na cidade.

Em 2012, por exemplo, foi celebrado o melhor ano da história no quesito movimentação. Segundo informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o porto de Santos totalizou um volume de 104.543.783 t, 7,6% acima do registrado em 2011 (97.170.308 t).

As exportações por Santos totalizaram 71.952.023 toneladas e as importações 32.591.760 toneladas. Os sólidos a granel atingiram 50.798.166 t, os líquidos a granel 15.707.583 t e a carga geral 38.038.034 t. Por duas vezes em 2012, a movimentação mensal de cargas suplantou a marca de 10 milhões toneladas e estabeleceu nove novos recordes mensais.

Na balança comercial, o Porto de Santos continua isolado na liderança do ranking dos portos nacionais, elevando sua participação na movimentação das trocas comerciais brasileiras de 24,6%, em 2011, para 25,8% em 2012. As trocas comerciais por Santos totalizaram US$ 120,0 bilhões, bem acima dos US$ 118,2 bilhões verificados em 2011. O total da balança comercial brasileira foi de US$ 465,7 bilhões.

Desafios – Um dos grandes desafios a se enfrentar corresponde à capacitação. Com a chegada do pré-sal e de outros investimentos, é preciso melhorar e qualificar ainda mais a mão de obra para que os moradores da região possam ingressar nas vagas a serem criadas.

Nos últimos anos, cursos gerenciados pelo Centro de Excelência Portuária (Cenep) oferecem capacitação em parceria com o Senai. Além disso, outras entidades fornecem capacitação profissional aos interessados, que compõem diversas áreas. Cursos para empilhadeiras, retroescavadeiras, plano de navio e Conferência de contêineres, por exemplo, são bem procurados, sem contar com as áreas de transporte, logística e mobilidade urbana.

 

Boqnews

Abertas inscrições para nova turma no restaurante-escola

O restaurante-escola Estação Bistrô, no Valongo, abriu inscrições para a terceira turma de capacitação profissional no ramo da gastronomia. Os interessados, entre 16 e 20 anos, devem residir em Santos, ter o ensino fundamental completo ou estar cursando. Além disso, as famílias precisam estar cadastradas nos Cras (Centros de Referência da Assistência Social) com renda familiar até três salários mínimos. O curso tem duração de seis meses.

As inscrições devem ser feitas nos Centros da Juventude localizados no morro (av. Nossa Senhora da Assunção, 156, telefone 3224-3145), zona Noroeste (av. Brigadeiro Faria Lima s◦/n, tel.: 3291-1845) e zona leste (rua Joaquim Nabuco, 21, tel.: 3237-1797).

O projeto é desenvolvido pela prefeitura em parceria com a Sociedade Visconde de São Leopoldo, com apoio da Faculdade de Gastronomia da UniSantos e Ministério do Turismo. E ainda das secretarias de Turismo, Assistência Social, Educação e Saúde.

A secretária de Turismo, Wânia Seixas, disse que vários alunos das duas primeiras turmas já conseguiram emprego na área. “Isso mostra a importância de qualificar a mão-de-obra neste setor, principalmente por Santos ser uma cidade turística”.

Inaugurado em janeiro e aberto ao público em junho, o restaurante-escola incorporou durante o período pratos temáticos das cozinhas alemã, árabe, brasileira, espanhola, francesa, italiana e japonesa. O Estação Bistrô fica no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo, e funciona de terça a sábado, das 12 às 15h.

 

Santos investe em polo turístico

Região do centro histórico já recebeu R$ 194 milhões de investimentos, entre 2003 e 2011.

As crianças e os adolescentes que antigamente passavam as férias escolares em Santos guardam saudosa memória da cidade. Lembranças infantis onde reinam o jardim, as praias, o Aquário e o Orquidário, entre outras. Adultos, muitos continuam retornando com filhos e netos, ou se mudando definitivamente para o litoral. Os ausentes, contudo, desconhecem as novidades incorporadas a essas atrações santistas. E ignoram que aqueles bondinhos que circulavam pela praia ganharam status especial na Linha Turística de Bonde do novo polo turístico: o Centro Histórico.

Seu 12º aniversário – celebrado a partir da data em que, no ano 2000, foi instituído o Dia do Centro Histórico, pela lei 1.891 – aconteceu em 16 de agosto. Desde aí, o local está sendo marcado por mudanças de cenário arquitetônico, retorno de empresários, aquecimento do comércio e do turismo. Formado pelos bairros do Valongo, Vila Nova, Paquetá, Vila Mathias e o Bairro Chinês – criado em 2011 como o 69º de Santos.

Espinha dorsal

É no Valongo, conhecido por reunir a antiga Estação Ferroviária e o Santuário Santo Antônio do Valongo, que está concentrado o maior volume de novos investimentos. Numa área de 25 mil m², do Largo Marquês de Monte Alegre, está sendo erguida a sede da Unidade de Exploração e Produção de Gás e Petróleo da Bacia de Santos, da Petrobras.

Em fase mais adiantada está a construção do Museu Pelé, projeto da prefeitura que abrigará objetos pessoais, fotos, filmes e troféus do Atleta do Século. Considerado promessa de fortalecimento do turismo internacional, está sendo erguido em edificação de 1865, antiga sede da Câmara e prefeitura.

A atração mais recente fica em frente, na Estação do Valongo, sede da Secretaria Municipal de Turismo: o Estação Bistrô, primeiro restaurante-escola do litoral. Fruto de convênio da prefeitura com a Sociedade Visconde de São Leopoldo e a UniSantos.

Próximo dali será implantado o ‘Porto Valongo Santos’, que prevê a revitalização da área dos armazéns 1 ao 8, transformando-a em complexo turístico, náutico, cultural e empresarial.

Bem pertinho surgirá o primeiro Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo, com duas torres de 21 pavimentos. No Centro, com previsão de receber cerca de 5.000 pessoas por dia, o Tribuna Square abrigará estúdios, redação e os veículos de locomoção da TV Tribuna.

 

Diário de Marília

 

 

As cores do Valongo

Azul, vermelho, verde e mostarda.Uma verdadeira paleta de cores que tem atraído olhares na rua Alexandre Gusmão na entrada da cidade. O que era cinza encardido ganhou vida. A construção do Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo tem como plano construir 329 salas comerciais, 228 apartamentos e revitalizar fachadas de imóveis ao redor. A obra que está sendo erguida pela Odebrecht na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni – próximo a futura sede da Petrobrás -, tem animado moradores.

A partir do primeiro fim de semana de setembro, será aberta a visitação ao empreendimento.

 

A Tribuna

Porto Valongo terá licitações em 2013

O estudo final de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental do programa de revitalização Porto Valongo Santos estará concluído até outubro. A garantia é do secretário municipal de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves.

Realizado pela empresa Ove Arup & Partners, o plano de ocupação e de sustentabilidade tem como objetivo a construção de um complexo turístico, empresarial, cultural e náutico na região dos abandonados armazéns 1 ao 8.

Para viabilizar o que está planejado nessa área, de 141,9 mil metros quadrados, estão previstos investimentos de R$ 554 milhões.

O representante do Executivo participou, ontem à tarde, de uma reunião do Conselho de Câmaras Setoriais da Associação Comercial de Santos, cujo tema foi o andamento de projetos para a revitalização do Centro Histórico.

O impacto dos investimentos de empresas privadas, da Petrobrás e do projeto Porto Valongo Santos transformará uma região bastante degradada do Município em um novo ponto turístico e cultural.

“Estamos trabalhando para que esse processo seja irreversível e garanta a continuidade de um projeto que trará muitos frutos para toda a região. Os grandes portos do mundo têm um complexo como esse. Santos não pode ficar de fora”, diz Neves.

Copa do Mundo

As primeiras licitações para viabilizar o complexo estão previstas para serem lançadas no início do próximo ano e deverão ser feitas de duas formas.

A União será a responsável pela concorrência para a construção do novo terminal de passageiros e de três novos berços de atracação de navios. O restante deverá ficar sob a responsabilidade da Administração Municipal.

O secretário afirma que a Prefeitura ainda está aguardando uma resposta do Governo Federal para a inclusão do projeto Porto Valongo Santos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa do Mundo de 2014.

Se isso ocorrer, os processos de licitação e de licenciamento para a realização das obras do novo complexo serão mais ágeis.

Petrobrás

Outro importante projeto que é desenvolvido no Valongo é de responsabilidade da Petrobrás. A estatal construirá três torres (cada uma com 17 pavimentos) para a instalação da sede definitiva da Unidade de Negócios da Bacia de Santos (UN-BS), assim como o centro de integração de operações.

O gerente geral da UN-BS, José Luiz Marcusso, afirma que as obras estão em andamento e o primeiro edifício deverá ser entregue no dia 15 de março de 2014. O prazo inicial estabelecido era o final do próximo ano. No entanto, houve uma alteração no projeto, devido à uma rocha.

O prédio deverá abrigar cerca de 2.300 trabalhadores. O segundo está previsto para ser entregue em 2016 e o terceiro, dois anos mais tarde.

 

A Tribuna

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Revista de arquitetura destaca projeto ‘`Porto Valongo Santos’

‘O urbanismo na nova onda santista’ é o título da matéria da revista Projeto Design, edição de junho, segundo a qual Santos vive pleno desenvolvimento urbano com a revitalização portuária. Referência na área de arquitetura, design e interiores comerciais, a publicação da Arco Editorial destaca em duas páginas o projeto da prefeitura ‘Porto Valongo Santos’, que transformará a área dos armazéns 1 a 8 do cais em complexo turístico, náutico, cultural e empresarial.

A reportagem menciona ainda os estudos de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental desenvolvidos pela empresa Ove Arup & Partners, contratada por meio de licitação internacional, apresentados pela prefeitura no final de abril. Terminal de cruzeiros, marina, centro de negócios, escritórios, hotéis, bares, restaurantes, galerias de arte, museu e espaços para feiras e eventos são citados no texto.

O texto aponta a futura instalação do Instituto Oceanográfico da USP no armazém 8, cedido pela Codesp, e o Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo, a ser implantado pela Odebrecht em terreno na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, próximo à futura sede da Petrobras.

Ao colocar que Santos seguirá o modelo de revitalização de áreas portuárias do Canadá, Cingapura, Japão, China, Espanha e Estados Unidos, a reportagem revela que a cidade “deverá colher no futuro os bônus da exploração do petróleo da camada do pré-sal” e que “novos empreendimentos imobiliários e a instalação de equipamentos culturais prometem incrementar as opções de moradia, negócios e lazer”.

Pelé participa de reunião com investidores do ‘Museu Pelé’

O rei do futebol, Pelé, participou de uma reunião nesta segunda-feira (18) sobre o andamento das obras do Museu Pelé, que está em construção no Centro Histórico de Santos. O local vai reunir todo o acervo histórico do jogador.

O encontro contou com a participação de investidores da região e do prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa. Segundo o prefeito, a obra ainda necessita de R$ 10 milhões em investimentos para ser concluída. Na reunião foram apresentados aos atuais colaboradores o andamento da construção e a necessidade de busca por mais investidores.

O museu é a realização de um sonho antigo do Rei do Futebol. “Estamos trabalhando há algum tempo para concretizar o meu sonho. Vamos deixar os registros para as novas gerações. Nós temos grandes homens no Brasil, mas nem todos terão um registro como este”, conta.

Segundo o prefeito, a obra deve ser concluída ainda neste ano. “Nossa expectativa é que o museu fique pronto até dezembro. Além do acervo do Pelé, temos muita tecnologia para mostrar aos turistas do mundo todo. Contaremos com três blocos, sendo o bloco principal com o acervo do Pelé. O segundo bloco será uma área para serviços, como praça de alimentação, e o terceiro espaço receberá exposições de diversos tipos, no âmbito cultural e do esporte”, afirma o prefeito Papa.

Já Pelé ressalta o prazer de fazer parte do projeto. “Minha satisfação de fazer parte deste time, de ter um museu para dar continuidade a tudo isto, é muito grande. Fazer parte da revitalização do bairro do Valongo é muito importante para a cidade de Santos, que é conhecida internacionalmente por vários fatores, mas também por causa do Santos Futebol Clube, que rodou o mundo levando o nome da cidade”, afirma Pelé.

 

G1

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Santos volta aos dias de glória

Sim, Santos voltou a seus dias de glória. Mas não estamos falando do Santos de Neymar, Arouca e Ganso, que acaba de se sagrar tricampeão do Campeonato Paulista. Um século depois de seus tempos áureos, quando seu porto faturava alto com a exportação do café, a cidade tem um novo ouro negro: o petróleo do pré-sal, que já atrai recursos para o município, movimenta o mercado imobiliário e, por consequência, o turismo, a noite e a diversão. Dados do Ibope mostram que Santos se tornou, no ano passado, a cidade com o maior índice de verticalização do país, 63% – a taxa era de 54% apenas dois anos antes. Estima-se que o valor do metro quadrado tenha subido aproximadamente 90% nos últimos cinco anos. A Petrobras está construindo três torres de escritórios em uma área de 25 mil metros quadrados na região do Valongo, na entrada da cidade. A primeira delas deverá ser ocupada por 2 200 funcionários. A obra é a espinha dorsal do complexo turístico, náutico e empresarial do bairro, onde também está sendo erguido o Museu Pelé e que já conta com a antiga estação ferroviária e com o Santuário Santo Antônio.

Santos está se preparando para receber mais gente. Prova disso são os hotéis inaugurados no fim do ano passado: no Boqueirão, a dupla Ibis e Mercure, da rede Accor; no Gonzaga, o Atlântico Golden, versão sofisticada do grupo do Hotel Atlântico – vizinho a este, o Golden era um prédio residencial que foi reformado. Em 2014, há mais dois lançamentos previstos. Na mesma marola, projetos de urbanismo que estavam engavetados vão saindo do papel. Caso da Avenida Perimetral, que foi concluída em 2011 e circunda os enormes terminais portuários.

O Centro Histórico também passa por uma revitalização. O pedaço, que está recebendo nova iluminação, tem como destaque a boêmia Rua XV de Novembro. Ali a novidade é a troca do calçamento, que estava esburacado e desnivelado. Ao fim do trabalho, talvez ainda em junho, ficará com o jeito das calçadas da Avenida Paulista, em São Paulo.

Na região, a famosa Bolsa do Café, edifício construído em 1922 para os pregões cafeeiros, passou a abrir seu museu também à noite, quando é possível ver com maior dramaticidade os murais do pintor Benedito Calixto. Outro upgrade é no número de bondes que percorrem as ruas da região, de três para cinco. O trajeto é apreciado por 10 mil passageiros ao mês. Quem gosta de bonde também deve curtir o funicular, que vai do Centro ao mirante do Monte Serrat, evitando a canseira dos 415 degraus.

É na noite e na gastronomia que os ventos das mudanças sopram com maior vigor. Bares clássicos, como o alemão Heinz, no Boqueirão, seguem lotados, mas dois novatos entraram na briga. O Bodegaia, na XV, tem porções servidas na telha (o escondidinho de carne-seca sai a R$ 52); e o Australiano, no Embaré, um inusitado pub à beira-mar, tem brejas de todos os cantos (o pint de Guinness custa R$ 17).

Quando se fala em comida, os tradicionais pratos de pescados da orla vão perdendo espaço para combinações mais sofisticadas. Novidade na paisagem, o Guaiaó, no Boqueirão, serve, por exemplo, polvo braseado com tarê (tipo de molho agridoce de caju, R$ 53). Ali perto, a Enoteca Decanter vai além do papel de empório: faz bacalhau à lagareira. Para um jantar romântico, prefira o italiano Da Sorata, no Gonzaga, especializado no ravióli com queijo mascarpone, cogumelos e lagostim (R$ 48).

Em uma cidade repleta de universitários e com o maior porcentual de mulheres do Brasil (54,25%, segundo o IBGE), a noite não deixaria de ser sacudida. O Moby Club, no Gonzaga, assim como a Bikkini Barista, na XV, seguem firmes, mas boas casas surgiram no Centro há menos de um ano: o Antonina Bar, que aposta em samba, pop rock e sertanejo, e a eclética Naypp, com teto retrátil. Na Praia do José Menino, a velha Santos vai bem, obrigado. Explore o Parque do Emissário Submarino, que reúne ciclovia, playground, pistas de skate e corrida e o museu do surfe. Lá você pode aprender as manhas das ondas na escola de Picuruta Salazar, surfista que acumula 160 troféus desde 1972. Ainda no José Menino, a grande notícia deste mês é a reinauguração do orquidário, ampliado em 10% de sua área. “Foi criada a trilha do mel, que passa por seis colmeias de abelhas que não picam, e há agora mais 3 mil orquídeas”, conta marcelo Fachada, secretário de Turismo de Santos.

Ao longo dos 7 quilômetros de orla, não se veem águas no tom verde-Maragogi, mas o jardim que contorna a praia é considerado pelo Guinness Book o maior de orla do mundo. Com 2 mil árvores e 100 espécies de flores, ele encampa o aquário, na Ponta da Praia, que está sendo reformado, além de 7 dos 30 quilômetros de ciclovias de Santos, que é bem plana, mas só tem duas locadoras de bicicletas: Beach Bike e Bike Brall, ambas no Embaré. Não íamos falar de futebol, mas, que diabos, o Santos celebra neste ano seu centenário e, com isso, modernizou seu memorial, na Vila Belmiro (que não tem a ver com o do Pelé, no Valongo). Entre as novidades, Neymar, o maior artilheiro do time desde os tempos de Pelé, ganhou espaço próprio.

Vem por aí:

• O Museu Pelé, que deve ser inaugurado em dezembro, terá grande acervo de fotos, filmes, troféus, documentos e objetos pessoais, além de uma escultura do Rei feita por Oscar Niemeyer.

• O trem turístico que promovia um passeio pela Serra do Mar entre Santos e São Paulo também promete ser, finalmente, reativado. Mas a previsão é que isso ocorra somente em 2014.

• Em 2016 haverá um túnel para ligar, por baixo d’água, o bairro do Macuco a Vicente de Carvalho, no Guarujá.

 

Santos (DDD 13)

FICAR

Boas-novas são o confortável Atlântico Golden (Rua Jorge Tibiriçá, 40, Gonzaga, atlanticogolden.com.br; diárias desde R$ 281; Cc: A, D, M, V) e, no Boqueirão, a dupla Ibis (Avenida Vicente de Carvalho, 50, 2127-1660; diárias desde R$ 179; Cc: A, D, M, V) Mercure (Avenida Washington Luís, 565,mercure.com; diárias desde R$ 240; Cc: A, D, M, V).

COMER

No Boqueirão, próximo aos hotéis Accor, um trio faz a diferença: famoso pelo chope, o Heinz (Rua Lincoln Feliciano, 118, 3286-1875; Cc: A, D, M, V) tem comida alemã; a Enoteca Decanter (Rua Mato Grosso, 290, 2104-7555; Cc: A, D, M, V) faz o papel de restaurante, empório e bar; e o Guaiaó (Rua Dom Lara, 65,guaiao.com.br; Cc: A, D, M, V) conta com um requintado cardápio do mar. No Centro, o Bodegaia (Rua XV de Novembro, 26, 3219-2024; Cc: A, D, M, V) serve porções na telha. Para um programa a dois, invista no italiano Da Sorata (Rua Luís de Faria, 116, Gonzaga, 3288-3309; Cc: A, D, M, V). Já o Australiano(Avenida Bartolomeu de Gusmão, 23, Embaré, 3345-6318; Cc: A, D, M, V) é um pub com cervejas do mundo todo.

PASSEAR

Não perca o estilo colonial barroco do Santuário Santo Antônio (Largo Marquês de Monte Alegre, 13, Valongo). No Centro, visite o lendário prédio da Bolsa do Café (Rua XV de Novembro, 95, 3219-5585; 3ª/sáb 9h/16h15, dom 10h/16h15; R$ 5), que abriga o museu, e passeie de bonde (Praça Mauá; 3ª/dom 11h/17h; R$ 5) ou de bondinho funicular (Praça Correia de Melo, 33, 3221-5665; R$ 21). De lá, vá àPraia do José Menino, onde estão o Parque do Emissário Submarino (Avenida Presidente Wilson) e oMuseu do Surfe. O complexo é vizinho ao novo Orquidário (Praça Washington, 3237-6970; 3ª/dom 8h/18h; preço não divulgado antes da reabertura, agora em junho). No Embaré estão as duas locadoras de bikes de Santos, que não são da prefeitura: a Bike Brall (Rua Oswaldo Cochrane, 30, 3271-4152) e aBeach Bike (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 51, 3272-1608). Na mesma via, só que na Ponta da Praia, está o Aquário (3236-9996; 3ª/6ª 9h/18h, sáb/dom 9h/20h; R$ 5). A atração, que tem até tanque exclusivo para tubarões-lixa, costuma lotar quando chove. Curte futebol? Faça uma visita monitorada ao Memorial de Conquistas do Santos e pise no gramado da Vila Belmiro (Rua Princesa Isabel, 77, 3225-7989; 3ª/dom 9h/18h; R$ 10).

AGITAR

O Centro está mais agitado com a Naypp (Rua São Francisco, 19, 3221-4590; Cc: V) e o Antonina Bar(Rua XV de Novembro, 49, 3219-4585; Cc: D, M, V), sem falar na Bikkini Barista (Rua XV de Novembro, 94/96, 3219-3116; Cc: A, D, M, V). O Moby Club (Avenida Vicente de Carvalho, 30, Gonzaga,moby.com.br; Cc: D, M, V) tem tecno, pop, rock e reggae.

 

Revista Viagem e Turismo


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Prefeitura e construtora apresentam complexo comercial e hoteleiro no Valongo

Santos vai ganhar novo cartão-postal: o Complexo Comercial e Hoteleiro do Valongo, a ser construído pela Odebrecht em terreno de 3.892 m², localizado na confluência das ruas Marquês de Herval e Cristiano Otoni, próximo à futura sede da Petrobras, nesse bairro do Centro Histórico. Primeiro empreendimento em hotelaria na área abrangida pelo programa de revitalização Alegra Centro, o projeto foi apresentado na tarde desta segunda-feira (14) no salão nobre da prefeitura.

Com 2.160m² de área construída, ele contempla duas torres (denominadas ‘asas’ em função de sua arquitetura) com 21 pavimentos, que abrigarão 329 salas comerciais de 42 a 115 m² e um hotel Ibis, da rede francesa Accor, dotado de 240 apartamentos. O complexo terá 479 vagas para veículos e lojas.

Para o prefeito João Paulo Tavares Papa, o projeto chega em momento estratégico, dando novo impulso ao ‘Alegra Centro’. O programa é considerado por órgãos de proteção do patrimônio com um dos mais bem-sucedidos do país na área de revitalização histórica. O prefeito lembrou o processo de instalação da Petrobras no Valongo, destacando que o sucesso do ‘Alegra Centro’ está nas ações do poder publico e na atração de investimentos da iniciativa privada.


Novo perfil
O secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, afirmou que o projeto da Odebrecht é “o primeiro grande complexo da região central que mudará o perfil do Valongo”.

Acrescentou que o projeto Porto Valongo Santos , de revitalização da área dos armazéns 1 a 8, a mais antiga do porto, representa R$ 513 milhões em investimentos do setor privado na construção de um complexo de lazer, náutico, centro de negócios, bares, restaurantes, galerias de arte e Instituto Oceanográfico da USP, entre outros. Esse investimento não inclui a construção de um terminal de cruzeiros marítimos para três navios das maiores dimensões que hoje estão sendo construídos no mundo.

O secretário de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves, também presidente do CAP (Conselho de Autoridade Portuária), destacou que o projeto da construtora chega no momento em que o Alegra Centro marca importantes resultados. “O número de imóveis vazios foi reduzido em 60% , registramos 490 restaurações e um incremento de 65,5% nos negócios na região central da cidade.”

Importância
Marcelo Arduim, diretor da regional da Odebrecht em Santos, afirmou que a empresa vinha estudando a proposta há um ano. “Queríamos um projeto emblemático”, A obra criará até 350 postos diretos de trabalho e, para cada um deles, de três a quatro indiretos. “Só de ISS (Imposto Sobre Serviços), o município arrecadará R$ 1 milhão”.

O arquiteto do projeto, José Luiz Lemos, detalhou a proposta e disse que as duas ‘asas’ oferecerão vistas para o mar, montanha e cidade. Viviene Boverio, gerente de Desenvolvimento Brasil da Accor, afirmou que o “Ibis e Mercure, também da empresa, vêm registrando, em Santos, uma ocupação acima da média no Brasil, com 80 a 82%, chegando a alcançar 100%. Isso mostra como a cidade se insere hoje no contexto nacional”.

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Conheça o projeto para Marina e exemplos de revitalizações nacional e internacional

O projeto Porto-Valongo ganhou novo capítulo no final do mês passado, com a apresentação dos detalhes do trabalho de revitalização que será realizado na área que abrange os armazéns 1 a 8 do Porto. A principal novidade em relação a mostras anteriores foi o anúncio de que serão erguidos dois prédios – um hotel e um empreendimento de cunho empresarial – em uma área que será construída sobre a superfície de água, com o objetivo de que tais torres sejam atrativos para viabilização econômica do projeto. Estão previstos cerca de R$ 544 milhões em investimentos da iniciativa privada para que os trabalhos iniciem já no próximo ano.<

Projeto - Nova marina no Porto Santos

                                                                      Projeto – Nova marina no Porto Santos

Para se chegar a um “denominador comum” do que seria necessário em termos de revitalização no Porto de Santos, contudo, tanto Cidade como a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) tiveram de ir atrás de exemplos nacionais e – principalmente – internacionais que, de alguma forma, pudessem indicar caminhos para o projeto a ser desenvolvido nos armazéns santistas. Alguns desses exemplos foram apresentados no Seminário Internacional Revitalização de Áreas Portuárias e Integração Urbana, realizado no último mês. Casos dos trabalhos realizados nos portos de Marselha, na França, e Belém, no Estado do Pará.

Exemplo europeu

A revitalização do Porto de Marselha é considerada uma das mais próximas daquela que se pretende verificar por aqui. “Santos e Marselha têm muitas coisas em comum. São duas cidades não-capitais importantes para seus países. Além disso, Santos tem o maior porto da América Latina, e Marselha, o maior do Mediterrâneo. Sem contar que, assim como em Santos, Marselha sofria muito com o distanciamento cidade-porto em 1995, quando foi lançado o projeto de revitalização”, conta Chantal Guillet, diretora geral da Adéfrance (Aménageurs et Dévellopeurs em France – consórcio responsável pelos trabalhos no município francês).

Segunda maior cidade da França e com mais de 2.600 anos de existência, Marselha sofria com índices elevados de pobreza, insegurança e uma queda cada vez mais acentuada da população, que buscava outros destinos atrás de uma vida melhor. No começo dos anos 90, o desemprego batia nos 20%. Além disso, como o trânsito de contêineres ocorria predominantemente a 70 quilômetros de se encontra a região portuária marselhesa (ainda que na mesma orla), o local – que já foi chamado de porto dos gregos, devido à origem dos fundadores da cidade – estava fadado ao abandono.

Então, em 1995, surgiu o projeto Euroméditerranée, coordenado pela Adéfrance. De acordo com Chantal, o objetivo era fazer da área portuária um novo bairro, em interface com a cidade. “O mais importante para nós era receber todo tipo de população, mas, sobretudo, manter em Marselha a população local. Outro mote era atrair empresas que pudessem gerar empregos e mudar nossa imagem, retomando o status de “porta” da Europa para o Mar Mediterrâneo”, conta. Segundo ela, o programa foi composto de duas fases. A primeira delas foi até 2011, e ao longo de 16 anos, atingiu números significativos.

“Na primeira fase, ademais de empresas de equipamentos culturais, o número de habitações cresceu em 10 mil, e outras seis mil foram renovadas, além de 15 mil empregos novos, tudo em uma área com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de construção. Foram criados 20 hectares (200 mil metros quadrados) de espaços públicos, com algo em torno de 3,5 bilhões de euros de investimentos, sempre privados”, enumerou. A segunda fase, iniciada neste ano e prevista para até 2020, pretende dobrar esses números.

Solução no Pará

Mas a revitalização de áreas portuárias não se limita ao exterior. No Brasil, um dos principais exemplos é a Estação das Docas, em Belém. O projeto – que comemora 12 anos neste domingo (13) – é um complexo turístico e cultural que reúne gastronomia, cultura, lojas, exposições e eventos nos cerca de 32 mil metros quadrados que ocupam três armazéns outrora subutilizados e um terminal de passageiros. “A Estação das Docas foi concebida para fomentar o turismo e proporcionar atrações diferentes de lazer, e já se tornou o principal ponto turístico para quem vai ao Pará”, destaca o arquiteto Gustavo Leão, diretor do Departamento de Projetos da Secretaria de Estado da Cultura do Pará.

Situado em um rio, o Porto de Belém fica próximo a um canal que constantemente assoreia o solo da região, obrigando a realização de constantes dragagens no terreno. Além disso, o calado de aproximadamente nove metros, considerado baixo, impede que navios de grande porte atraquem no porto da capital paraense. “Do ponto de vista dos equipamentos, temos um Porto moderno. Mas a área de cais é a mesma de décadas atrás. Isso fez com que o Porto entrasse em declínio. Tanto que os três armazéns usados hoje pela Estação das Docas não vinham sendo usados pela CDP (Companhia Docas do Pará). Até porque esse trecho não servia para receber embarcações”, explica Leão.

As obras para construção do equipamento que pretendia revitalizar aquela área se iniciaram em 1997, e foram orçadas em cerca de R$ 19 milhões, por meio de investimentos públicos. A CDP concedeu os armazéns por um prazo pré-estabelecido e, para coordenar o empreendimento, foi criada uma organização social sem fins lucrativos de nome Pará 2000, da qual a Secretaria de Estado da Cultura faz parte do conselho fiscal. As únicas licitações realizadas para o projeto Estação das Docas foram mesmo para concessão dos espaços para estabelecimentos comerciais e gastronômicos.<

Para Leão, uma semelhança identificada no Porto-Valongo em relação ao projeto paraense diz respeito à revitalização não se limitar ao espaço portuário. “Vejo que no trabalho de vocês (Santos) há toda uma área do Centro Histórico que será recuperada, além do fortalecimento turístico com a vinda, por exemplo, do Museu Pelé. Em Belém, bem ao lado da Estação das Docas fica o Complexo do Ver-o-Peso, que é uma das maiores feiras livres da América Latina, com ervas e temperos típicos da região amazônica. Nesse caso, a Estação das Docas pôde complementar, por seu potencial gastronômico”, conclui.

Jornal da Orla

Revitalização do Valongo coloca Santos no cenário internacional

Com a viabilização do projeto Porto Valongo, Santos entra para um seleto grupo de cidades portuárias, como Barcelona, Gênova, Marselha e São Francisco. A afirmação é do prefeito João Paulo Tavares Papa, que na sexta-feira (27) apresentou os estudos de viabilidade realizados pela empresa  Ove Arup & Partners.

O trabalho mostra que, além da revitalização da área portuária compreendida entre os armazéns 1 e 8, hoje abandonada,  o projeto trará desenvolvimento econômico, social e ambiental para a cidade. De acordo com os estudos, o empreendimento vai gerar 1.200 empregos diretos permanentes e 1 mil temporários durante a construção. O projeto considera ainda aspectos ambientais com a redução de tráfego de carga e poluição sonora e criação de áreas verdes. Do ponto de vista econômico ainda aumentará o valor agregado na área do Centro histórico.

“O Porto Valongo é a transformação total da imagem de Santos e a coloca no contexto mundial, aproveitando melhor a área pública e oferecendo novas alternativas de lazer e entretenimento. Concluímos a etapa mais difícil apresentando um projeto completo. Agora daremos passos concretos em direção à construção de tudo isso”, disse o prefeito.

O projeto prevê a construção de um terminal de cruzeiros com capacidade para três navios a aproximadamente 12 mil passageiros por dia, marina com 195 pontos de atração, estrutura de apoio para um aeroporto civil, centro de negócios, escritórios,  hotéis, bares, restaurantes e galerias de arte, entre outros.

Estão previstos R$ 554,133 milhões em investimentos da iniciativa privada, sendo R$ 177,954 milhões de infraestrutura e R$ 362,525 milhões de edificações. A superfície total de área construída será de 140 mil m².

Segundo o secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, Sérgio Aquino, as licitações para as obras devem ser lançadas no primeiro semestre do ano que vem. “O empreendimento é viável sob todos os aspectos. Agora, vamos avançar na regulamentação, adequação da legislação, aprovações junto à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e audiências públicas”.

Jornal da Orla

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Novo terminal de cruzeiros terá capacidade para até 14 mil passageiros

Mais 14 mil passageiros poderão ser recebidos no Porto de Santos, por dia, com a construção de um segundo terminal de cruzeiros na região do Valongo, na Margem Direita do complexo. Atualmente, a única instalação destinada à recepção de turistas no cais, o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, que funciona nos armazéns 25 e Frigorífico, tem capacidade para 42 mil pessoas por dia.

O implantação do futuro empreendimento integra o programa de revitalização Porto Valongo Santos, que prevê a recuperação dos armazéns 1 ao 8, atualmente desativados.

A expectativa de movimentação do novo terminal está no pré-projeto apresentado pela MSC Cruzeiros à Codesp e à Prefeitura de Santos. A empresa é uma das interessadas em construir e administrar a unidade. Para isso, garantiu que vai participar da licitação que deverá ser aberta até o início do próximo ano pela Docas.

Alguns detalhes do pré-projeto foram revelados pela diretora de Operações da MSC, Marcia Leite, na manhã de ontem, durante o Seminário Internacional Revitalização de Áreas Portuárias e Integração Urbana, realizado no Teatro Guarany, no Centro Histórico de Santos. O evento contou com a presença de autoridades e empresários do setor.

“O terminal prevê três berços de atracação, para movimentação de 12 mil a 14 mil turistas. Ele vai atender todas as operadoras, não somente a MSC. Mas, para viabilizar esse projeto, precisamos contar com uma série de fatores relacionados a acessibilidade”, afirmou Marcia, que aponta adequações consideradas fundamentais para atender o novo terminal.

A construção do mergulhão (passagem subterrânea para o tráfego rodoviário) e a disponibilidade de uma área para estacionamento são alguns dos pontos defendidos pela diretora. Em fase de licitação do projeto executivo, o mergulhão já faz parte dos planos da Codesp. As demais mudanças ainda estão em análise.

“A acessibilidade é um dos fatores mais importantes para a logística de um terminal. O Valongo fica numa área central, no Centro Histórico, onde a acessibilidade não é fácil. Há ruas em que os carros não trafegam. Imagina uma movimentação de 12 mil pessoas nesse local”, observou Marcia, que também é uma das integrantes do Grupo de Trabalho de Infraestrutura e Operações da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar).

A expectativa de Marcia é de que os anseios da MSC voltados à questão logística estejam contemplados na versão final do projeto Porto Valongo Santos, que será divulgado na manhã de hoje pela Ove Arup & Partners. A firma foi contratada para desenvolver os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social do programa de revitalização.

Os dados oficiais serão expostos por técnicos da empresa na manhã de hoje, às 10 horas, no Salão Nobre da Prefeitura. O material vai revelar quais empreendimentos serão, efetivamente, implantados na região do Valongo. Um hotel de luxo poderá ser um dos principais destaques da área de turismo e lazer que será criada no local.

“Acredito que vai ser apresentado amanhã (hoje) pela Arup exatamente isso, um conjunto de ações que a Cidade e o Porto deverão tomar para que seja viável não só a construção do novo terminal, mas toda a revitalização da área central”, disse a diretora da MSC.

O diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Renato Barco, também aguarda os apontamentos que serão feitos pela Arup para que seja dada continuidade ao projeto do novo terminal.

“O que se espera é o que existirá de apoio ao terminal, como ele vai se posicionar arquitetonicamente. Queremos ver o estudo de viabilidade do entorno da região”, ressaltou. Uma das preocupações do diretor refer-se ao canal de navegação. “São navios de grande porte que vão atracar na região. E não podemos esquecer que ali já existe o Terminal da Embraport”, afirmou o dirigente portuário, referindo-se à instalação de movimentação de contêineres e granéis líquidos em construção na outra margem do canal, ao lado da Ilha Barnabé, na direção do Valongo.

A Tribuna
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Museu Pelé ganha novos parceiros

O Museu Pelé, em construção no Centro Histórico, ganhou mais duas importantes parcerias: do grupo Odebrecht Realizações Imobiliárias e da Franz Construtora, que firmaram convênio nesta sexta-feira (23), em São Paulo, com a prefeitura e a Organização Ama Brasil. A nova parceria foi oficializada no escritório local da presidência da República, com a presença do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, do próprio Pelé, o prefeito João Paulo Tavares Papa e os presidentes da Odebrecht, Paul Altit; da Franz, Salvador Rodrigues Franseze; e da Ama, José Luiz Aranha Moura.

Com a adesão, o Museu Pelé atinge cerca de R$ 20 milhões em recursos captados junto à iniciativa privada, o que permitirá a conclusão da obra e o início das ações e serviços de preparação interna de acordo com projeto de museologia.

O ministro Aldo Rebelo confirmou o apoio do Governo Federal e do Ministério dos Esportes para viabilizar o empreendimento santista, também em razão da Copa do Mundo no país. “O Museu Pelé não é apenas importante para o esporte nacional e para o futebol. Com a sua inauguração, será um dos destinos mais importantes do Brasil e do mundo. Ninguém, como atleta, teve o destaque, o desempenho e o reconhecimento que teve e tem Pelé”.

Passo decisivo
Para o prefeito João Paulo Tavares Papa, a nova parceria é mais um passo decisivo para a conclusão da obra até o final do ano. “Na visão do governo federal, o Museu Pelé é um equipamento fundamental para a Copa de 2014. E, para Santos, é uma forma de retribuir como até hoje Pelé divulga a cidade, além de ser um equipamento permanente que consolida a história inspiradora do Atleta do Século para as futuras gerações de brasileiros”.

Pelé agradeceu ao prefeito, ministro e aos novos parceiros por mais uma conquista ao museu que contará sua trajetória. “É mais um parceiro de peso, e espero que consigamos novos apoios, para concretizar esse projeto em Santos, o que me deixa muito feliz”.

Diretor regional da Odebrecht na Baixada Santista, Marcelo Arduin, destacou a honra para a empresa em participar do projeto. “É uma forma de agradecer a boa receptividade dos santistas e fazer parte da história desse empreendimento”.


Captação de recursos
Projetado pela prefeitura, o Museu Pelé tem parceria do governo federal, que aprovou sua inclusão na Lei Rouanet, de incentivo à cultura, possibilitando a captação de recursos junto à iniciativa privada, e também do estadual, que cedeu o imóvel. Entre os parceiros que já oficializaram sua participação, além da Odebrecht e da Franz, estão o BNDES, Santander, Vivo, MRS Logística, Votorantim, Vale, Mitsubishi, Gerdau, Ambev, Rumo Logística e Cosan.

O acervo do Rei do Futebol que será exposto no museu inclui objetos pessoais, fotos, filmes, troféus e material impresso, entre outras raridades, atraindo visitantes do mundo inteiro, qualificando o turismo regional e consolidando o programa municipal de incentivo à revitalização do Centro Histórico, o Alegra Centro.

Estágio da obra
As obras do Museu Pelé foram iniciadas em 2010, e envolvem o restauro de fachadas antigas e total reconstrução – externamente, aos moldes das edificações originais. Os estaqueamentos, fundações e restauro das paredes remanescentes estão concluídos.

Na fachada, 40% das alvenarias foram reconstruídas, e o levantamento da estrutura (pilares, vigas e lajes) já está 80% executado. Metade da marcenaria já está pronta (caixilhos de madeira). Recentemente foram concretados a última laje e o auditório. As instalações elétricas também estão sendo feitas.

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Bonde Baleia está novinho para a temporada de verão

Novinho em folha. É assim que está o bonde Baleia, após um período de 45 dias sob cuidados na garagem da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), no Valongo. Pronto para voltar às ruas até o final da próxima semana, ele é uma das atrações turísticas para a temporada de verão que se aproxima.

Enquanto esteve fora de circulação, o trabalho no Baleia, não se limitou à manutenção. Três funcionários da CET conseguiram deixar o bonde com o acabamento original, exatamente como em 2002, quando passou integrar a linha turística, com a nomenclatura de ‘camarão’.

“Por conta própria, eles tiveram a iniciativa de revitalizar a parte interna. A princípio, só iriam lixar o assoalho para retirar os produtos químicos aplicados ao longo dos anos. Em seguida, fizeram a parte lateral do bonde e os bancos. Ficou espetacular”, elogiou Marcos Rogério Nascimento, gerente de manutenção da CET.

Os bancos foram lixados até que se chegasse à madeira de cedro-rosa na cor original, algo inconcebível anteriormente com as diversas camadas de verniz e óleo de peroba. A restauração interna do ‘Baleia’ foi feita pelo carpinteiro Antonio Rocha e os pintores Edmilson dos Santos e Maria Aparecida Alves de Carvalho.

“O que demorou mais foram os bancos, porque tivemos que desmontar peça por peça. Nas laterais fizemos tudo a mão”, conta Maria Aparecida. “Quando começamos a raspar, enchemos pelo menos cinco sacos de supermercado só de cera que estava acumulada no assoalho. A beleza desse bonde estava escondida por baixo do verniz”, afirma Antonio Carlos. “Fomos tirando a madeira uma por uma. Vimos que ficou bom e decidimos continuar até onde desse”, relembra Edmilson.

Paralelamente à restauração, o Baleia passou por manutenção que envolveu inspeção na parte de segurança, substituição de rodas, sistema de freios, rolamentos, suporte de carroceria e barra de fixação do truque na carroceria, além da troca de motor.

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Simbolo da cidade completa 11 anos como principal atração do Centro Histórico

Cidade sobre os trilhos

Desde sua volta em 23 de setembro de 2000, com um carro circulando pelas ruas do bairro, são mais de 1.029 milhão de passageiros conduzidos em passeio único e rico em história e cultura. É como se cada um dos 419.400 mil habitantes de Santos tivesse feito a viagem duas vezes.

“Cada viagem é diferente. Conheço pessoas de vários lugares. É um trabalho especial, o melhor de todos que já tive”, diz o condutor Jorge de Sousa Santos.

Antônio de Almeida Soares, um dos proprietários e gerente do Café Carioca, também é grato ao bonde. “Ele melhorou o turismo na região. Para nós, pessoalmente, foi muito bom, porque os turistas saem do passeio e vêm nos visitar”.

Para mantê-lo atrativo nos últimos 11 anos, as novidades não param. Nos dias de folia, o veículo surge decorado a caráter no Carnabonde abrindo oficialmente o Carnaval santista e levando milhares de foliões ao Centro Histórico.

Em 2009, a prefeitura ampliou a linha turística aumentando o trajeto de 1,7 km em mais 1,2 km. No final do mesmo ano, o anel viário do bonde foi completado com mais 2,1 km. O passeio atual tem cerca de 5 km e circula por ruas, praças e avenidas do Centro Histórico e do Valongo.

Em julho deste ano, o bonde transformou-se no ‘Baleião’, para homenagear o tricampeonato do Santos FC na Libertadores da América. O ‘personagem’ principal do Centro tem até um dia todo seu: 23 de setembro, instituído em 2008 pela lei 2.551 como Dia do Bonde Turístico.

Passeio agrada santistas e visitantes

O bonde é uma unanimidade entre santistas e turistas. Sempre circula com os lugares ocupados, agradando de crianças a idosos.

Durante a semana, recebe alunos de escolas públicas e particulares e grupos agendados na Setur (Secretaria de Turismo). Nos finais de semana e feriados, atrai os visitantes em geral, que formam longas filas à sua espera nas temporadas de verão e de inverno.

Desde o embarque na Estação Buck Jones (Praça Mauá), o passageiro mergulha em uma viagem no tempo pelas ruas antigas da cidade. Com monitoria de guia de turismo, o bonde percorre prédios, igrejas, monumentos e praças que retratam importantes capítulos da história do Brasil e de Santos.

O Outeiro de Santa Catarina remete a 1546 e à fundação da Vila de Santos, povoação nascida às margens do porto, que se tornou o maior da América Latina.

De 1922, a Bolsa Oficial de Café revive o período áureo da economia do café no país. No Pantheon dos Andradas, descobre-se a importância do santista José Bonifácio de Andrada e Silva na Independência do Brasil. No Valongo, tem-se uma projeção da cidade nos próximos anos com as futuras instalações do Museu Pelé e da sede da Petrobras, ao lado da Estação Ferroviária.

Ao todo, o bonde passa por 40 pontos de interesse turístico e faz paradas no Outeiro de Santa Catarina e no Palácio Saturnino de Brito, sede da Sabesp. Circula de terça-feira a domingo, das 11h às 17h, com embarque na Praça Mauá. O bilhete custa R$ 5,00. Agendamento para grupos no telefone 3201-8000.

Museu tem 12 veículos

Santos tem no Museu Vivo de Bondes 12 veículos: seis em circulação e o restante em restauro. São modelos brasileiros, portugueses, italianos, escoceses e norte-americanos doados pelos vários países e instituições nacionais e restaurados por profissionais especializados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

O acervo em operação na linha turística conta com dois carros portugueses da cidade do Porto, um italiano, o ‘Baleião’, o reboque fabricado em Santos e o escocês de nº 38 doado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Outro escocês está na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, servindo como posto de informações turísticas.

O escocês aberto nº 32 está em fase final de restauro. Aguardam o mesmo processo mais um modelo italiano de Turim; o bonde Gilda, de Nova York; o Votorantim, que circulou no interior do Estado; e outro português do Porto.

Para manter a rede santista de bondes em funcionamento, a CET formou duas equipes especializadas em restauro e manutenção dos carros. “Hoje, esses profissionais são referência no assunto. Conseguimos aliar materiais de última geração às características originais dos bondes para garantir a eficiência e a segurança”, diz o engenheiro Marcos Rogério Nascimento, responsável pela manutenção.

Trajetória de sucesso

2000 –No dia 23 de setembro, a prefeitura inaugura uma linha turística no Centro Histórico, com o bonde escocês prefixo 32. Em outubro, o veículo ganha um reboque.

2002 –Bonde fechado (camarão) começa a circular em janeiro.

2005 –Em setembro, chegam a Santos três bondes portugueses doados pela cidade do Porto.

2006 –Entra em circulação o primeiro bonde português restaurado.

2007 –Chega a Santos o bonde norte-americano doado pelo Sesc Bertioga.

2008 –Em setembro, mais um veículo português entra para a linha turística. Prefeitura também fecha acordo com a Memória Votorantim para doação de modelo americano.

2009 –O acervo ganha mais dois veículos de Turim (Itália). E a cidade comemora o centenário do bonde elétrico com ampliação da linha turística para 2,9 km. No final do ano, percurso chega a 5 km.

2010 – Aniversário de 10 anos é comemorado com entrega de veículo italiano.

2011 –Em maio, a linha turística atinge a marca de 1 milhão de passageiros com cortejo de bondes pelo Centro Histórico.

 

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Prefeitura de Santos